Devido ao longo período de estiagem, o nível do Rio Paraíba do Sul está em 4,60 metros, considerado bem abaixo do normal nesta época do ano, segundo o diretor executivo da Defesa Civil, major Edison Pessanha. O normal para essa época seria o nível de 5,80 metros.

Ele informou ainda, que não há previsão de chuvas nas cabeceiras e nem nos municípios das Regiões Norte Fluminense que são cortados por rios afluentes do Paraíba do Sul.

“Estamos em alerta e fazendo o que é possível para minimizar os efeitos da estiagem, principalmente para a agricultura e a pecuária da Baixada Campista, com bombeamento do rio para o Canal Campos-Macaé”, pontuou Pessanha. Ele acrescentou que a medição do rio está sendo realizada diariamente.

O Rio Paraíba do Sul vem sofrendo com a estigagem desde 2014, passando por pequenas estabilizações, até até o momento. Em uma reportagem, no mês de junho, o diretor João Gomes, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul (CBH-BPS), já alertava de que os principais reservatórios que abastecem a Bacia do Rio Paraíba do Sul (Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil) durante o período de estiagem, começaram o ano de 2016 com apenas 46%, o que em épocas normais terminaria o verão com 80% e 90% de sua capacidade.

Ainda segundo João, esses 46% é muito pouco para enfrentar a seca do ano inteiro. Além disso, o Rio Paraíba com pouca vazão fica com uma cota muito baixa.  “O normal seria, para esta época do ano, o rio com uma cota entre 5,5 e 6,0. Acontece que com a cota baixa, faz com que água não entre nos canais, não chegue às lagoas e não atenda aos agricultores. Além disso, isso aumenta a salinização da região. Graças a Deus tivemos um pouco de chuva essa semana, que deu para melhorar um pouco a situação, mas não é confortável. Se não chover mais durante o ano, em 2017 vamos chegar novamente com os reservatórios abaixo de 20%”, alertou o diretor.

Nos últimos dois anos, Campos e toda região viveu uma situação preocupante por conta da severa estiagem. Em 2015, o Rio Paraíba quase bateu o recorde de vazão mínima (4m), a pior de toda a história, superando, até mesmo, o ano anterior.

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