Mesmo com a decisão da Justiça que suspendeu o Projeto de Lei nº 0101/2016, que autoriza o Poder Executivo a alienar imóveis públicos para a quitação da dívida de aproximadamente R$ 400 milhões com o Instituto de Previdência dos Servidores de Campos (PreviCampos), a Câmara de Vereadores de Campos iniciou a votação do projeto na manhã desta sexta-feira (16/12), após duas sessões suspensas, na terça e na quinta.

Com a Casa de Leis lotada com pessoas contra e a favor do polêmico projeto, que gritavam palavras de ordem, a sessão chegou a ser interrompida e alguns manifestantes tentaram agredir o presidente da Câmara, Dr. Edson Batista (PTB), que se protegeu atrás de uma mesa. A Guarda Civil Municipal retirou os manifestantes.

O presidente da casa chegou a tentar esvaziar o Plenário, mas os outros vereadores não concordaram.

O vereador e prefeito eleito Rafael Diniz (PPS) criticou a falta de transparência do atual governo em relação ao PreviCampos. “Ninguém apresenta a real situação do PreviCampos. Como negociar uma dívida sem saber o tamanho da dívida? Eu não saio daqui até resolver essa questão”, disse.

O vereador Nildo Cardoso (DEM) teceu duras críticas a Edson Batista. “Tenho todo respeito ao presidente, mas ele está rasgando o currículo histórico dele seguindo instrução de Garotinho, que fala com ele ao telefone a todo instante. Se esse projeto for aprovado, vai abrir um rombo no patrimônio do povo”, explicou.

Edson Batista deu como aprovada uma medida sem quórum no Plenário e os vereadores de oposição se retiraram da Câmara por considerarem a votação inválida. Após isso as luzes da casa foram apagadas e os manifestatantes se exaltaram novamente.

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