Revolta no atendimento do Centro de

 Referência da Dengue (CRD)

Pacientes que procuram atendimento no Centro de Referência da Dengue (CRD), no Centro e no CRD2, no Hospital Geral de Guarus (HGG), estão enfrentando problemas em relação a diagnósticos e dinâmicas dos centros. De acordo com o fotógrafo Thiago Freitas, sua esposa foi detectada com dengue hemorrágica, no final da tarde de ontem, após mais de 20 horas de internação. Segundo ele, no CRD, que funciona no Hospital Plantadores de Cana (HPC), não há ventilação e há suspeita de os profissionais atuarem com materiais sem esterilizar. Já no CRD2, em Guarus, não há internação e o ar condicionado estava desligado. A população reclama também que há poucos profissionais para atender a demanda. Foram confirmados, pela secretaria de Saúde, 1.400 casos no município, onde 1.388 eram de dengue clássica (que não apresentam perigo fatal) e 12 com Dengue Hemorrágica. Mais 1.120 pessoas estavam com a suspeita da doença, totalizando 2.520 pessoas “envolvidas” com a Dengue.

— Minha esposa chegou ao HGG por volta das 15h30 de quarta-feira e foi atendida somente às 16h50. Após profissionais detectarem que ela estava com dengue, foi solicitada sua remoção para o CRD, já que o CRD2 não realiza internações. O ar condicionado do local estava desligado e as pessoas reclamavam do forte calor. Tanto no HGG, como no HPC os pacientes esperam em pé, independente das condições de saúde. Não é realizada uma triagem para saber a prioridade de cada paciente — relatou o fotógrafo.

Freitas destacou também que a estrutura montada pela prefeitura não consegue atender a demanda diária. Segundo ele, os pacientes detectados com dengue ficam internados no soro, sem saber o tipo da doença. “Na internação, a enfermaria não disponibiliza travesseiros e lençóis e mais: os enfermeiros surgem já com as seringas abertas, colocando em dúvida se o material estava lacrado ou esterilizado. No local, há um calor insuportável. Não há nem menos um ventilador. Minha esposa fez o exame para saber se estava ou não com dengue hemorrágica, somente ontem por volta das 11h e o resultado chegou após às 18h”, finalizou o fotógrafo.

Segundo o comerciante Alexandre Souza, de 38 anos, os pacientes esperam mais de duas horas por atendimento no CRD. De acordo com ele, algumas pessoas, por não aguentar esperar em pé, se jogam no chão para tentar chamar atenção dos profissionais do local. “As pessoas não estão sendo respeitadas. A população reclama muito na demora do atendimento. Há poucos profissionais no atendimento. Espero que haja mais atenção com as pessoas”, relatou o comerciante.

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