Crescimento da inflação foi no mesmo mês em que o BC baixou a taxa básica de juros após 5 aumentos seguidos.

Os preços nos supermercados, do aluguel e dos transportes estão altos. A inflação preocupa todo mundo: os consumidores e os analistas. O preço dos alimentos subiu muito, que foram os principais responsáveis pelo aumento da inflação, que é a maior em seis anos. Essa alta foi generalizada e deixa o governo de mãos atadas.

O arroz, o feijão e os legumes são alimentos do dia a dia que estão mais caros. “Você faz uma comprinha de nada e paga um absurdo”, diz a professora Elma de Oliveira. Só a carne subiu 17% em 2011. Para não se assustar na hora de pagar a conta, o jeito é fazer ajustes na lista de compras. “Sempre que um produto está mais elevado, a gente tenta trocar. Às vezes o frango está mais barato, então troca a carne vermelha pela carne branca”, recomenda o administrador de empresas Josafá Martins.

O preço dos alimentos, que tinha caído em julho, voltou a subir 0,72% em agosto. Foi o que mais pressionou a inflação. Pode até parecer pouco. “Aumentou um pouquinho, só que percentualmente falando é enorme. Isso vai impactar nos índices”, aponta o economista Hilton Caldas.

Os reajustes foram em vários setores. Juntos, eles pressionam a inflação. Os gastos com habitação, como aluguel, aumentaram em média 0,32%. Os eletrodomésticos subiram 2,38% e as roupas, 0,67%. Em 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 7,23%, um recorde dos últimos seis anos.

O crescimento da inflação foi no mesmo mês em que o Banco Central baixou a taxa básica de juros depois de cinco altas seguidas para conter a inflação. Para o economista Rogério Boueri, da Universidade Católica, o corte de meio ponto percentual nos juros pode ter sido precipitado. “Provavelmente a inflação não vai cair substancialmente deste mês para o próximo. Na próxima reunião do Copom, o Banco Central vai ficar em uma situação talvez um pouco delicada, porque, embora ele não esteja combatendo essa inflação de hoje, e sim combatendo a inflação do futuro, as pessoas olham e veem a inflação de hoje subindo. E aí ficaria muito difícil politicamente sustentar uma nova queda na taxa de juros”, avalia o economista.

Até agora, a inflação acumulada já está em 4,42%, perto do centro da meta do governo para o ano, que é de 4,5%.

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