Coordenador do Sindipetro diz que plataforma foi entregue inacabada.
Petrobras informou que a P-62 iniciou operações com segurança.

Amanhecer na Bacia de Campos (Foto: Felipe Salles/ VC no G1)

Apesar da interdição da plataforma P-62, instalada na Bacia de Campos, no interior do Rio de Janeiro, pelo Ministério do Trabalho , a Petrobras divulgou que 200 profissionais continuam atuando nos preparativos finais para o início da produção de petróleo, que está prevista para o segundo trimestre de 2014.

A P-62 foi instalada no dia 20 de janeiro deste ano no campo de Roncador e, de acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), apresentou 11 pendências que foram cruciais para a interdição realizada na última semana pelo Ministério do Trabalho.

Por meio de nota, o Sindipetro-NF informou que a plataforma foi entregue inacabada. Além disso, o sistema de detecção de fogo e gás na área externa estaria inoperante. Outro problema citado pelo sindicato é em relação ao sistema de combate à incêndio, que também não está operando.

“Mesmo interditada, a plataforma funciona. O que não pode acontecer, segundo o Ministério do Trabalho, é produzir. Esperamos que a Petrobras cumpra com todas as determinações logo e respeite as normas”, explicou o coordenador do Sindipetro-NF, José Maria Rangel.

A Petrobras, por meio de nota, informou que a plataforma iniciou as operações em segurança e que obteve todas as autorizações e licenças necessárias junto às autoridades competentes antes da saída da P-62 do estaleiro.

O Ministério Público do Trabalho, por sua vez, informou que espera receber os relatórios do Ministério do Trabalho sobre a interdição da P-62 e ressaltou que desde 2010 encabeça projetos com outros parceiros, a fim de fiscalizar e tomar medidas cabíveis para a segurança dos funcionários nas plataformas.

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