O exame não serve como pré-requisito para a habilitação profissional, porém formandos que foram mal na prova em breve atenderão a população.

Um diagnóstico preciso depende de um médico bem preparado. Um dado preocupante: em São Paulo, quase metade dos alunos formandos não passou na prova do Conselho Regional Medicina. Muitos dos formandos não souberam ler uma radiografia. O que mais preocupou é que o número de reprovações aumentou em relação ao ano passado. A prova foi voluntária. Ou seja, a situação pode ser ainda pior.

O teste teve 120 questões. Ninguém conseguiu acertar todas. O melhor aluno acertou 114; e o pior, só 30. Foram reprovados 46% dos inscritos, 3% a mais do que no ano anterior. Chamou a atenção, o alto percentual de erros em áreas como: saúde pública, que trata de epidemias como leptospirose, doença frequente em áreas de inundação; obstetrícia, responsável pelos partos; clínica médica, que é o atendimento geral de pronto-socorro; e pediatria, que cuida das crianças.

Os formandos de medicina erraram respostas para situações consideradas comuns nos hospitais. Mais de 60% dos estudantes não acertaram questões que envolviam o tratamento de dor de garganta em um homem adulto e de meningite em um recém-nascido.

O exame não serve como pré-requisito para a habilitação profissional. O resultado preocupa os organizadores, porque muitos formandos de medicina, que foram mal na prova, em breve estarão atendendo à população. Participaram estudantes de 25 dos 28 cursos do estado de São Paulo. Ainda de acordo com o conselho, cerca de 30% dos alunos que se formam hoje não conseguem fazer residência e vão direto para o mercado de trabalho sem o preparo necessário.

Fonte: Bom Dia Brasil

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