Os corpos dos policiais militares que estavam no helicóptero da corporação que caiu na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, neste sábado (19) não tinham marcas de perfurações por arma de fogo, segundo informou Roberto Sá, secretário de Segurança do Rio de Janeiro. Segundo ele, a aeronave também não apresentava marcas de disparos.

“Quero lamentar profundamente e me solidarizar com as famílias de todos. E dizer para os senhores que o laudo de necrópsia dos policiais que estavam no helicóptero já saiu, a perícia foi muito rápida, muito eficiente, não há perfuração por arma de fogo nos corpos, a perícia está sendo feita pela DH [Delegacia de Homicídios], a perícia está sendo feita pela Aeronáutica, na aeronave, até o momento, não se encontrou nenhum tipo de perfuração, mas é muito cedo ainda para qualquer conclusão”, afirmou o secretário.

Policiais mortos foram enterrados neste domingo

Atualizado em 20/11 às 16h09 –  O velório dos três do quatro policiais mortos na queda do helicóptero foi realizado neste domingo, no Batalhão de Choque. Os corpos chegaram ao local por volta de 13h30m, e foram enterrados em cemitérios diferentes.

O subtenente Camilo Barbosa Carvalho, de 39 anos (15 anos na PM), foi enterrado às 16h em São Gonçalo, no cemitério Memorial Parque Nicteroy, localizado na RJ 104, na altura do bairro Vista Alegre.

Os corpos do major Rogério Melo Costa, de 36 anos (17 anos na PM), e do sargento Rogério Félix Rainha, de 39 anos (15 anos na PM), foram sepultados às 16h no Jardim da Saudade de Sulacap.

E o enterro do capitão Willian de Freitas Schorcht, de 37 anos (sendo 13 na corporação), foi em Resende, às 16h30, no cemitério Alto dos Passos.

O sargento Cristiano Bittencourt, lotado no 3° BPM e que foi morto na noite de sábado durante patrulhamento nas proximidades do Jacaré, também foi velado no Batalhão de Choque e posteriormente sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, às 16h.

Queda de helicóptero: polícia prende três

Atualizado em 20/11 às 14h24 – Pelo menos três pessoas foram presas e outra ficou ferida na madrugada deste domingo (20) durante uma operação policial na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio.

A ação começou nas primeiras horas do dia e foi determinada após a queda de um helicóptero da Polícia Militar que participava de uma operação na comunidade no sábado. Os quatro policiais que ocupavam a aeronave morreram no acidente. Além dos presos – um homem com armas, um com trouxinhas de maconha e outro com um rádio transmissor – outros três foram levados para a delegacia para averiguações.

Ainda neste domingo, à tarde, a Delegacia de Homicídios da Polícia Civil foi acionada e foi para a comunidade após moradores encontrarem ao menos sete corpos numa zona de mata da região. Segundo informações publicadas pelo jornal Extra, moradores disseram que as vítimas foram executadas e havia marcas de tiros nos cadáveres.

Imagens áereas mostravam policiais em vários pontos da comunidade na manhã deste domingo, com apoio de um veículo blindado, e uma barricada em chamas. O policiamento estava reforçado também nos acessos à comunidade durante a manhã.

Na entrada pela Estrada do Cabinal nem moradores entravam de carro e, os que saíam, tinham os veículos revistados. A opção era dar a volta pela Edgar Werneck.

Segundo o secretário de Segurança, Roberto Sá, a operação na Cidade de Deus será por tempo indeterminado.

 

Helicóptero da PM cai e mata 4 militares

Quatro policiais morreram na queda de um  helicóptero do Grupamento Aeromóvel da Polícia Militar caiu, no início da noite deste sábado, próximo à Cidade de Deus, Zona Oeste da cidade. A imagem do helicóptero caído foi flagrada por uma câmera do Centro de Operações Rio da Avenida das Américas. A informação foi confirmada pela PM, que passou o dia em operação na região, após tiroteio com bandidos.

A Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, pede que os motoristas evitem a região. O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que estão interditados os dois sentidos da Linha Amarela, na altura da comunidade, além de trechos da Av. Ayrton Senna.

Nas redes sociais, motoristas relataram momentos de tensão. Muitos carros voltaram na via pela contramão. “Carros fugindo em todos os sentidos”, escreveu um internauta no Twitter, relatando momentos de tensão. “Uma vergonha, Rio de Janeiro entregue aos bandidos”, escreveu outro usuário da rede social.

Fonte: site do Extra

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *