Bárbara Cabral

Foto: Bárbara Cabral

Com tambores e gritos de ordem, cerca de 30 pessoas, entre professores e alunos da rede estadual de ensino, realizaram uma manifestação em apoio à greve da categoria na manhã desta terça-feira (14), na avenida 28 de Março, em Campos. Em ato pacífico, a cada sinal fechado os manifestantes se posicionaram na faixa de pedestres, em frente ao shopping avenida 28 de Março, segurando cartazes e pedindo o apoio dos motoristas que responderam ao som de buzinas. Em Campos, 70% da categoria adere a paralisação, que teve início no dia 2 de março.
A manifestação ocorre um dia depois do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, aumentar a multa aplicada ao Sindicato Estadual dos Professores do Rio de Janeiro (Sepe) pelo descumprimento de liminar anterior relacionada à greve da categoria. Com a decisão, a multa passou de R$ 50 mil para R$ 100 mil, além de intimar o sindicato a manter 70% do total de professores em cada unidade de ensino. A ação foi movida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Entre as reivindicações dos manifestantes estão melhores condições de ensino, a volta do pagamento no início do mês, eleição para a direção, reajuste salarial, porteiro nas escolas e concurso público para servidor administrativo. “Estamos há três meses denunciando o descaso do governo com a educação pública. Um governo que diz estar falido, mas que está dando isenções milionárias para multinacionais”, disse Martinho Fernandes, professor do Colégio Estadual Thiers Cardoso.
Participaram do ato representantes do C.E Doutor Thiers Cardoso, João Pessoa, Liceu de Humanidades de Campos (LHC), Benta Pereira, Nilo Peçanha, Ceja, Constantino Fernandes, José Francisco Sales, XV de Novembro, Raimundo de Magalhães e do Instituto de Educação Professor Aldo Muylaert (Isepam). “Essa é uma luta unificada da Faetec e Seeduc. O Isepam, por exemplo, tem sala que já deu curto circuito, tem teto caindo, samambaia nascendo no banheiro. Não podemos nos calar diante dessa situação”, contou Simone Barros, professora do Isepam.
Uma nova manifestação está marcada para a tarde da próxima quarta-feira (15), em frente ao LHC. Já na quinta-feira (16), a categoria se reunirá em nova assembleia que acontecerá no Rio de Janeiro.

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