O sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário do Norte e Noroeste Fluminense tem recebido denúncias do não pagamento pela Prefeitura de Campos às empreiteiras contratadas para a execução de obras, como a de reurbanização do canal Campos/Macaé, na Beira-Valão, da avenida Arthur Bernardes e a do sambódromo. O presidente do sindicato, José Carlos Eulálio, disse ter sido informado do problema pelas próprias empreiteiras ao discutir reajuste salarial de 18% para os operários, durante audiência recentemente no Rio de Janeiro com o sindicato patronal, na Delegacia Regional do Trabalho (DRT). “Elas afirmaram não poder conceder o reajuste porque não estavam recebendo do poder público. Além disso, nos três primeiros meses desse ano, mais de 2 mil trabalhadores foram demitidos. Em junho foram outras 900 demissões. Eu mesmo fiz as rescisões de contrato. A alegação das empresas foi que não tinham como continuar pagando os salários. Falaram que seria melhor demitir, do que manter o empregado sem dinheiro”, disse Eulálio, acreditando que o número de desempregados pode ser maior, já que o sindicato faz homologação apenas daqueles que têm um ou mais de um ano de casa. “Aqueles que ainda não têm um ano, recebem direto no escritório”.

José Eulálio afirmou ainda que muitas empreiteiras estariam sem receber da Prefeitura desde outubro do ano passado. “Com isso, o que vemos são obras praticamente paralisadas como a da Arthur Bernardes ou em ritmo lento como a do canal Campos/Macaé, que teve início há mais de um ano”, disse ele, destacando que a empresa que estava executando as obras na Arthur Bernardes teria remanejando os trabalhadores para o Porto do Açu, por também ter fechado contrato lá.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *