O atropelamento que tirou a vida do estudante belga Hadrien Thys, no dia 14 de março, acendeu uma polêmica para o trânsito de Campos. A necessidade de regras, ou o conhecimento delas por parte dos elementos que compõem o trânsito na cidade, ou seja: pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas de carros e caminhões.

Segundo o especialista em trânsito e Diretor do Sest Senat, João Carlos Campaneli, no trânsito existe uma hierarquia inversa, onde o menor tem sempre a prioridade. “A preferência é sempre do pedestre. Ele é o elemento principal do trânsito, até por que é a vida em si, vindo seguido de bicicletas, motos, carros e caminhões, mas para que o trânsito possa fluir como deve é preciso haver educação e respeito às leis.” Explicou o especialista.

O presidente do Clube Duas Rodas de Ciclismo, José Ornis, explicou que, quem anda de bicicleta, também conduz um veículo e, por isso, deve respeitar as mesmas regras imposta aos mesmos, respeitando sinalizações e também as “mãos” das vias, eliminando o mito de que a bicicleta pode trafegar na contra mão, se for no “cantinho” da pista, no lado direito, um hábito freqüente para os que utilizam esse veículo como um meio de transporte, como é o caso do estudante Mauro Sales, de 18 anos.

“Uso a bicicleta para me locomover e sempre ando na mão oposta, por que vendo os carros de frente, me sinto mais seguro. Quando aprendi a andar de bicicleta fui orientado que sempre devemos andar no canto direito da rua, mesmo quando a mão for contrária.” Disse o rapaz.

José Ornis revelou ainda que existem equipamentos de segurança que são indispensáveis, seja pra quem  utiliza a bicicleta, tanto para a prática esportiva, ou como meio de transporte.

“O Código Brasileiro de Trânsito (CBT), não estabelece o uso de capacete, mas as bicicletas devem ter retrovisores, buzina, refletores traseiros e nos pedais. O Código diz ainda que todos os municípios podem regulamentar leis que amparem os ciclistas e evidenciem as regras. Em Campos muitas pessoas utilizam as bicicletas como meio de transporte e até mesmo a ciclovia, que assim como as ruas são somente para os carros trafegarem, deveriam ser utilizadas unicamente pelos ciclistas, perdeu o sentido original de quando foi criada, sendo utilizada até mesmo para a prática de caminhadas.”

VANTAGENS DA BICICLETA COMO MEIO DE TRANSPORTE
A bicicleta é um meio de transporte  mais popular em municípios com menos de 50 mil habitantes, que ao todo representam mais de 90% das cidades brasileiras e a maioria dos usuário a utilizam como meio de transporte primeiro, para ir para o trabalho e depois para a escola.

De acordo com especialistas em mobilidade urbana, a bicicleta representa 4% dos meios de transporte, no Brasil, um número bastante modesto se comparado às cidades européias onde esse percentual é de 40%.

Uma das maiores vantagens da bike para se locomover, é que numa cidade onde os engarrafamentos são constantes, principalmente nas horas de rush, que já pode ser observado em Campos, a bicicleta pode chegar a 15km/h, enquanto o carro trafega numa média de 5 a 8 km/h.

Fora as questões de mobilidade, a bicicleta, como um meio de transporte que utiliza a força do indivíduo para se locomover, configura-se no veículo mais sustentável, frente aos demais.

Fonte: Jornal Ururau

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