O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), criado pelo Sistema Firjan para avaliar a qualidade da gestão fiscal dos municípios brasileiros mostra que com 15 milhões de habitantes, os municípios do Estado do Rio obtiveram, em média, conceito geral B, de “boa gestão”. No estado, dos 84 municípios que participaram do estudo, 58 (69%) foram avaliados com administração de excelente a boa. No quadro nacional, 14 municípios fluminenses ficaram entre os 500 maiores resultados e apenas um (Carapebus) ficou entre os 500 piores. Entre os municípios que recebem royalties do petróleo Rio das Ostras lidera no índice de gestão classificado com conceito A. Campos e Macaé estão na classificação B, sendo considerada boa.
Essa é a primeira edição do IFGF e traz dados de 2010 e in-formações comparativas com os anos de 2006 até 2009. O es-tudo é elaborado exclusivamente com dados oficiais, declarados pelos próprios municípios à Secretaria do Tesouro Nacional.
O indicador considera cinco quesitos: Receita Própria, Gasto com Pessoal, Liquidez, Investimentos e Custo de Vida. O índice varia entre 0 e 1, quanto maior, melhor é a gestão fiscal do município. Cada município é classificado com conceitos A (Gestão de Excelência, acima de 0,8001 pontos), B (Boa Gestão, entre 0,6001 e 0,8), C (Gestão em Dificuldade, entre 0,4001 e 0,6) ou D (Gestão Crítica, inferiores a 0,4 pontos).
O IFGF avaliou 5.266 cidades brasileiras, onde vive 96% da po-pulação. Dos 5.565 municípios do país, 297 não apresentaram seus dados fiscais ao Tesouro Nacional até o fechamento do trabalho, em setembro do ano passado. Só no Estado do Rio de Janeiro oito municípios deixaram de apresentar seus dados, entre eles Cabo Frio e São João da Barra.
O presidente da Representação Regional da Firjan no Norte Fluminense, Geraldo Hayen Coutinho, diz que a publicação do índice tem por objetivo maior informar e fazer com que os gestores entendam de que fo-ram o município está sendo avaliado. “Os dados divulgados são importantes não só para os prefeitos, mas também para que a população entenda de que forma está sendo empregado o dinheiro público”, disse.

Fonte: Folha da Manhã

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