Medida visa ao rastramento de armamentos roubados, extraviados ou furtados

Uma das propostas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Armas, discutada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), prevê a implantação de chips em todas as armas usadas por agentes do Estado. Nos últimos dez anos, houve mais de 17 mil armamentos roubados, extraviados ou furtados no estado do Rio, dos quais 9,6 mil eram projéteis.

A sugestão é do relator do CPI, Luiz Martins, do PDT. A comissão foi criada em setembro do ano passado. “Esta proposição se justifica na medida em que proporcionará às polícias mais facilidade no rastreamento e localização de armas, munições e explosivos extraviados, furtados ou roubados”, escreveu Martins em documento que explica a proposta.

De acordo com informações da Corregedoria da Polícia do Rio, 36 das 56 unidades da Polícia Militar sofreram extravio, furto ou roubo de armamento em 2011, último ano em que há dados disponíveis.

Entre outras sugestões apresentadas pelo relator, estão a implementação de sistema biométrico para registro de entrega e devolução de armas para PMs, hoje feito à mão; instalação de câmeras nos paióis da polícia militar e a recriação da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), extinta em 2011 pelo então secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame.

 

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