Programa da prefeitura de Campos foi selecionado por Mapeamento de Experiências Exitosas de Gestão Pública do Ministério da Saúde e Fiocruz

O programa de envelhecimento saudável, da Superintendência municipal dos Direitos do Idoso, foi selecionado pela 5ª Edição do Mapeamento de Experiências Exitosas de Gestão Pública no Campo do Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa, promovido pelo Ministério da Saúde e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A cidade foi notificada nesta segunda-feira (23), que terá o projeto de Mapeamento de Diagnóstico da Fragilidade, disponível em acervo para consulta pública em todo o país pelo site www.saudedapessoaidosa.fiocruz.br. 

— Quando assumimos o trabalho, identificamos que nas Casas de Convivência dos idosos só havia procura para marcação de exames e busca de remédios. Tinha-se demanda de doenças, e fomos então buscar o motivo da causa disso, visando um cuidado maior com essas pessoas. Desenvolvemos então, em parceria com o Isecensa, o mapeamento de diagnóstico de fragilidade física e cognitiva, e realizamos testes em 80 idosos, com a ideia de reduzir essas fragilidades. Em agosto, nos inscrevemos, e enviamos o projeto, com objetivo, o passo a passo e resultados — contou a Superintendente dos Direitos ao Idoso, Heloísa Landim.

O projeto é desenvolvido pela Superintendência dos Direitos do Idoso, em parceria com cursos do Isecensa – Educação física, Pedagógica, Enfermagem, Psicologia e Fisioterapia. Coordenador de Educação Física do Isecensa e doutor em Saúde Mental pelo instituto de psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o professor Maurício Calomeni, participou da coordenação do projeto, e vê como importante o incentivo de desenvolver sempre a parte mental dos idosos, até mesmo nas atividades físicas.

— Começamos com a ideia de descobrir a motivação da pré-disposição da fragilidade dessas pessoas. Depois nos voltamos para trabalhar a memória dos idosos, fazê-los pensar todas as atividades, torná-los mais ativos. Esse resultado só mostra o quanto é importante esse programa de envelhecimento ativo é importante, e que estamos no caminho da implantação de política pública certa para isso — destacou Calomeni.

De acordo com a superintendente Heloísa Landim, a seleção do projeto deve ser encarada como firmamento da gestão de envelhecimento que vem sendo desenvolvida. “Nossa responsabilidade só aumenta com isso. É uma proposta de inovação que estamos desenvolvendo, trabalhando o envelhecimento em Campos, como ciência. Sabemos que 15% da população campista tem mais de 60 anos, e pensamos que devemos tratar indo muito além de apenas cuidar de doenças. Em um trabalho de equipe, com nossa superintendência e parcerias muito proveitosas, trabalhar o cidadão como um todo”, concluiu Landim.

Fonte: Comunicação PMCG

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