Construção civil está no topo da retomada

Foto: Michelle Richa

No momento em que os indicadores econômicos apontam para a retomada lenta do crescimento do país, o segmento que tende a dar a largada é o da construção civil que tem sido juntamente com o comércio, o carro-chefe da geração de postos de trabalho em todo o Brasil, números esses já divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Esse setor tem se antecipado às previsões de otimismo e dado sinais de recuperação neste fim do primeiro semestre. Alguns fatores corroboram para esse movimento de crescimento em Campos. Um deles é o Porto do Açu, em São João da Barra, a 25 quilômetros da cidade.

No caso especifico de Campos, as demandas são diversas no que diz respeito a amplitude do mercado. Com a tendência irreversível de crescimento populacional nos próximos cinco anos, o segmento habitacional em todos os seus perfis — condomínios populares, de luxo, horizontais e verticais — está em alta e vai crescer ainda mais.

O mesmo acontece no que diz respeito às construções voltadas para abrigar escritórios de profissionais liberais, prestadores de serviços, etc. Os especialistas deste mercado concordam que Campos tem outra particularidade, com imóveis prontos e em fase de tratamento final, o que permite ao investidor fazer um bom negócio antes de um crescimento em massa, quando certamente a procura irá superar a oferta.

Risco de mercado — Segundo os especialistas em avaliação de riscos de mercado, isso acontece pelo fato de o imóvel se manter no topo da cadeia de investimento mais segura, oferecendo maior rentabilidade em comparação com qualquer papel de operações financeiras em curto, médio e longo prazo. Isso ganha mais visibilidade nas cidades de porte médio, como Campos, onde o setor ainda tem grande espaço para crescer.

Existe, na avaliação destes especialistas, uma grande demanda em Campos a ser atendida na área habitacional, acrescentando que ao mesmo tempo isso potencializa o caráter de investimento dos imóveis.

Porto movimenta todo setor de habitação

O que tem impulsionado essa expectativa em Campos, que tem a maior indústria de construção civil do interior do estado do Rio de Janeiro tem sido o Porto do Açu, em São João da Barra, a 25 quilômetros da cidade. A transferência de várias atividades da Petrobras localizadas em Vitória (ES) e em Macaé para o Porto do Açu mexe de forma sensível neste mercado.

Até 2018 a expectativa é de que mais de 40% de todas as operações da Petrobras na Bacia de Campos estejam concentradas no Porto do Açu. E que até 2020, 60% destas operações estejam definitivamente aqui, o que realmente vai demandar a construção de novos empreendimentos principalmente em habitação. (A.N.)

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