Em uma longa sessão extraordinária – das 11h às 17h -, a maioria dos vereadores de São Francisco de Itabapoana decidiu pela cassação de Beto Azevedo (PMDB). Por 6 votos a 3, a votação fez com que ele deixasse o cargo, que será assumido a partir de hoje pelo vice Frederico Barbosa Lemos, filho de Barbosa Lemos, ex-prefeito de SFI, dono da Rádio Difusora e aliado do deputado federal Anthony Garotinho (PR). Votaram a favor da cassação os edis: Adriana da Silva Coelho; Fabinho do Estaleiro; Jamilton Marcelino; Jarédio Azevedo; Renato de Buena e o presidente da Casa, Florentino Cerqueira, o Tininho. Votaram contra: Cláudio Henriques; Kademar Cordeiro e Sérgio Elias.
O advogado de Beto Azevedo, João Paulo Granja, disse, ainda durante a sessão, que, caso a decisão fosse negativa (cassação) “o prefeito vai recorrer, já que o interino estará no cargo e isso poderá levar o município a uma instabilidade política”.
A sessão começou com a leitura do relatório da Comissão Processante (CP), que listou as acusações que pesam sobre Beto Azevedo, que inclusive o levaram a ser preso pela Polícia Federal, sendo solto após cinco dias. A operação Renascer, desencadeada pela PF em 29 de março, prendeu cinco pessoas e as acusou de desviar cerca de R$ 2,5 milhões de verbas públicas destinadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). À época, segundo disse o delegado Paulo Cassiano Jr., o prefeito Beto Azevedo seria o líder do que ele classificou como uma quadrilha que estava instalada no município.


Após a leitura, cada vereador teve 15 minutos para falar sobre o relatório da CP. O único que não utilizou a palavra foi Cláudio Luiz Henriques. Depois, João Paulo Granja fez a defesa e foi hostilizado em diversos momentos pela população que estava na Câmara, sendo a maioria a favor da cassação. O advogado argumentou que a acusação foi baseada em “supostamente, ao que tudo indica, ao que parece” e não existem provas que comprovem a culpa de Beto Azevedo. Sem efeito, Beto Azevedo foi cassado.
Após o resultado, Frederico Barbosa Lemos diz estar preparado para assumir: “Ninguém gostaria de ver o município neste momento. Temos hoje uma Prefeitura sucateada, desmoralizada. Uma cidade que está em último lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Mas vamos trabalhar com dignidade, respeito e muita força de vontade”.

 

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