Dólar cai 0,8% com otimismo cauteloso sobre medidas econômicas

 
Moeda norte-americana era vendida na casa dos R$ 3,55 nesta terçaFotos Públicas/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O dólar mantinha o ritmo de queda, de 0,8%, no começo da tarde desta terça-feira (24), após o governo anunciar as primeiras medidas para conter o avanço da dívida pública. Às 13h30, a moeda norte-americana era vendida a R$ 3,554.

Operadores receberam bem as propostas, mas ressaltaram que elas não são suficientes para consertar a economia. Além disso, ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional, processo que promete ser turbulento.

Às 11h44, o dólar chegou a recuar 0,97%, a R$ 3,5477 na venda, depois de saltar 1,82% na sessão passada. A moeda norte-americana atingiu R$ 3,5423 na mínima do dia, pouco depois do pronunciamento de Temer.

O dólar futuro, que havia reagido à notícia de que o ministro do Planejamento, Romero Jucá, deixaria o ministério após o fechamento do mercado à vista na véspera, recuava cerca de 0,7%.

“Finalmente está tendo início o governo. As medidas parecem estar na direção correta, tentando blindar os gastos e evitar crescimento exagerado da despesa”, disse o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado. “Na minha opinião, [as medidas] passam no Congresso, mas vai ter muita briga”.

Entre as ações anunciadas por Temer estão o pagamento de R$ 100 bilhões em dívida que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) deve ao Tesouro Nacional, sendo R$ 40 bilhões agora, e limitar o crescimento das despesas primárias à taxa de inflação do ano anterior. Além disso, ele disse que vai “talvez” extinguir o fundo soberano brasileiro, trazendo cerca de R$ 2 bilhões para reduzir a dívida pública.

Segundo três operadores de corretoras e de um grande banco internacional, o anúncio trouxe bom humor a investidores locais, mas não foi suficiente para levar estrangeiros a comprar ativos brasileiros.

Outro fator que favorecia a cautela nos mercados locais era a expectativa pela votação da nova meta fiscal de 2016, após a CMO (Comissão Mista de Orçamento) suspender a sessão que avaliaria o tema na segunda-feira por falta de quórum.

O governo está pedindo ao Congresso Nacional autorização para marcar déficit primário de R$ 170,5 bilhões neste ano. Trata-se do primeiro grande teste do governo Temer no Legislativo.

“O mercado está trabalhando com o cenário de que a meta passa. Um cenário diferente – atrasos na aprovação, autorização para gastos adicionais – pode gerar algum nervosismo”, disse o especialista em câmbio da corretora Icap, Ítalo Abucater.

A moeda norte-americana já vinha caindo desde o início da sessão após a saída do ministro do Planejamento, Romero Jucá, considerada uma reação rápida do governo a sua primeira crise. O movimento também veio em um ajuste após a forte alta da sessão passada.

Na véspera, foi divulgado áudio de conversa de Jucá com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado pela qual o ex-ministro teria sugerido que uma troca de governo resultaria em pacto para frear o avanço da Operação Lava Jato. Ambos os interlocutores são investigados.

“A saída do Jucá deu uma válvula de escape para o mercado, que sofreu muito ao longo do dia [na segunda-feira]”, disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano. “Não é uma solução definitiva e está claro que a política vai continuar bastante turbulenta, mas pelo menos parece que o Temer manobrou relativamente bem esse escândalo”, acrescentou.

Jucá é um dos principais articuladores do governo junto ao Congresso Nacional e tinha entre suas funções angariar apoio às medidas econômicas da equipe de Temer. O Banco Central não anunciou até agora qualquer intervenção cambial, mantendo-se ausente do mercado pela quarta sessão consecutiva.

Bacia de Campos prioriza pós-sal

Foto: Agência Petrobras/Divulgação

Com um novo presidente no comando, o ex-ministro Pedro Parente, a Petrobras anunciou nessa sexta-feira (20) que dentro do seu Plano de Negócio e Gestão 2015-2019 prioriza, para a Bacia de Campos, investimentos no pós-sal, onde, em 2017, está previsto o início da produção em dois campos: Tartaruga Verde e Tartaruga Mestiça.

