Rio define medidas contra Chevron por acidente em Campos

O governo do Rio anunciou nesta terça-feira que adotará medidas contra a petrolífera americana Chevron, em função do acidente que provocou derramamento de óleo na Bacia de Campos.

Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, a companhia será notificada para custear, durante dois anos, um amplo monitoramento – “por terra, mar e ar” – de suas atividades de extração de petróleo na região, inclusive com o uso de satélites, helicópteros e embarcações.

A empresa também será notificada para financiar uma auditoria ambiental de suas atividades. Esse levantamento, com padrão internacional, será focado principalmente na capacidade da companhia de conter ou prevenir qualquer tipo de acidente ligado a suas atividades. Também faz parte do conjunto de medidas o estudo da Ação Civil Pública movida pela Procuradoria-Geral do Estado contra a Chevron. O governo do estado pede R$ 150 milhões de indenização pelos danos ambientais causados pelo derramamento de óleo, inclusive aos ecossistemas marinhos e a cadeias alimentares.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disse também, nesta sexta-feira, que o vazamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, “continua em ritmo decrescente”. “A concessionária instalou um equipamento submarino para coletar o óleo, evitando que a maior parte chegue ao mar. A mancha é muito pequena e já não pode ser vista por satélite, apenas por sobrevoo”, frisou o comunicado da agência.

A ANP informou ainda que a Chevron – operadora de Frade – tem 15 dias, a contar de 1º de dezembro, dia da autuação, para apresentar a defesa em relação à multa por presença de ácido sulfídrico em um poço na plataforma de produção de Frade.

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