Já foi tempo em que o bagaço de cana-de-açúcar tinha um único destino: o lixo. Na região considerada a maior produtora de açúcar e álcool do Estado, o bagaço já é utilizado como fonte energética, na queima de fornos para produção da indústria de cerâmicas. O bagaço de cana pode ser usado como matéria prima para produção de peças artesanais como bijuterias.

Agora, estudos comprovam que o material também pode substituir a fibra da celulose em mistura asfáltica, o que promove economia e desenvolvimento sustentável.

Projeto Inovador

O assunto é tese de Doutorado do professor do IFF, Cláudio Leal, Testado com sucesso em Laboratório, o processo está sendo utilizado desde fevereiro deste ano, em um trecho de 50 metros da BR 356, e vai ser monitorado num período de seis meses.

O engenheiro civil comprovou a eficácia do bagaço como aditivo estabilizador para o asfalto, evitando que o cimento escorra durante as etapas de mistura ou aplicação do pavimento.

“A aplicação do aditivo é muito eficiente no asfalto do tipo SMA, que por sua resistência é utilizado em rodovias com tráfego intenso” afirma Cláudio.

Outra vantagem é que o bagaço da cana é um produto em abundância na região, e que irá substituir a fibra de celulose feita na Alemanha e importada pelo Brasil. Cláudio ainda explica que o processo é bem simples: basta secar e peneirar, ao contrário do processo químico complexo que envolve a fibra.

“Devemos destacar ainda o lado ambiental já que utilizando o bagaço da cana evitamos a poluição do ambiente, reaproveitando um resíduo como um recurso renovável. Embora as usinas utilizem boa parte do bagaço para produção de energia, cerca de 20% é lançado no meio ambiente”, destaca.

A economia é outro fator ressaltado. Cláudia explica que a produção de uma tonelada de SMA absorve cerca de 3 kg de aditivo, o gasto com ficha de celulose é entre R$10 e R$12 por tonelada de asfalto, custo que seria insignificante com a utilização do bagaço. Ainda segundo o pesquisador, a produção de açúcar e álcool gera cerca de 270 kg de bagaço por tonelada de cana de açúcar moída.

Intitulada “Bagaço de cana-de-açúcar como aditivo em misturas asfálticas do tipo SMA”, a pesquisa envolve os professores Regina Coeli Martins Paes de Aquino (co-orientadora) Cláudio Leal (pesquisador), do Instituto Federal Fluminense e o engenheiro Protásio Ferreira e Castro, da Universidade Federal Fluminense como orientador.

Graças ao Professor Darci Ribeiro, que com sua visão futurista ajudou a nossa Cidade “Campos dos Goytacazes RJ,” a tornar-se um grande pólo universitário. Foi possível ter comover uma serie de seminários e foro de discursões reunindo um grande grupo de pesquisadores e intelectuais em nossa região. Estamos rumo ao futuro com estes projetos inovadores como a cana-de-açúcar e o porto do Açu.

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