Também para o próximo ano, há a previsão de realização do Teste de Longa Duração do reservatório de Forno, no pré-sal da concessão de Albacora. Ressalta-se, ainda, que a Petrobras obteve, para os campos de Marlim e Voador, a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a prorrogação da vigência dos contratos de concessão até o ano de 2052.

Em produção há 39 anos, a Bacia de Campos é um dos maiores complexos petrolíferos offshore do mundo. Para gerir as suas operações nesta bacia, que tem uma de suas unidades de operações sediada no município de Macaé, a Petrobras mantém uma estrutura sólida, envolvendo bases administrativas, áreas de armazenamento, infraestrutura aeroportuária, portuária, de processamento de gás e estocagem e transferência de petróleo.

Em 2015, a produção média mensal da Bacia de Campos fechou acima de 1,4 milhão de barris de óleo e cerca de 25 milhões de metros cúbicos de gás por dia, representando cerca de 70% da produção nacional. Do volume total produzido na Bacia de Campos, 30% são provenientes do pré-sal.

A Petrobras, na Bacia de Campos, conta atualmente com 53 plataformas. Algumas dessas unidades estão alocadas em concessões operadas pela companhia em parcerias com a Shell, no campo de Bijupirá/Salema; com a Chevron, nos campos de Papa-terra e Frade; com a Repsol Sinopec Brasil, no campo de Albacora Leste; e com a British Petroleum, em dois blocos exploratórios.

É a partir de Macaé que são monitorados remotamente o escoamento, a pressão, a vazão e a temperatura do óleo e do gás produzidos diariamente em grande parte das unidades marítimas.

Expansão por toda a região com logística

Em Macaé também está localizada a Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB), que é o maior polo processador de gás natural do Brasil, ponto de entrada no continente do gás da Bacia de Campos e também de parte do gás do pré-sal da Bacia de Santos, escoado pelo recém-inaugurado Gasoduto Rota 2. A unidade passa por ampliações, com adequações nas áreas de processamento, tratamento e logística (transferência e estocagem). A operação do Rota 2 foi iniciada em fevereiro de 2016.

Na área de logística, no mês de abril, a companhia iniciou operações em dois dos seis berços contratados no Porto do Açu, em São João da Barra, e está avaliando o reordenamento das atividades portuárias entre os portos do Rio de Janeiro e de Imbetiba, em Macaé, e o novo terminal. Ressalta-se que essa estratégia não afeta as operações offshore na Bacia de Campos e não significa a interrupção das atividades do Porto de Imbetiba. (A.N.) (D.P.P.)

Torcida é por “dinheiro novo”

Dora Paula Paes
Foto: Divulgação

Afogada em dívidas — estimam-se R$ 500 bilhões — e um capital de R$ 40 bilhões, a Petrobras pode estar perto de deixar de ser a operadora única do pré-sal. O projeto aprovado no Senado em forma de substitutivo, em fevereiro do ano passado, no momento, está na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. A possibilidade é de votação antes do final do ano. A corrente para que entre capital novo no negócio é grande em Brasília e na área de atuação da Bacia de Campos. Remando contra essa maré, um grupo de parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) se movimenta e se põe contrário à possibilidade de a estatal sair perdendo com a quebra do marco regulatório. As jazidas do pré-sal, descobertas em 2008, estão a 300 quilômetros da costa brasileira e têm até 7.000 metros de profundidade. Atualmente, os poços produzem aproximadamente 36 mil barris de petróleo por dia.

O deputado federal e presidente da Comissão de Minas e Energia, Paulo Feijó (PR), diz que o projeto não demorará a chegar ao plenário. “Quando chegar, vou expressar minha posição votando a favor. A Petrobras perdeu a capacidade de investir. É preciso investimento do capital externo. A realidade é outra, a estatal não pode querer exclusividade sem poder, principalmente neste momento em que o Brasil passa por crise, precisa de riqueza e gerar emprego”, justifica.

Representante da região Norte Fluminense, o prefeito de Macaé e presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Dr. Aluízio, também defende a quebra do marco regulatório do pré-sal com a entrada de novas operadoras que tragam o “dinheiro novo”. Segundo ele, essa medida é essencial para a retomada da exploração do petróleo e, consequentemente, da economia nacional e geração de empregos.

— Faz-se necessário, a curto prazo, de forma muito clara e imediata, rever a posição da Petrobras na qualidade de operadora única. Há um estudo da Abespetro que diz: a cada bilhão de investimento, 25 mil novos empregos são gerados — disse.

