Grupos de extermínio elevam violência na BA.

Chegou ao fim da paralisação que a Polícia Militar da Bahia promovia desde o dia 31 de janeiro, porém ficaram as seqüelas destes dias sem seguranças para os baianos.

Durante a greve foram 178 assassinatos na região, média de 14,8 homicídios diários, mais que o dobro do registrado no período imediatamente anterior ao início da greve, de 6,7 casos por dia.

Apesar de o mês ainda não ter chegado à metade, o montante de casos já fazem deste mês o fevereiro mais violento na região desde que foi aplicada a atual metodologia de estatísticas pela Secretária de Segurança Pública, em 2009. No ano passado, durante todo o mês, foram registrados 171 homicídios na região, ante 172 em 2010 e 144 em 2009.

Segundo a coordenadora das Delegacias de Homicídios da Capital, delegada Francineide Moura, “pelo menos um terço” dos assassinatos ocorridos durante a greve da PM tem características de atuação de grupos de extermínio – que contam com a participação de policiais e ex-policiais militares. “Esse tipo de crime é o principal responsável pelo aumento dos índices”, afirma.

Quatro PMs, por exemplo, foram reconhecidos por testemunhas e acusados de participar da chacina que deixou cinco moradores de rua mortos. Os mesmos policiais também são suspeitos de, horas depois, abrir fogo contra um grupo de moradores de rua em outro bairro.

É uma vergonha os próprios policiais que deveriam proteger a população, se aproveitam da situação para espalhar o pânico na população.

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