Pesquisa do IBGE indica estabilidade na taxa em 11,2%. Salário médio real ficou em R$ 1.982

A taxa de desempregados no País permaneceu em 11,2% em maio, o que representa 11,4 milhões de pessoas desempregadas. Os dados constam da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), divulgada nesta quarta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A quantidade de desempregados no País aumentou em 1,1 milhão de pessoas (alta de 10,3%) em relação ao trimestre entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016 e se ampliou em mais 3,3 milhões de pessoas (aumento de 40,3%) na comparação com igual trimestre de 2015.

Por outro lado, o Brasil tem 90,8 milhões de pessoas de pessoas empregadas — uma estabilidade em relação ao trimestre que foi de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016. No entanto, nessa comparação, pelo menos 285 mil trabalhadores a menos permaneceram empregados.

Se comparada com o mesmo trimestre de 2015, a ocupação caiu ainda mais: 1,2 milhão de pessoas a menos, um recuo de 1,4%.

A quantidade de trabalhadores formais com carteira assinada no setor privado teve diminuição de 428 mil pessoas na comparação entre o trimestre atual e o período entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016. Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 4,2% (menos 1,5 milhão de pessoas).

O contingente dos empregadores apresentou estabilidade em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, e uma redução de 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, menos 208 mil pessoas neste contingente.

Salários

O salário médio real dos trabalhadores ficou em R$ 1.982 em maio, o que também representa uma estabilidade em relação ao trimestre compreendido entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016, quando esse valor estava em R$ 1.972.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 2,7%, uma vez que o salário médio era de R$ 2.037.

Trabalhadores domésticos

Considerando apenas os trabalhadores domésticos, o número de desempregados ficou estável na comparação com o trimestre compreendido entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016.

Porém, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve o corte de 307 mil vagas de domésticos — uma queda de 5,1% nos postos de trabalho.

Autônomos

Em maio, o desemprego entre as pessoas que trabalham por conta própria recuou 1,3% na comparação com o trimestre que foi de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016. Isso significa dizer que há 314 mil pessoas a menos nesse segmento.

Na comparação com o trimestre de março a maio de 2015, constatou-se um aumento de 4,3%, o que representou um acréscimo de 952 mil pessoas.

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