O prefeito de Macaé participou como palestrante convidado, na última quinta-feira, da audiência pública da Comissão Especial (PL 4567/16) — Petrobras e Exploração do Pré-Sal da Câmara dos Deputados, em Brasília. Dr. Aluízio foi convidado pelo presidente da comissão, o deputado federal (ES) Lelo Coimbra, para discutir sobre os “impactos da redução do ritmo de exploração do pré-sal nas finanças de estados e municípios”. A audiência atende ao requerimento do deputado federal Max Filho (ES). “Tenho certeza que esta casa vai ter a capacidade de apreciar esta pauta da forma mais hábil possível”, concluiu o prefeito na audiência.

Projeto tira da estatal sua obrigatoriedade

Em fevereiro, o Senado aprovou o substitutivo do senador Romero Jucá (RR) ao projeto de lei número 131/2015, que revoga a participação obrigatória da Petrobras na exploração do petróleo da camada do pré-sal, propondo alterações na Lei 12.351, de 22 de dezembro de 2010, que rege o tema. A proposta original é de autoria do senador e atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (SP).

Segundo a lei atual, a Petrobras deve atuar como operadora única dos campos do pré-sal, além de possuir participação obrigatória de, no mínimo, 30% nos grupos de exploração e produção.

Por onde passa, como ocorreu em Macaé no ano passado, José Serra defende a quebra do marco regulatório e argumenta: “Nós estamos aliviando a Petrobras ao retirar a obrigação. Ela não está proibida de operar em determinada área, nem de entrar com 30%. Nós estamos retirando a obrigatoriedade. Isso alivia a empresa, permite acelerar, se for o caso, a exploração do pré-sal”.

Pressão na Alerj para manter a soberania

Com o intuito de fazer pressão e atrair aliados na Alerj, o presidente da Comissão de Trabalho, deputado Paulo Ramos (PSol), defende que a Petrobras continue a ser a única operadora do pré-sal. Os integrantes da comissão se reuniram com sindicalistas e engenheiros da Petrobras na última segunda-feira.

— Não é justo deixarmos o capital privado estrangeiro dominar o setor energético brasileiro. A tecnologia para a extração de petróleo do pré-sal é toda do Brasil. A intenção das multinacionais não é o desenvolvimento do Brasil, mas o enriquecimento próprio a partir de nossas reservas de petróleo — afirmou Ramos.

Na audiência, o conselheiro do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, Ricardo Maranhão, afirmou que o projeto em tramitação no Congresso é um desrespeito à soberania nacional. “Todas as petroleiras do mundo estão tendo dificuldades financeiras devido à queda do preço do barril do petróleo, que caiu de 120 para 40 dólares. O Brasil não pode perder a exploração desses recursos”.

22/05/2016 11:00

Mecanização avança e vaga reduz

Daniela Abreu
Foto: Folha da Manhã 

Todas as usinas de cana de açúcar da região deverão estar moendo até o final do mês de maio e com o avanço do cumprimento da Lei Estadual 5990/11, que determina a extinção gradativa do método manual de corte da cana, a redução de postos de trabalho também cresce a cada moagem. Das 11.100 toneladas de cana colhidas somente pela Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio (Coagro) no ano passado, 5.500 toneladas foram plantadas em área de corte cru, ou seja, mecanizada. Para este ano a expectativa da usina é um aumento de 20% em relação à safra anterior.
Segundo o presidente do Sin-dicato dos Trabalhadores Rurais de Campos, Paulo Honorato, a situação, que tende a piorar em virtude do avanço da colheita mecânica, que na verdade é uma modernização do setor buscando adequação às normas ambientais, já era grave no ano passado quando, afetadas por uma série de fatores como a ausência de matéria-prima, em virtude da seca histórica, mais de dois mil trabalhadores foram dispensados.

Este ano, mesmo com a expectativa de melhorias no setor, a possível contratação de trabalhadores de fora do Estado, segundo Paulo, deverá reduzir vagas na região.

— A gente fica preocupado, por que aqui já está nessa situação de desemprego. E agora temos trabalhadores de outras cidades migrando para Campos — lamentou Paulo, que revelou que uma das usinas da região trouxe cinco turmas de trabalhadores de Minas Gerais e que nos próximos dias deve buscar um diálogo com a direção da mesma sobre o assunto.

Apesar de as expectativas de geração de empregos não ser co-mo o esperado, o presidente do sindicato não perde o otimismo e acredita na revitalização do setor. “Mesmo com essa crise a gente tem que pensar positivo, apesar de que no ano passado houve uma seca grande, depois houve chuva e tem matéria prima e por isso nós estamos otimistas de que vai gerar emprego e renda”.

As expectativas são confirmadas pelo vice-presidente da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), Tito Inojosa, que acredita que esse ano seja melhor por que com as chuvas do início deste ano e mesmo que a ausência delas nos meses de março e abril, a expectativa é de aumento na área de colheita.

— A parte crua é colhida com máquina e a outra parte é com colheita manual para também não desempregar todo mundo. Se implantar isso do dia para a noite o pessoal fica sem trabalho. O cortador de cana tem idade avançada, a maioria tem mais de 58 anos. É difícil aprender a fazer outra coisa — disse Tito.

Produção de açúcar mais atrativa na safra

Na tentativa de conter a inflação, nos últimos anos os preços dos combustíveis foram freados. Com isso não houve interesse das indústrias na produção do etanol, fazendo com que o açúcar fosse produzido em alta escala. Além disso, as variações climáticas que produziram, por exemplo, a seca histórica que assolou a região, teve seus efeitos em todo o mundo.
Atualmente o descongelamento no preço combustível fez o açúcar faltar no mercado, o que deve dar um plus no preço do produto, que volta a ter a produção atraente.

— No governo lula cerca de oito a 10 empresas grandes vieram para o Brasil. O governo segurou o preço do álcool e passou todo mundo a fazer açúcar, o que gerou o excesso de produção mundial. Agora, com o aumento do preço dos combustíveis, a preço de mercado internacional, voltou-se a produzir o álcool, já que o produto agora tem preço — disse Inojosa.

Subsídio – A boa notícia ficou por conta do presidente da Asfucam, Eduardo Crespo que revelou a recente aprovação da Medida Provisória 707, aprovada na Câmara Federal e que vai prorrogar o prazo para o pagamento do subsídio que o Governo Federal não pagou aos produtores de cana do Rio de Janeiro. Segundo Eduardo, o prazo, estipulado por lei e sancionado pela ex-presidenta Dilma antes das últimas eleições, expirava em dezembro de 2015.

— Ela assinou a Lei, ganhou a eleição e não pagou, mas nós conseguimos, através de emenda parlamentar, colocar isso em votação, os deputados aprovaram. Falta aprovar no Senado para o presidente assinar novamente e a gente ganhar prazo para resgatar um direito do produtor que é receber R$ 12 por tonelada de cana — disse.

Leilão de bens inservíveis da prefeitura será nesta quarta

Foto: Ascom Campos

A Prefeitura de Campos realiza na próxima quarta-feira (18) o leilão de bens inservíveis ao serviço público, às 11h, no site www.leilaototal.com.br. Segundo o site da prefeitura, ao todo, serão leiloados 63 veículos e 33 sucatas veiculares. A visitação vai ocorrer nos dias 16 e 17, das 9h às 12h e das 14h às 17h, na antiga Ceasa, localizada na BR-101 (Campos-Vitória), no Parque Bela Vista.

Segundo o diretor de Patrimônio, Rogério Paes Menezes, o lance mínimo para os veículos será de R$ 500,00, e para as sucatas veiculares, R$ 100,00. Rogério informou que qualquer cidadão poderá participar do leilão on-line.

— Vale ressaltar que todos os lotes estão com documentação em dia e que toda a renda obtida será usada na renovação e na manutenção da frota que atende os órgãos municipais — disse Rogério.

O diretor de patrimônio ainda informou que antes dos veículos e sucatas irem a leilão, é feito um levantamento de todos os bens dos órgãos da administração pública direta que poderão ser leiloados.

De acordo Rogério Menezes, os arrematantes podem recuperar os veículos para que eles voltem a ter condições de tráfego. “São veículos que, economicamente, não são mais viáveis para o município e por isso, estão sendo postos a leilão”, disse. (A.N.)

Apicultura ganha força e projeto

Foto: Aline Proença/Divulgação

Kit apicultura do Rio Rural promove expansão da atividade e conservação ao redor do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Quem observa a mata tranquila ao redor do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, nos municípios de Macaé, Carapebus e Quissamã, no Norte Fluminense, não imagina o potencial econômico que a área possui. Com incentivos do Programa Rio Rural, apicultores estão colocando Quissamã na rota de produção de mel no interior do estado.

“Quando comprei meu terreno, não tinha ideia clara do que fazer para gerar renda. Mas havia uma certeza: queria lutar pela preservação da natureza no parque. Com a apicultura, isso é possível”, revela o produtor Antônio Batista Pessanha, da microbacia Brejo da Piedade.

Pessanha, que também é biólogo e trabalha no Horto Municipal de Quissamã, confessa que, inicialmente, havia cogitado a hipótese de criar um percurso de trilha ecológica em sua propriedade, a fim de atrair turistas. No entanto, ao conhecer o trabalho do Rio Rural, percebeu que poderia apostar na produção de mel, garantindo a sustentabilidade e a geração de renda em suas terras.

Há seis anos, o produtor foi beneficiado com o kit apicultura do Rio Rural, por meio de incentivo no valor de R$ 3 mil. Com o apoio financeiro, Pessanha adquiriu uma centrífuga — equipamento utilizado na extração do mel —, e bandejas (quadros de madeira com tela), onde as abelhas depositam sua produção. Com recursos próprios, complementou o investimento, construindo uma pequena casa de manipulação do mel, onde realiza a decantação do líquido e o envase nas garrafas.
“Gostei da parceria com o Rio Rural não só pela questão financeira. O próprio exercício da atividade vai ajudando a conscientizar sobre a importância da conservação. Vejo que servi de inspiração para outros, pois não destruo o ambiente e ainda tenho rendimento aqui”, conta o produtor.

Atividade econômica considerada viável

A apicultura é uma das poucas atividades econômicas viáveis no entorno do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, que abrange os municípios de Quissamã, Macaé e Carapebus. Por se tratar de Área de Preservação Permanente (APP), a exploração tem regras bem rígidas.

“Além de a atividade ser sustentável e do mel possuir alto valor agregado, a criação de abelhas é benéfica para o meio ambiente, pois nos ajuda a conservar essa restinga, que é uma das mais bem preservadas do Brasil”, salienta Francisco José Rodrigues, técnico executor do Rio Rural na microbacia Brejo da Piedade.

As zonas de apiário costumam ser cercadas para evitar que pessoas estranhas possam ser picadas se não estiverem usando a roupa de proteção. Com o isolamento, o rebanho também não tem acesso à área, propiciando a conservação da mata. Quanto maior a proteção, maior a oferta de alimentação para as abelhas.

A apicultura no meio da restinga também impacta na qualidade do mel. “Por ser produzido em uma área com vegetação silvestre, o gosto do mel é bem suave e tem boa aceitação. Há grande potencial de crescimento”, complementa o técnico do Rio Rural.

Abelha responsável por polinizar planeta

Pesquisadores estimam que as abelhas sejam responsáveis por 80% da polinização no planeta, ou seja, transportam pólen de uma flor à outra. Por meio desse processo, as flores são fecundadas, desenvolvem sementes e frutos.

Nos Estados Unidos, é comum fruticultores pagarem para receber colônias de abelhas em determinados períodos do ano. Em geral, com a presença delas a vegetação se desenvolve melhor, pois esses insetos polinizam as flores, gerando mais frutos, maiores e melhores. Ao mesmo tempo em que levam o pólen, as abelhas também se beneficiam das flores, pois delas sugam o néctar que, por meio de enzimas, será transformado em mel por algumas espécies.

O exemplo do trabalho em parceria dado pelas abelhas também serviu de inspiração na vida real. Pessanha confessa que havia pesquisado bastante para aprender a trabalhar com os insetos, mas, mesmo assim, ainda tinha receio das ferroadas. Seu vizinho, o produtor José Carlos Rodrigues tinha mais experiência no ramo, mas não dominava técnicas de manejo. Foi então que os dois decidiram trabalhar em conjunto.

