O Brasil tem mais de 280 milhões de aparelhos de telefonia celular. E esse número não para de crescer. Paralelamente, aumentam os registros de furtos e roubos de celulares. Segundo dados do Ministério da Justiça, mais de um milhão de celulares são subtraídos por ano em todo Brasil. Esse número pode ser muito maior, uma vez que nem todas as ocorrências são registradas nas delegacias em todo o país. A saída encontrada pelos consumidores para evitar os transtornos de “perder” o aparelho celular para os bandidos tem sido o seguro do telefone.
Segundo o comandante do 8º BPM, em Campos dos Goytacazes, Marco Aurélio Pires Louzada, da mesma maneira que o mercado legal de telefonia móvel está aquecido, o mercado ilegal está “pegando fogo”, principalmente pela facilidade em vender a mercadoria roubada ou trocá-la por drogas. “O interesse do criminoso aumenta de acordo com o valor do celular”, destaca o comandante.
Com celulares cada vez mais sofisticados e caros, o seguro é uma opção para recuperar, pelo menos, parte do valor investido. Na maior seguradora do país, o faturamento com esse tipo de seguro cresceu 280% somente esse ano.
De acordo com o gerente de uma loja de telefones celulares, Ailton Mendes, quem deseja contratar um seguro deve avaliar as vantagens e desvantagens do serviço. Geralmente, as empresas seguradoras oferecem dois tipos, a cobertura básica que cobre danos físicos ao bem decorrente de impacto, explosão e ainda o furto e roubo.
“Antes de assinar o contrato, o vendedor deve conhecer bem os detalhes do serviço. Há pacotes, por exemplo, que oferecem cobertura nacional ou internacional e o pagamento mensal varia de acordo com o modelo e o valor do celular”.

Ailton ainda ressalta que a proteção (para o aparelho) pode ser completa ou apenas contra roubo e furto qualificado. Nesse caso, o cliente só recebe o seguro quando há ameaça verbal ou física e, em casos de destruição de propriedade – ou seja, se o bandido, por exemplo, rasgar a bolsa ou quebrar o vidro do carro para levar o celular. Se a pessoa esquecer o aparelho em algum lugar e ele sumir, o seguro não cobre.

“É importante avaliar os custos do serviço, como o valor da franquia. Tem que ser avaliado o valor do seguro mensal, se vale à pena o investimento ou se é mais negócio comprar um novo. O consumidor que quase não sai de casa e que não usa o aparelho na rua, não tem necessidade de contratar um seguro se o valor do aparelho for baixo”, avalia o gerente.

Nova medida da Anatel

Pensando em combater esse tipo de crime (roubo ou furto), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adotou uma nova medida que promete diminuir significativamente o número de celulares roubados e furtados no país. O usuário faz o bloqueio do celular simplesmente ligando para a operadora e fornecendo o número da linha telefônica utilizada no aparelho. Ou ainda, ao comparecer a uma delegacia para registrar a ocorrência, o usuário poderá pedir à polícia que bloqueie a linha.
Como era antes da nova medida

O consumidor que tinha o celular roubado, furtado ou perdido tinha que anotar o número do IMEI do aparelho. De posse deste número, era necessário ligar para a operadora e pedir o bloqueio do aparelho. Algumas operadoras exigiam também um boletim de ocorrência, que deveria ser enviado por fax ou e-mail. Somente com o número de IMEI em mãos era possível fazer o bloqueio do aparelho.

Essa burocracia era um empecilho para o bloqueio do celular, uma vez que a maioria dos consumidores não guarda ou grava o número de IMEI. E sem o celular em mãos, não tem como saber o número em questão.

 

Dicas da Polícia Militar

Não carregue o aparelho à mostra em ruas de grande movimento e transporte público. Procure levar no bolso e com o modo vibrador acionado.

Em bares, restaurantes e casas noturnas, jamais deixe o aparelho sobre a mesa ou balcão. Os bandidos não desejam o que não veem.

Cuidado extremo ao atender chamadas em vias públicas. Se for ligação urgente, entre em algum estabelecimento comercial. A tranquilidade e o nível de segurança serão bem maiores.

Dentro do ônibus não use celular se estiver sentado próximo à janela e com o vidro aberto.

Procure usar fone de ouvido acoplado ao celular, e use com discrição, principalmente em lugares de grande movimento.

Jamais deixe o celular à mostra no interior de veículo.

Dirigir e falar ao telefone é uma das infrações de trânsito mais cometidas pelos motoristas. O Código de Trânsito Brasileiro prevê ao infrator multa, além de adicionar quatro pontos na CNH, sem contar o risco de abordagem criminosa.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *