A presidente Dilma Rousseff defendeu juros menores e o ministro da Fazenda também. E o controle da inflação, como fica?

A decisão do Banco Central não foi coerente. A inflação de serviços está muito alta. O IPCA está em 6,9% no acumulado em julho. Quando sair o dado de agosto, vai para 7,1% e a inflação de serviços, para mais de 9%. Essa inflação vai ser muito impactada pelo aumento do salário-mínimo, que vai ser muito alto, logo no começo do ano que vem.  A explicação do Banco Central de que a situação internacional está piorando (que está mesmo) não se reflete no preço das commodities – café, açúcar, soja, milho, trigo, carnes, entre outros. A expectativa era de que os preços cairiam, mas não caíram. Todas essas commodities estão subindo, apesar da desaceleração da economia mundial. Houve queda de safra de muitos desses produtos.

No mercado, há os analistas, que fazem as análises do departamento econômico, e tem os apostadores, que são os operadores. Os analistas dizem que não faz sentido reduzir os juros. Os apostadores disseram que o BC já está sem independência e autonomia e, por isso, apostaram nos juros baixos. Então, já estava se prevendo pela curva de juros, antes de acontecer, essa redução. Isso é muito perigoso quando o Banco Central perde a reputação de autônomo, porque aí todo mundo aposta que a inflação vai subir mais.

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