A violência aqui em casa acontecia a qualquer hora e em qualquer lugar, diante das crianças ou não. Eu sofria agressões físicas, psicológicas e emocional. Dá última vez que me agrediu, me deixou inconsciente por alguns segundos e só me lembro de ter ouvidos os choros e gritos dos meus filhos pedindo, suplicando parar de me bater” contou Marina que reside na casa do casal, na cidade Tijuana.

Marina diz que já denunciou as agressões à Justiça, inclusive no Ministério Público, mas que teria sido ignorada. “Quando fui entrar com um processo de violência doméstica no Ministério Público, a resposta foi que eu deveria ter feito alguma coisa para irritar ele e que deveria ter merecido apanhar”, disse.

Ela se diz cansada de lutar em silêncio. “Há cinco meses e meio que a gente (ela e a Embaixada Brasileira) vem lutando para que a juíza me devolva as crianças, já que elas são muito pequenas e não devem sair do lado da mãe, mas a juíza simplesmente ignora todos os nossos pedidos. Eu cansei de ficar calada, vendo toda essa injustiça acontecer. Tenho quase meio ano sem ver os meus filhos e essa é a pior coisa que uma mãe pode sentir, ter os filhos arrancados dos braços e a pior coisa que uma mãe pode sentir”, relatou.

Marina relata ainda no vídeo que que as crianças, apesar de terem nascido no México, têm dupla nacionalidade. “ Meus filhos têm só três e seis anos não merecem estarem passando por isso, nem eles como crianças e nem eu como mãe (…). Tanto meus direitos quanto os das crianças estão sendo violados. É por isso que estou pedindo a ajuda de vocês. Por favor, me ajudem a compartilhar esse vídeo para que a gente possa tentar exercer alguma pressão do Brasil em cima dessa juíza, para que ela possa me devolver as crianças e eu possa voltar para o meu país que é o lugar onde me sito segura”, pede a brasileira acrescentando que a justiça mexicana não reconhece o fato como sequestro por entender que ele é o pai e de que pode levar os filhos para onde quiser.

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