Divisa encerrou o dia em alta de 1,12%, a R$ 2,406 na venda.
Moedas de países emergentes seguem pressionadas por aversão ao risco.

 

O dólar fechou em alta de mais de 1% nesta segunda-feira (10), voltando ao patamar de R$ 2,40, em um movimento de ajuste após quatro sessões consecutivas de queda e seguindo a  valorização da moeda dos Estados Unidos em relação a outras emergentes.

A divisa norte-americana encerrou o dia em alta de 1,12%, a R$ 2,406 na venda, após acumular perda de 2,37% nos últimos quatro pregões. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 2,408. Veja cotação

As quedas recentes tinham levado o dólar abaixo de R$ 2,40, valor que que vinha sendo considerado por analistas uma barreira importante para a economia nacional. Segundo eles, esse patamar não seria inflacionário e, ao mesmo tempo, não prejudicaria a indústria.

O giro financeiro do pregão foi baixo devido à agenda esvaziada de indicadores econômicos, ajudando a acentuar as oscilações do dólar. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 525 milhões, bem abaixo da média diária de janeiro de US$ 1,5 bilhão.

O avanço desta sessão vinha em linha com a apreciação do dólar em relação a outras moedas emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano, que têm sido fortemente pressionadas nas últimas semanas em meio à onda global de aversão ao risco.

Os investidores evitavam nesta segunda fazer grandes apostas antes do discurso de Janet Yellen, presidente do banco central americano, o Federal Reserve (Fed), no Congresso dos EUA, nesta terça-feira (11).

“É o primeiro discurso que ela vai fazer, num cenário de expectativas de uma terceira rodada de retirada dos estímulos”, afirmou à Reuters o gerente de análise da XP Investimentos, Caio Sasaki, referindo-se ao atual processo de redução do programa de compra de títulos do Fed.

O Banco Central brasileiro deu continuidade nesta manhã às intervenções diárias vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes a venda futura de dólares, todos com vencimento em 1º de dezembro deste ano, com volume financeiro equivalente a US$ 197 milhões. O BC ofertou também swaps para 1º de agosto, mas não vendeu  nenhum.

Além disso, vendeu a oferta total de até 10,5 mil swaps na terceira etapa de rolagem dos contratos que vencem em 5 de março. Com isso, a autoridade monetária já rolou cerca de 21% do lote total, equivalente a US$ 7,378 bilhões.

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