Professores reivindicam reposição salarial de 86,7%, mas SECT ofereceu 35%

Os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), em Campos, decidiram manter a greve que já dura 20 dias. Nesta quarta-feira (02/04) os grevistas vão se reunir com a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O movimento teve a adesão de mais de 150 servidores da instituição, que revindicam a reposição de 86,7% das perdas salariais referentes ao período entre os anos de 1999 e 2013, além do pagamento de 65% pelo regime de Dedicação Exclusiva.

A Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect) propôs no último dia 19 um reajuste de 35% para os professores, que seria pago em duas parcelas, a primeira ainda este ano e outra em 2015, mas a oferta foi rejeitada pelos grevistas. Servidores Fenorte também aderiram à greve, revindicando reposição salarial de 63,3%, pelas perdas inflacionárias dos últimos oito anos, reajuste dos auxílios creche e alimentação.

De acordo com o presidente da Associação de Docentes da Uenf (Aduenf), Luis Passoni, as revindicações dos servidores são as mesmas há mais de três anos, mas o Governo do Estado não se posicionou até o momento. Passoni disse que a proposta de 35% do governo para a categoria foi apresentada apenas verbalmente, mas fica muito aquém do solicitado pelos docentes. “Para os professores da Uerj o governo destinou 65% referentes à Dedicação Exclusiva, enquanto que os profissionais da Uenf não recebem nenhum benefício. Então, tomamos como base o que já é pago para a outra universidade estadual”, explicou Passoni.

A abertura do Restaurante Universitário, mais conhecido como bandejão, é outro ponto da reivindicação. Segundo Passoni, as obras de construção do restaurante começaram em 2008 e recebeu um investimento de cerca de R$ 10 milhões. Com a falência da empreiteira responsável em 2011, as obras seguiram a passos lentos, tiveram várias interrupções e só foram concluídas em 2013. No entanto, o mobiliário e os artefatos de cozinha não foram incluídos nesse orçamento. O governo do Estado liberou recentemente mais R$ 700 mil para equipar e decorar o restaurante. “O governo apenas anunciou a liberação dessa verba, mas ainda teremos o período para licitação e todo o trâmite burocrático. Ou seja, não há previsão de abertura”, ressaltou Passoni.

As negociações estão abertas e uma nova reunião entre representantes da categoria e Sect deve acontecer nos próximos dias.

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