Jhonnatan Reis
Foto: Michelle Richa

Em meio a investigações criminais envolvendo agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Campos, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) abriu um inquérito e teria enviado ofício para o comando da GCM e para o Procurador Geral do município, com objetivo de apurar sobre antecedentes criminais de guardas municipais. Denúncias anônimas sobre o assunto teriam chegado em número elevado ao órgão. Segundo as denúncias, haveria na corporação outros guardas com condenações a penas superiores a quatro anos, supostamente sem correição ou expulsão por parte dos seus superiores. O fato foi publicado no blog Ponto de Vista, assinado por Christiano Abreu Barbosa e hospedado na Folha Online.

Segundo o promotor de justiça Fabiano Rangel, o inquérito foi aberto recentemente e está em fase inicial. “O órgão vai apurar a ficha de antecendentes de guardas. Os próximos passos vão depender da fase processual”, disse. No ofício, uma lista com documentos de identificação de todos os guardas de Campos, além dos auxiliares de apoio, é requisitada.

O MP-RJ também teria enviado ofício ao titular da 146º Delegacia de Polícia (Guarus), Luis Maurício Armond, para que apresente a cópia integral dos procedimentos e inquéritos policiais iniciados em decorrência da diligência de busca residencial na sede do Grupamento Ambiental da GCM.

O debate sobre critérios de seleção da GCM surgiram após o caso do assassinato da analista judiciária Patrícia Manhães, que tem o seu marido, o guarda municipal Uenderson Mattos como suspeito de ser o mandante do crime. Outro agente da GCM, Genessi José Maria Filho, é suspeito de ter intermediado a contratação do assassino de Patrícia a mando do marido dela. Genessi teve, também, a prisão decretada pelo crime, mas ele já havia sido preso há duas semanas por outro delito.

A Folha tentou contato, através de e-mail, com a superintendência de Comunicação da Prefeitura de Campos, mas não houve respostas até o fechamento desta edição.

A equipe de reportagem também contatou a assessoria do MPE-RJ, a fim de buscar mais informações sobre o inquérito, sem êxito.

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