A forte chuva que caiu na terça-feira (03) sobre parte da região de Campos foi saudada em verso e prosa pelos produtores rurais. São Pedro e o compositor Tom Jobim foram lembrados, principalmente o maestro, pelo seu clássico “Águas de Março”. Depois de mais de dois meses, voltou a chover em Campos. Segundo o secretário municipal de Agricultura, Eduardo Crespo, em uma hora, foram 33,9 milímetros, quando previsão para o mês é de 120 milímetros. “Esta chuva resgatou a esperança e recuperou a capacidade de produção de agricultores e pecuaristas. Fiquei emocionado quando vi a chuva caindo. São as águas de março que finalmente apareceram”, disse Crespo. Segundo ele, se chover pelo menos 200 milímetros nos próximos dias, o solo ficará umedecido, as nascentes vão se recuperar e os bebedouros voltarão fornecer água para os animais. “Se continuar chover forte nos próximos dias, vai dar para encarar o inverno com mais tranquilidade. Agora temos que torcer para São Pedro, para tentar recuperar os pastos e as plantações, porque o prejuízo foi grande.

Já o presidente da Coagro, Frederico Paes, destacou que, apesar da situação critica, com ameaça de quebra de safra, a chuva levantou o ânimo do setor. “Existe a previsão de que as águas de marços, como diria o maestro Tom Jobim, sejam mais generosas. Mas mesmo que chova o razoável, não será possível inverter completamente esse quadro crítico, mas já será um alento. O que precisamos, e estamos fazendo é aprimorar o desempenho no campo, plantando variedades de plantas resistentes ao novo micro-clima que se instalou na região, e também de incentivos para fazer uma irrigação eficiente”, frisou Paes.

O presidente do Sindicato Rural de Campos, José do Amaral, levantou as mãos para o céu e deu graças a Deus quando viu a chuva cair. “Foi pouca, precisamos de muito mais. Pelo meno alivia, quebra um longo período de seca. Já é um bom indício”, disse Amaral.

Seca destrói pastagens e compromete safra de cana

O secretário de Agricultura de São Francisco de Itabapoana,, Edmar Henrique, contou que a chuva de terça atingiu alguns pontos isolados do município. “Soube que choveu muito ontem (terça) em Campos, mas aqui caiu uma água em alguns pontos, como tem acontecido nos últimos dias. Chove numa região e não chove em outras. Precisamos de muita chuva para recuperar as pastagens e as plantações, já que os prejuízos são elevados”, relatou Henrique.

Segundo atingiu os canaviais do município, comprometendo mais de 70% da produção. “A cana não se desenvolveu, está pequena e fina. Acho que a recuperação se dará em dois anos. É um longo tempo”, diz Henrique.

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