Com os bancos fechados há 12 dias em decorrência da greve dos vigilantes, a Câmara de Dirigentes Lojista de Campos (CDL) estima em 50% o prejuízo neste período no comércio e em outras atividades produtivas da região. Depois de uma longa reunião da sua diretoria, a entidade decidiu centrar suas criticas nos bancos, pelo fato de que nenhum deles tem, pelo menos publicamente, mostrando qualquer tipo de iniciativa para acabar com a greve, retomando a normalidade.
Os membros da diretoria lembram que essa tem sido uma situação atípica porque normalmente o setor atingido pela greve, e que tem relação diária com milhares de usuários, no mínimo divulga nota oficial detalhando em que pé estariam as negociações. A greve no entender da entidade parece cômoda para os bancos, e isso permite que a situação de arraste, embora já esteja insustentável. O levantamento da CDL mostra que em caso de greve como está o consumo se inibe, com as pessoas temendo sacar dinheiro. A logística do comércio sofre profundas alterações que custam caro, como segurança para o dinheiro vivo que entra.
A situação torna-se ainda mais grave, segundo os diretores, porque existe a certeza de uma outra greve tão longa este se desenha, para o outubro, quando os bancários cruzam os braços – “ uma centro comercial como a cidade de Campos não pode se dar o luxo de ficar um ou dois dias úteis sem banco. Já estamos 12 e não sabemos como isso vai desenrolar. Depois existem a seqüelas do pós-greve, difícil de recuperar. A situação é gravíssima”- disse um diretor.
Os lojistas consideram que os bancos deveriam se posicionar de forma mais transparente a respeito das negociações, e no fim da greve, operar em um horário especial até que a situação se normalize

Fonte: Folha da Manhã

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