Irritabilidade e alterações no sono podem ser sinais de Distimia.

O mau humor pode deixar a inteligência mais afiada. Pelo menos é o que sugere um estudo recente publicado na revista científica Australasian Science. Segundo o pesquisador responsável pelo estudo, o professor Joseph Forgas, a tristeza e o mau humor podem melhorar a capacidade de julgar diferentes fatos e também beneficiam a memória.

O estudo foi baseado em testes que manipulavam o encorajamento dos participantes, usando filmes e lembranças, tanto as positivas quanto as negativas. De acordo com o cientista, o estado de ânimo positivo beneficia a  criatividade, aflexibilidade  e o senso de cooperação. Já o mau humor deixa a pessoa mais focada e atenciosa, além de facilitaro pensamento prudente, aumentando o processamento de informação no cérebro e também a capacidade de argumentação.

Porém segundo psicólogos, quem tem alterações do humor todos os dias, por mais de seis meses, pode estar doente, mas nem sempre o mal-humorado percebe que precisa de tratamento. “O problema é que como a pessoa é ‘mal-humorada’, ela não reconhece que tem uma doença, aí não procura um psiquiatra ou um psicólogo. Geralmente é um familiar que vai perceber que aquela pessoa tem uma alteração de humor”, explica a psicóloga Mônica Portella. O nome da doença é distimia e pode ser identificada por alguns sinais. “Irritabilidade, agressividade, alterações no sono, alterações no apetite, explosões de raiva, às vezes tristeza ou fadiga crônica”.

Pesquisas indicam que é possível melhorar o humor, basta adotar algumas medidas todos os dias, como: fazer atividade física, ter sempre metas a alcançar, esquecer lembranças desagradáveis e ser otimista.

“Se for uma pessoa sem distimia, em aproximadamente quatro semanas, ela já vai ter uma melhora no humor. Se for uma pessoa com distimia ou depressão, praticando estas atividades diariamente, ela terá uma alteração no humor após de seis a oito semanas. As pessoas que tem um humor melhor são mais felizes e tem uma saúde melhor. Elas vão sofrer menos doenças como, resfriados, gripes. Elas transmitem uma coisa boa para as pessoas. Todo mundo gosta de ficar perto de pessoas bacanas que transmitem algo positivo”, explica Mônica Portella, psicóloga.

Um Abraço Fraterno: Fabrício Lírio

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