Google protesta contra SOPA!!!

Conforme foi anunciado nos últimos dias, o Google também aderiu à corrente de protestos contra a aprovação das novas regras antipirataria que estão em discussão no Congresso dos Estados Unidos. Para isso, adicionou na página inicial da versão norte-americana do seu buscador um link para um infográfico, que mostra o tamanho do envolvimento dos internautas americanos contra as tais leis. Além disso, o gigante da internet também utilizou uma tarja preta, mostrando que o SOPA servirá apenas para censurar a liberdade de expressão.

               TARJA PRETA QUE O GOOGLE COLOCOU EM  PROTESTO CONTRA SOPA.

Explicando para aqueles que ainda não estão por dentro do assunto. O projeto de lei SOPA (ou Stop Online Piracy Act) prevê regras mais rígidas contra a pirataria digital em território norte-americano, como bloqueio de conteúdo no país aos sites que infringem os direitos autorais. Esse bloqueio seria aplicado aos mecanismos de busca existentes e tem como objetivo atingir principalmente os sites estrangeiros.

Quem apoia abertamente o SOPA são as empresas de entretenimento, como produtoras de filmes e empresas da indústria fonográfica, como por exemplo,L’OREAL, SONY, TIME WARNER e MPAA.

veja a lista das gigantes que apoiam a SOPA, clique aqui. Vale ressaltar este link não será acessado hoje, pois, exclusivamente hoje (18/01), a Wikepedia em inglês esta fora do ar em protesto contra a SOPA.

Uma proposta semelhante, a PIPA (Protect IP Act) será votada no Senado em 24 de janeiro, e prevê, entre outras mudanças, o bloqueio de endereços de internet relacionados, de alguma forma, com aquilo que os órgãos regulamentares entenderem como pirataria.

Gigantes da internet, como Google, AOL, Facebook, Amazon e Twitter questionam as tais leis, pois as mesmas podem ser interpretadas como censura à liberdade de expressão.

Na prática, dependendo do tipo de interpretação que os órgãos regulamentares aplicarem ao conteúdo divulgado, postagens em blogs, republicação de links no Facebook ou “retweets” podem ser considerados violações aos direitos daquele conteúdo. Além disso, sites estrangeiros, como é o caso da Wikipedia, poderiam ficar indisponíveis em território norte-americano.

O infográfico publicado pelo Google hoje (18/01) mostra como o volume de pessoas contra o SOPA e o PIPA cresceu. Os protestos começaram Vint Cerf, um dos “pais” da internet, que chegou a mandar uma carta para o Congresso dos Estados Unidos, se manifestando contra as leis em discussão. Steve Crocker, David Dagon, Dan Kaminsky, Danny McPherson e Paul Vixie, especialistas em segurança na web, alertaram sobre os efeitos colaterais do PIPA, e isso fez com que gigantes da tecnologia entrassem na briga.

Fundadores de grandes empresas de tecnologia e internet, como Sergey Brin, Jack Dorsey, Chad Hurley, Biz Stone, Jimmy Wales e Jerry Yang enviaram ao Congresso uma carta aberta, manifestando a desaprovação das leis em discussão. O manifesto foi crescendo, até virar uma campanha online, disponível no site AmericanCensorship AmericanCensorship.org. Segundo o infográfico do Google, mais de 3 milhões de norte-americanos já se manifestaram contrários ao SOPA e PIPA. E eles querem (e merecem) ser ouvidos.

Hoje, diversos sites e serviços de internet fazem o seu manifesto, das mais diversas formas. Além do Google e da Wikipedia (cuja versão norte-americana está fora do ar), serviços como Craigslist, WordPress, Twitpic, Twitter, entre outros, divulgam textos e notas sobre o assunto, convocando os internautas a protestarem contra as tais leis.

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