Os bancários continuam em greve por tempo indeterminado. Da reunião desta quinta-feira (15) não saiu o acordo entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Campos, Hugo Diniz, nem mesmo uma data para nova rodada de negociação ficou marcada. “Sem acordo, a greve segue”, disse. O impasse é devido à oferta da Fenaban, que não cobre a inflação.

No último balanço do comando de greve apresentado na quarta-feira, 12.386 agências e 46 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas. O número representa 53% das agências do Brasil, segundo o sindicato. Foram duas rodadas de negociações nesta semana. A greve completa nesta sexta-feira (16) 10 dias.

A categoria havia rejeitado a primeira proposta da Fenaban — de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A proposta seguinte, também rejeitada, foi de reajuste de 7% no salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil.

Os sindicatos alegam que a oferta não cobre a inflação do período e representa uma perda de 2,39% para o bolso de cada bancário. Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial — no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) —, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho. (D.P.P.) (A.N.)

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