Faltando 72 dias para o primeiro turno das eleições e menos de um mês para o início do calendário oficial, caem as peças do tabuleiro eleitoral, visando à disputa pela Prefeitura de Campos, que chegou a ter quase duas dezenas de nomes postos, com cerca de 50% destes do grupo liderado pelo presidente estadual do PR e secretário de governo em Campos, Anthony Garotinho. Os demais que formam o grupo oposicionista, que por muito tempo não se sentava para alinhar entendimentos, teve acentuada diminuição nos últimos dias.

No atual cenário posto são oito pré-candidaturas, sendo que há possibilidades de novos cortes. Geraldo Pudim (PMDB); Rafael Diniz (PPS), Arnaldo Vianna (PEN), Caio Vianna (PDT); Nildo Cardoso (DEM); Papinha (PP); Rogério Matoso (PPL) e Paulo Hirano ou Doutor Chicão (PR).

Filho da ex-vereadora Ilsan Viana e do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PEN), Caio Vianna (PDT) conquistou o apoio de dois importantes nomes que haviam se lançado pré-candidatos à Prefeitura, Gil Viana (PSB), que teve seu nome confirmado para a vice e ainda com o apoio para a aliança, do senador Romário, e João Peixoto (PSDC) que abriu mão da vaga de vice, depois de ter deixado de ser candidato a prefeito. O apoio vai para a chapa dos Viannas, mas pelo que tudo indica sem o principal nome deles, o patriarca Arnaldo Vianna (PEN).

O ex-prefeito que arrasta com ele ao longo dos últimos processos eleitorais a inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa, vive mais uma vez a expectativa de ver seu nome fora da lista dos impedidos de terem seus votos validados. Sob a liderança dos advogados de seu partido, o ex-prefeito voltou a anunciar sua condição de candidato na noite desta quarta-feira (20/07), em entrevista concedida ao jornalista Aluyzio Abreu Barbosa, a quem declarou ainda contar com o apoio do filho, a quem classificou de ‘inexperiente’ ainda para tamanha responsabilidade.

“Vou disputar a eleição para prefeito. Mas é muito pouco provável que haja uma disputa de pai para filho. Tenho certeza que, quando chegar a hora, Caio (Vianna) vai se engajar na minha campanha. Seria até melhor para ele, no sentido de adquirir experiência, do que já querer começar se lançando a prefeito”.

Arnaldo criou uma confusão no tabuleiro eleitoral quando afirmou que sua candidatura estava mantida, mesmo tendo posado ao lado do filho no lançamento de sua pré-candidatura pelo PDT, e horas depois, voltou a se colocar como candidato.

A última posição parece demonstrar que nem mesmo como plano B, vê mais o filho como opção, mesmo destacando que se mantendo com pendências, não será candidato. “Não concorro mais sub judice. É muito desgastante”.

Caio por sua vez, além de se acertar com o PSDC de João Peixoto, e com o PSB de Gil Viana, seu vice, alinhavou a costura com o PT, do presidente estadual e prefeito de Maricá, Quaquá (foto).

No último final de semana foi consolidada a aliança do candidato pelo PPL à Prefeitura, Rogério Matoso, com o PCdoB da professora Odete. Matoso que tem como nome para vice, do ex-deputado estadual Roberto Henriques (PPL).

Já o vereador Rafael Diniz (PPS), que vinha tendo o nome de Gil Viana como possível vice, ficou sem esse apoio do vereador com quem vinha fazendo tratativas. Rafael tem os apoios oficializados da Rede, do vereador Marcão, e do PV, do pré-candidato a vereador Gustavo Matheus. Uma aliança estava sendo bem costurada para ter como vice então, outro vereador, Alexandre Tadeu (PRB) que por não ter o poder de mando em seu partido, acabou tomando novo rumo, e anunciando que não mais será candidato à prefeito e nem mesmo a vice, disputando portanto, a reeleição.

O vereador e apresentador de TV, Alexandre Tadeu teve uma semana conturbada de mudanças radicais. Primeiro perdeu o apoio do PSC, do vereador Genásio que daria o vice na chapa, mas estaria de malas prontas para a aliança do PDT, já que tem uma ligação direta com Gil Viana.

