Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) comprovaram, por meio de um experimento, a capacidade do vírus Zika de atravessar a placenta e infectar bebês no útero da mãe. O trabalho que foi publicado nessa quarta-feira (11) na revista Nature, explana sobre como o vírus afeta o sistema nervoso central dos embriões.

O surto do vírus causou pânico em muitos brasileiros no início do ano. Atualmente, todos os estados do país têm casos da doença. O Aedes aegypti, mais uma vez vilão, transmite a doença de maneira rápida, ainda mais rápida que o chikungunya. Os sintomas do vírus Zika são leves, logo, a maior parte das pessoas não percebe a doença rapidamente. Com isso, diversas pesquisas começaram a ser desenvolvidas a fim de solucionar o problema.
A pesquisa da USP, no entanto, foi a primeira a comprovar o que antes só se especulava. “Esse é o primeiro modelo experimental comprovado que mostra que o vírus é capaz de passar a barreira placentária, atingir o feto, ser albergado no sistema nervoso e, a partir de então, todas as outras repercussões foram observadas”, disse Jean Pierre Schatzmann Peron, professor do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Para se descobrir o modo como o vírus age no corpo, foram usados camundongos e os chamados minicérebros, modelos do órgão humano elaborados a partir de culturas de células-tronco. Os animais permitiram que os cientistas observassem o comportamento do Zika em relação à gestante e o filho. Já os minicérebros, a ação sobre as células que vão formar o sistema nervoso.

O resultado da pesquisa afirma que o vírus Zika tem preferência por atacar as células que formam o cérebro e o sistema nervoso. Essa ação, que denigre os tecidos, causa as más formações que resultam em problemas como a microcefalia.

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