“Mudei minha forma de produzir a partir do Rio Rural, quando recebi meu subprojeto. Antes, espremia o mel do favo com as mãos. Hoje eu só uso centrífuga. Não tinha boa estrutura de criação. Agora, produzo e lucro mais”, comenta Rodrigues. Somente este ano, a dupla já produziu quase 200 litros de mel, vendido diretamente ao consumidor. A ideia é ampliar a capacidade produtiva, passando das atuais 30 para 100 colmeias. (A.N.)

Consumo reduz e venda cai 4%

Dora Paula Paes
Foto: Rodrigo Silveira

Filho com poder de compra menor levou a redução nas vendas no comércio de Campos pelo Dia das Mães. No cenário nacional, a previsão inicial era de queda entre 7% e 10%. Em Campos, em uma estimativa inicial, o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) Norival Manhães fala em queda de 4%, quando comparado com o resultado do mesmo período do ano passado.

As indefinições nas áreas econômica e política em 2015 e 2016 foram os fatores que pesaram na balança na hora de sair às compras e no bolso do consumidor, que se manteve retraído para a data considerada a segunda melhor para o comércio. Por outro lado, na Indústria, o Sistema Firjan divulgou na última sexta-feira, que os próximos meses para setor serão de estabilidade no Norte Fluminense.

— A indefinição política, a altíssima taxa de desemprego e de juros estão levando a uma retração no consumo, principalmente, no comércio. O Dia das Mães continua sendo a segunda melhor Data Comemorativa. Tivemos um 2015 totalmente atípico. Hoje, a realidade é outra e o cenário é o pior possível, mas vamos esperar com otimismo as outras datas comemorativas, que são o Dia dos Namorados, dos Pais, das Crianças e o Natal — disse Norival Manhães.

Quem fez o esforço de ir às compras para agradar às mães — o conselho de especialistas era evitar endividamento com a compra do presente — contribuiu para fazer de maio um mês melhor para o comércio local. “O comércio tem sofrido nos últimos meses, esperamos ao final de maio ter um resultado entre 10% e 15% melhor que o registrado em abril”, disse o presidente da CDL.

Indústria — As indústrias do Norte Fluminense registraram queda da atividade produtiva em março, foi o que revelou a Sondagem Industrial, pelo Sistema Firjan. A pesquisa, realizada com empresários da região, apontou queda em diversos indicadores, entre eles o de volume de produção, que atingiu 15,5 pontos, ficando próximo do mínimo histórico de 12,4. A pesquisa varia de zero a cem pontos. Os valores abaixo de 50 indicam piora ou redução e acima de 50 representam melhora ou aumento.

No entanto, nem tudo deve estar perdido. A perspectiva para os próximos seis meses é de estabilidade. Para os empresários, tanto a demanda por produtos industriais (49,1 pontos) quanto a compra de matéria-prima (48,6 pontos) e o número de empregados (49,6 pontos) devem ficar estáveis, informou a Firjan.

Participaram da Sondagem Industrial empresas dos nove municípios atendidos pela Representação Regional Firjan/CIRJ Norte Fluminense: Campos, Cardoso Moreira, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, Quissamã, Conceição de Macabu, Carapebus, Macaé e São Fidélis;

Campos inicia campanha de vacinação contra febre aftosa

Foto: Secom-Campos/Divulgação

Com meta de vacinar 45 mil cabeças, a superintendência municipal de Agricultura e Pecuária iniciou nessa terça-feira (3) a Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa. A abertura da campanha aconteceu na gleba do agricultor familiar, no núcleo 1 do Assentamento do Incra, Zumbi dos Palmares.

Marcelo Sales, veterinário da superintendência, alerta para os benefícios da vacinação, tanto para animais quanto para os proprietários. “A falta da vacinação pode implicar também em riscos de contaminação e afetar a população”, disse, ressaltando que a campanha prossegue até o dia 30 de maio.

Segundo Marcelo, sem a vacinação, o produtor não obtém a guia e sem a guia, emitida pelo Núcleo de Defesa Agropecuária, o animal não pode ser transportado. Serão imunizados gratuitamente os rebanhos dos pequenos produtores e agricultores familiares.

O Estado do Rio está há 19 anos sem o registro da doença em seu rebanho, tendo o status de área livre de aftosa. O rebanho bovino fluminense conta com mais de 2,2 milhões de cabeças. (A.N.)

