Polícia Federal (Chevron e Transocean)

Foram indiciadas pela Polícia Federal 17 pessoas e mais as empresas Chevron, incluindo o próprio presidente da empresa, George Buck, e a Transocean em consequência do vazamento de petróleo no Campo do Frade, na Bacia de Campos, RJ, em novembro. Das pessoas indiciadas 16 irão responder também por falsidade ideológica, por sonegar informações e dificultar a investigação ( teria sido editado vídeos do vazamento para atrapalhar a investigação). O delegado Fábio Scliar, resposável pelas as investigações, afirmou que a Chevron e a Transocean, por ganância e conduta leviana, recorrem a perfurações temerárias, assumindo o risco do acidente. Segundo a investigação policial, o vazamento aconteceu porque foi usado excesso de pressão no poço. E a empresa americana sabia que estava perfurando numa zona de alta pressão, até porque o reservatório era bastante conhecido. O delegado afirmou que a ganância acabou permitindo que 2,5 mil a 3 mil barris de óleo cru vazassem no oceano e causassem um desastre ambiental de grandes proporções e que “as empresas Chevron e Transocean atuam ou, pelo menos, atuaram aqui nesse caso, de maneira leviana e irresponsável. Estavam trabalhando no limite do limite, como foi admitido por várias das pessoas que vieram depor”. Segundo o “JN”, a Chevron questionou o relatório final da Polícia Federal. A empresa se defendeu ao informar que colaborou com as investigações. Já a Transocean, responsável pela plataforma, criticou os indiciamentos e afirmou que seus funcionários terão todo apoio jurídico até o encerramento do caso.

INEIA (Modec em Angra dos Reis)

A empresa Modec Serviços de Petróleo do Brasil foi multada ontem em R$ 16, 66 milhões pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por ter atingido “com substâncias oleosas” uma área em torno da Baía da Ilha Grande, paraíso turístico de Angra dos Reis, litoral sul fluminense. O vazamento de 10 mil litros de óleo ocorreu na sexta-feira. De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Minc, o Inea se cercou de diversos cuidados antes de aplicar o auto de infração: “Temos respaldo legal para tanto.” O secretário disse ainda que a empresa será obrigada a financiar a recuperação da área degradada.

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