RATOS, BARATAS, BURACOS ETC…

Autor: Antonio Carlos Rodrigues  //  Categoria: Diversos, Política

A cidade de Campos, tão carente de qualidade de vida e opções de lazer, tem sofrido com a falta de criatividade de seus governantes ao longo dos tempos. As praças que já são poucas, vão pouco a pouco perdendo a sua identidade e o verde quase já não existem. Não dá para entender como uma cidade que ganha rios de dinheiro com os royalties do petróleo, investe tão mal no bem estar de sua população. A nossa beira rio, também chamada de orla e que deveria ser um lindo cartão postal, está entregue as baratas, ratos, prostitutas, tarados, pontos de venda de drogas, etc. Todo mundo sabe, mas as “autoridades” parecem não saber. A nossa Prefeita deveria deixar um pouco as dependências de sua sala de trabalho e fazer uma caminhada por nossa orla como fazem diariamente vários cidadãos, muitos dos quais votaram nela esperando por uma boa administração. Talvez ela não tenha o desprazer de sentir o forte cheiro de fezes vindo dos quiosques abandonados, não se sobressalte ao dar de cara com uma ratazana, não seja disputada por uma prostituta ou vendedor de drogas e por fim, não tenha a má sorte de ver um tarado escondido nos quiosques abandonados mostrando suas intimidades, e ao sair correndo assustada, não tenha o azar de tropeçar em um dos vários incontáveis e enormes buracos que lá estão para quem quiser ver ou cair dentro deles. O alerta já está feito, que a solução não tarde a chegar.

Viva Esparta !

Autor: Antonio Carlos Rodrigues  //  Categoria: Diversos, Política

VIVA ESPARTA!

O fundamento da democracia, que é à base da sociedade e cultura ocidental, se propagou da Grécia antiga, mais precisamente da cidade de Atenas para o mundo. Segundo alguns historiadores, a bela e fulgurante Atenas, com sua acrópole que dominava toda a cidade com o famoso Parthenon, templo da deusa Athena, e que ao longo dos séculos até os dias atuais, tem recebido os louros e a fama como o lugar onde se originou a democracia. Mas alto lá; Vamos voltar nossos olhos para o extremo sul da Grécia, Lacedemônia, mais precisamente para a região conhecida por Peloponeso. Neste território existia a poderosa cidade-estado de Esparta, que embora fosse mais conhecida pela organização, força e coragem de seus soldados, (chamados oplitas devido o uso de um redondo e pesado escudo de madeira revestido de bronze de nome oplon) foi onde surgiu segundo estudos mais recentes a democracia. A palavra “damos”, de origem dórica que quer dizer “o povo”, é uma das raízes do termo democracia.

Os homens de Esparta se reuniam em assembléias para aprovar ou vetar as propostas da   “gerúsia,” e a quantidade de barulho determinava o sim ou não. A lei era exercida por cinco (5) magistrados, (éforos) eleita anualmente por todos os espartanos. Numa época em que as grandes civilizações eram dominadas por reis absolutistas, e cidades-estados gregas entre elas Atenas era governada por um minúsculo grupo de famílias nobres e ricas, Esparta já punha em prática a idéia de que até mesmo um cidadão pobre tinha o direito de eleger seus representantes e ser eleito, e que nem mesmo os cidadãos mais poderosos, estavam acima da lei.

Que nos dias de hoje possamos fazer justiça a Esparta, não como a pátria dos mais ferozes e completos soldados da antiguidade, mas sim como a cidade da Grécia cujo maior legado foi o de ter criado os fundamentos do que hoje conhecemos por democracia. Que o nome do grande sábio e legislador Licurgo se faça ouvir de novo, e seus ensinamentos em prol da liberdade e justiça, venham finalmente se tornar realidade.