 

Assim como Marinha, Exército tem vagas

Foto: Divulgação

As oportunidades para a carreira militar seguem em alta com salários que podem chegar a R$ 9 mil. Além de cinco editais para áreas da Marinha, o Exército também abriu as inscrições para sua Escola Preparatória de Cadetes (EsPCEx), oferecendo 440 candidatos, sendo 400 vagas masculinas e 40 femininas.

As inscrições seguem até o dia 28 de junho. Os candidatos devem ter nível médio completo, ter entre 17 e 22 anos de idade e, no mínimo, 1,60m para o sexo masculino e 1,55m para o sexo feminino. Candidatos masculinos com até 16 anos podem ter altura mínima de 1,57m, se exame especializado revelar a possibilidade de crescimento.

Os pedidos de participação são recebidos pelo site www.espcex.ensino.eb.br, mediante o preenchimento do formulário disponível na página eletrônica e pagamento da taxa de R$ 90,00, por GRU.

O curso, de nível superior, será realizado em cinco anos em regime de internato, sendo que um será cumprido nas instalações da EsPCEx, em Campinas – SP, onde o militar em formação recebe o título de aluno, e os últimos quatro anos na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende-RJ, onde a titulação será de cadete.

A seleção é composta por etapas de Exame Intelectual (EI), Verificação dos Requisitos Biográficos, Inspeção de Saúde (IS) e Exame de Aptidão Física (EAF).

Marinha – Outro concurso público também aberto recentemente é para a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). São 60 vagas nos cursos técnicos para técnico em eletrônica, técnico em eletrotécnica, técnico em estruturas navais e técnico em mecânica da Escola Técnica do Arsenal de Marinha (Etam).

Do total das oportunidades, 5% são reservadas para pessoas com deficiência. Após a conclusão e comprovação da aprovação nos cursos técnicos, os candidatos serão indicados para preenchimento de vagas na Emgepron, no cargo de técnico de projetos navais.

Os candidatos devem possuir como escolaridade mínima o ensino médio completo. As vagas são para a cidade do Rio de Janeiro. Os cursos técnicos têm duração de 18 meses, no horário das 7h30 às 15h30, de segunda a sexta-feira.

As inscrições devem ser feitas até o próximo dia 10 pelo site http://concursos.biorio.org.br. O valor da taxa de inscrição será de R$ 40. A aplicação da prova objetiva está prevista para o dia 22 deste mês, no município do Rio de Janeiro, às 9h, e terá duração de 4 horas. O início dos cursos de formação será no dia 05 de julho.

Também seguem abertas as inscrições para o ingresso no Corpo de Engenheiros da Marinha (CP-CEM) em 2016, ao Quadro Técnico do Corpo Auxiliar (CP-T) e para capelães navais do Corpo Auxiliar (CP-Capnav). Outro edital oferece 25 vagas para os quadros complementares de oficiais intendentes da Marinha (CP-QC-IM) em 2016, sendo cinco destinadas aos candidatos negros. Em aluns cragos os saláris chegam a R$ 9 mil.

Consumidor reduzirá gastos com presentes e ceia de Natal, diz pesquisa

O consumidor vai gastar menos neste Natal, de acordo com pesquisa nacional realizada pela Boa Vista SCPC. O valor médio por presente será de R$ 48 por pessoa, redução de 5,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. A pesquisa mostra ainda que 78% comprarão menos presentes e apenas 9% pretendem consumir mais.

A Boa Vista SCPC constatou também em sua pesquisa que 62% dos consumidores deverão gastar até R$ 50 por pessoa nas festas de fim de ano e 31% gastarão até R$ 30, enquanto 31% preveem gastos entre R$ 31 e R$ 50. Os gastos totais com as festas (incluindo presentes, ceias de Natal e de Ano Novo, despesas gerais) deverão somar até, no máximo, R$ 500, segundo 66% dos pesquisados.

O levantamento mostrou também que 81% pretendem reduzir os gastos com presentes e que as classes A/B estão menos dispostas a consumir: 86% responderam que gastarão menos em 2015, em comparação a 62% no ano passado. Na classe C, a porcentagem passou de 70% para 78%.

De acordo com a pesquisa, 52% dos brasileiros terão uma ceia de Natal menos farta este ano em comparação a 32% no ano passado. Apenas 34% preveem que a fartura da ceia será igual à do ano passado e 14% consideram que será mais farta desta vez.

 

Fonte: G1.com