Papinha (PP), que perdeu a condição de deputado estadual depois de exercer o cargo como suplente durante alguns meses, segue na expectativa de ter seu nome confirmado pelo partido, o mesmo do governador em exercício, Francisco Dornelles, assim como o líder da oposição na Câmara de Vereadores, Nildo Cardoso (DEM), que no último final de semana esteve com o novo presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), que é quem defenderá o destino do partido na planície goitacá.

E por falar em presidente, o da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e do PMDB, Jorge Picciani, não abre mão de ter o seu indicado para a disputa em Campos, o primeiro secretário da Alerj, Geraldo Pudim, que na última semana esteve em Brasília com Rodrigo Maia (DEM) e com o presidente interino da República, Michel Temer (PMDB).

O PSOL, que nas últimas disputas municipais lançou candidatos dessa vez ficará de fora, mas já anunciou também que não estará ao lado dos nomes postos.
Paulo Hirano (PR) ou Chicão (PR)? Os médicos que participam de todo o governo Rosinha Garotinho como liderança na Câmara (Hirano) ou secretário de saúde (Hirano e Chicão), são os principais nomes e um deles deve ser anunciado como cabeça de chapa na convenção, marcada para o próximo dia 30.

Muitos acreditavam que o governo teria dois nomes e duas chapas, mas isso acabou indo por água abaixo com o fato de a oposição estar diminuindo o número de candidatos. O sonho era poder levar dois para o segundo turno e assim garantir uma nova vitória nas urnas.

Depois de o PSDB definir o nome de Mauro Silva para a condição de disputar a Prefeitura como cabeça de chapa, uma mudança radical mudou os planos, e agora o que pode sobrar é a vaga de vice. Mas nesse jogo ainda estão na disputa Edson Batista (PTB), presidente da Câmara Municipal e a vereadora Auxiliadora Freitas (PHS), assim como Thiago Godoy, braço direito de Garotinho.

Pesquisas – Após o início deste ano eleitoral, apenas uma pesquisa foi registrada e divulgada. O levantamento do Pro4, encomendado pela Folha da Manhã, que ouviu 620 pessoas entre 8 e 10 de junho, mostrou Caio Vianna com 4,4% das intenções de voto na espontânea, seguido pelo vereador Rafael Diniz, com 3,4%; Arnaldo Vianna, PEN, com 2,9%; Rosinha (impedida de concorrer), com 2,7%; e do vice-prefeito Doutor Chicão (PR), em quinto, com 1,5%. Na estimulada, Caio apareceu com 15,2%, seguido por Alexandre Tadeu (PRB), o Tô Contigo, 13,4%, Rafael Diniz (11,3%) e Chicão (8,4%). Dentro da margem de erro de 3,9% para mais ou menos, houve um empate técnico entre os quatro.

Os deputados João Peixoto e Geraldo Pudim apareceram com 5,6% e 5%, respectivamente, seguidos por Gil Vianna (3,4%), Nildo Cardoso (2,3%), Mauro Silva (1,9%), Rogério Matoso (1,1%) e Helio Anomal (0,3%). Brancos e nulos: 11,3%. Não sabe/não respondeu: 20,8%.

Quando Hirano entra no lugar de Chicão, Caio surgiu com 15,5%; empatado tecnicamente com Tadeu, com 14%, e Rafael, com 11,8%. Em quarto lugar Pudim, com 7,1%, seguido por João Peixoto (6,3%), Gil (4%), Nildo (2,6%), Mauro (1,9%), Hirano (1,1%), Matoso (1,1%) e Amomal (0.2%). Brancos e nulos: 10,6%. Não sabe/não respondeu: 23,7%.

Número de eleitores – Campos tem pouco mais de 350 mil eleitores em sete zonas eleitorais. O número previsto é de que pelo menos 280 mil vá as urnas escolher o próximo prefeito e os 25 vereadores. No momento, nas pesquisas espontâneas, cerca de 70% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para prefeito. Na disputa por cadeiras na Câmara, o número de indecisos é ainda maior.

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