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Autoridades de Campos preocupados com possível epidemia de dengue em 2012

 

O alerta já foi dado: país corre risco de sofrer uma grande epidemia de dengue em 2012. Em Campos, autoridades da área de saúde ouvidas pela Folha manifestam preocupação. Segundo elas, o risco se dá por conta da volta do vírus tipo 1 e à entrada do tipo 4, para os quais a população não tem imunidade. Um outro agravante se deve ao fato do verão ser um período chuvoso, que facilita a proliferação do mosquito Aedes aegypt, transmissor do vírus da dengue.

 

O diretor do Centro de Referência da Dengue (CRD), Luiz José de Souza, explicou que o tipo 4 entrou no país em 2010 pela capital do Acre. “Em 2011, o vírus chegou ao município de Niterói e hoje se encontra espalhado em 18 estados, mas não há registro de epidemia por ele”, disse o médico, destacando que o vírus em circulação em Campos no momento é o tipo 1. “Semanalmente, envio amostras para a Fundação Oswaldo Cruz (OIC/Fiocruz), no Rio, para saber o vírus que está em circulação. Acredito que, se tivermos um surto epidêmico no próximo verão, será pelo tipo 1. Pelo tipo 4, na minha opinião, só em 2013”.
Tanta preocupação, segundo Luiz José, se deve ao fato da população de todo o país estar vulnerável ao tipo 4. “Aqueles que já tiveram infecções anteriores por outro tipo de vírus, estão mais suscetíveis a fazer uma forma mais grave da doença”, disse.
Luiz José afirmou ainda que no Simpósio Internacional sobre Dengue, que participou recentemente na Universidade de São Paulo (USP), foi anunciada para 2014 a vacina contra a doença. “Mas, como acredito que inicialmente ela não vai cobrir toda a rede pública, por ser cara, as medidas de prevenção não poderão ser abandonadas”.
Ele disse que desde 2010 há registro de casos da doença em todos os meses do ano. “Antes, os meses de pico eram abril, maio e junho. Temos três pessoas internadas atualmente no CRD”, afirmou Luiz José, destacando que a doença tem acometido mais crianças e adolescentes.
— Em 2010, o atendimento em crianças representava 11,44% dos casos. Agora, esse índice em menores de 14 anos é de 14,99%. Foram registrados 113 casos em crianças entre 8 e 14 anos de idade no ano passado e 498 neste ano, sendo cinco casos em menores de um ano de idade. A imunidade delas é bem menor —, acrescentou o médico, destacando que, em compensação, a letalidade no município é uma das menores do estado, ou seja, de 1,2%, quando o aceitável pelo Ministério da Saúde é de até 2%.

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