Possibilidade do aumento do número de cadeiras na Câmara de Vereadores de Campos.

Quando o assunto é a possibilidade do aumento de 17 para 25 do número de cadeiras na Câmara de Vereadores de Campos, a partir do ano que vem, representantes de partidos de oposição mostram-se reticentes sobre de que forma essa mudança vai influenciar no desempenho dos candidatos ou significará mais chances de conquistar mais vagas no Legislativo municipal.

Mais um gasto público, demonstra a insensatez na distribuição da verba pública.

Enquanto a presidente do diretório municipal do PCB, Graciete Santana, entende que tudo vai depender das propostas que os candidatos do partido terão para oferecer ao eleitorado, como forma de conquistar seus votos, o sindicalista Paulo César Caxinguelê, que representa o PSTU na Frente de Unidade Popular (Fupo) — que integra as duas siglas, mais o PSOL — se diz totalmente contrário ao aumento do número de vereadores.

Para Graciete, as possibilidades do partido conquistar vagas na Câmara não passa pelo número de vereadores. “O PCB tem condições de apresentar propostas que certamente vão conquistar o eleitor campista. Não passa pelo número de vereadores, mas na questão de como será feito o encaminhamento dos nossos nomes. Trabalhamos para preparar um conjunto de propostas que cada candidato vai apresentar para o eleitor do município”, informa ela, que mostra-se indiferente sobre se o Legislativo terá 17 ou 25 vereadores a partir do ano que vem.

Já Caxinguelê radicaliza e defende inclusive a redução não só de vereadores, mas também em todas as esferas do Legislativo do país. “Sou totalmente contra o aumento do número de vereadores para 25. Acho que tem é que reduzir as vagas, e não, aumentá-las. Os legislativos de todo o país deveriam ser enxugados. Para quê tantos vereadores, deputados, senadores com seus inúmeros gabinetes e assessores que só servem para onerar os cofres públicos?”, questiona ele.

— Aqui, no Brasil, são eleitos para legislar para si. No caso de Campos, o quê os vereadores fazem pelo município? Nem independência para votar eles têm. Se houver uma pesquisa com a população para saber se gostariam de reduzir o número de vereadores, garanto que vão dizer a mesma coisa. Na Suécia, por exemplo, um deputado tem apenas um pequeno gabinete e não dispõe de tantos assessores como ocorre no Brasil — criticou.

Mudança — O aumento das cadeiras depende da aprovação de um projeto que será elaborado pelos atuais parlamentares. A tendência é a aprovação das 25 vagas.

Fonte: Folha da Manhã

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