A taxa de desemprego no Rio de Janeiro cresceu acima da média nacional. A pesquisa divulgada na última quarta-feira (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que no segundo trimestre deste ano 11,4% da população fluminense estava desocupada. No mesmo período do ano passado, a taxa era de 7,2%, ou seja, houve um crescimento de 4,2% no número de desempregados. No Norte Fluminense, o saldo líquido entre contratações e demissões no primeiro semestre de 2016 foi negativo de 9.232, puxado por Macaé (-6.892) e Campos (-1.532), segundo o analista político e econômico Ranulfo Vidigal. Para Vidigal esse quadro deve se manter no segundo semestre, mas ele lembra que no período eleitoral se contrata serviços diversos.

— Outra característica importante da oferta de empregos no Brasil é que 55% das ofertas de vagas ocorrem nos serviços de baixa sofisticação, e assim pagando baixos, contra 20% dos empregos na indústria e serviços que paga bons salários. Portanto, enquanto esses setores não ficarem com ventos favoráveis, a estagnação de vagas deve persistir — explica Vidigal.

O olhar do governo em relação a Campos não é de números negativos e parece está na contramão dos dados do IBGE. Segundo o superintendente de Trabalho e Renda, Manoel Patrão, “apesar da crise econômica nacional, Campos está entre os primeiros municípios do Estado do Rio em empregabilidade. Os dados são do Ministério do Trabalho”, disse sem apresentar números.

Segundo Patrão, o Balcão Municipal de Empregos é o elo entre o empregado que necessita voltar à atividade e as empresas que dependem da contratação de profissionais e recorrem ao Balcão. “Nós fazemos o elo entre as empresas e os interessados. É preciso deixar claro que quem seleciona é a empresa, enquanto nós participamos dando o aporte necessário”, esclareceu o superintendente.

Ainda, de acordo com os números do IBGE, no Brasil, no período de abril, maio e junho deste ano, 11,3 % procuravam emprego e o aumento da taxa em relação a 2015 foi de 3%.

A situação no Rio de Janeiro pode se agravar nos próximos meses com o fim dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Um possível crescimento de demissões preocupa a associação de magistrados do trabalho do estado. De acordo com o vice-presidente da instituição, Ronaldo Callado, 90 mil pessoas foram contratadas de forma temporária para a realização do evento.

De acordo com a Associação de Magistrados do Trabalho da 1ª Região, aumentou muito o número de reclamações trabalhistas no Rio de Janeiro do ano passado para cá. De janeiro a junho deste ano, foram 137 mil ações. No ano passado, nesse período, foram 124 mil reclamações trabalhistas. (D.P.P.) (S.M.) (A.N.)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *