Você sabia que a meningite tem várias formas de contágio? E que a cantora Ivete Sangalo internada com a doença?

A Meningite é uma doença democratica pois todos estão sujeitos ao problema. Depois da notícia da  internação da cantora Ivete e vários casos mais próximos de nós é difícil encontrar quem ainda estranhe a doença. Até as crianças em idade escolar estão acostumadas a ouvir falar da meningite. Mas a familiaridade com o problema não se traduz em experiência para lidar com ele ou na certeza quanto à adoção dos melhores cuidados preventivos. “Muitas vezes, a meningite é ignorada quando os sintomas ainda estão no estágio inicial. Com isso, aumentam os riscos de sequelas”, afirma o infectologista Ralcyon Teixeira, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Cegueira, surdez e perda de olfato são algumas das consequências possíveis da meningite, mas existem muitas outras, já que o problema está relacionado ao sistema nervoso. “Os agentes causadores da meningite provocam a inflamação da meninge, ou seja, das membranas que revestem o sistema nervoso, desde a cabeça até base da coluna”, explica o médico. A morte ocorre nos casos mais graves, em que o paciente não resiste às agressões.

Meningite é a doença que acomete as membranas (meninges) que envolvem o cérebro. Ela pode ser causada por vírus, bactérias e fungos. Existem vários tipos, mas os sintomas são muito parecidos e o diagnóstico precoce pode evitar seqüelas e salvar vidas. Os sintomas mais comuns são: febre alta ou moderada; forte dor de cabeça; vômito, rigidez na nuca (dificuldade de movimentar a cabeça); abatimento geral (estado de desânimo); distúrbio de conduta/agitação psico-motora; rebaixamento do nível de consciência, em crianças, pequeno abaulamento de fontanela e, em algumas pessoas, manchas avermelhadas na pele.

A transmissão de microrganismos que causam a meningite ocorre principalmente através da via respiratória (tosse, espirros próximo a pessoa susceptível) e através do beijo (contato direto com a saliva e orofaringe). Os vírus e bactérias presentes nas vias aéreas superiores podem atingir as meninges, através da circulação sanguínea. Os indivíduos que desenvolvem meningite podem adquirir a infecção devido a um microrganismo adquirido de outra pessoa ou através de um microrganismo que faça parte da microbiota fisiológica de suas próprias vias aéreas superiores. Outras fontes de microrganismos para a ocorrência de meningites incluem as infecções de vias aéreas superiores: sinusites, otites, amigdalites e faringites.  O diagnóstico da meningite deve ser o mais precoce possível, bem como o seu tratamento.

No caso das meningites causadas por bactérias, destaca-se a Neisseria meningitidis (meningococo), o Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e o Haemophylus influenzae.  O diagnóstico da meningite deve ser o mais precoce possível, bem como o seu tratamento. O principal exame laboratorial para o diagnóstico de meningite inclui a coleta de líquor (líquido céfalo-raquidiano). Em pacientes com meningite bacteriana aguda, o aspecto do líquor é turvo/purulento e a sua análise em laboratório revela o aumento de glóbulos brancos e a presença freqüente do microrganismo causador da infecção. O retardo no diagnóstico e tratamento dos pacientes com meningite relaciona-se com maior mortalidade e sequelas neurológicas.

Prevenção e tratamento:

Em caso de verificação ou suspeita da doença devemos buscar atendimento em serviço médico de emergência (pronto-socorro) imediatamente. Na unidade de saúde os profissionais irão:

– Realizar a notificação dos casos suspeitos aos órgãos oficiais de vigilância em saúde;

– Além do tratamento de suporte (controle de dor, febre, náuseas/vômitos e suporte das condições vitais) o médico deve atentar para a antibioticoterapia correta das meningites bacterianas. Apesar do meningococo se apresentar com boa sensibilidade à maioria dos antibióticos disponíveis, a mortalidade desta infecção é altíssima se não houver o diagnóstico e tratamento precoce;

-No caso da doença meningocócica será realizada a quimioprofilaxia aos “comunicantes”, ou seja, as pessoas que estiverem em contato íntimo com o doente, principalmente no domicílio. Este procedimento é realizado por profissionais da saúde, nas residências, pré-escolas, creches etc.;

– Vacinas são indicadas em situações de epidemias de doença meningocócica por alguns sorotipos (A, B, C), não estando disponíveis na rotina dos postos de saúde. A vacina contra o H.influenzae faz parte do calendário vacinal obrigatório da rede pública de saúde. E a vacina contra o pneumococo só está disponível na rede privada de atendimento.

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