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Jeitinho brasileiro… quem nunca se aproveitou de uma situação para obter vantagens? Quando se conhece a pessoa certa no local certo, tudo se resolve bem rapidinho e quando não conhece, é mais rápido correr atrás de quem conheça do que esperar os trâmites normais. É normal e muito normal presenciarmos no nosso dia a dia exemplos de como obter um rápido favor para si, às escondidas, e sem chamar a atenção; o conhecido “jogo de cintura”, a habilidade de se “dar bem” em uma situação “apertada”, onde a versatilidade (suborno, esperteza, ambição) é o ponto ideal para encontrar os resultados desejados . Pois é, esta é a cultura que esta disciminada em nosso sociedade.

Talvez você pense que hoje existe mais corrupção do que algum tempo atrás, porém a grande diferença entre o presente e passado e o presente é que hoje sabemos muito mais sobre os fatos (sobre o que ocorre nos bastidores da vida política) devido a facilidade de acesso as informações proporcionada pelos meios de comunicação. Acredito que o conhecimento dos fatos sobre corrupção já é um avanço, pois estimula a sociedade a cobrar mais. Porém, como vamos cobrar os políticos, se muitos de nós ainda não se lembra que temos a OBRIGAÇÃO de darmos o exemplo, sermos éticos e não apoiarmos o “jentinho de se dar bem”. Pois é, o exemplo tem que vir de cada um de nós, das pequenas coisas.

Como mudar se é normal assistirmos programas, inclusive para crianças que estimulam a “esperteza”. “A turma do Didi”, por exemplo, exibido pela Rede Globo de televisão, faz várias apologias a como obter vantagens de formas ilícitas. Em uma das cenas uma nave espacial que é parada por um policial alienígena por excesso de velocidade, o personagem simplesmente oferece dinheiro ao policial e este deixa o carro seguir adiante. Este é um progrma para crianças!!!!!!!!! Entedem? Que tipo de políticos, políciais, pessoas…. teremos se as crianças, que são o nosso futuro estão aprendendo a todo o momento, na televisão e na vida real, que “o mundo é dos espertos” e que “tirar vantagem de forma ilícita é normal”.

As cenas que vemos na televisão, não só as crianças, mostrando funcionários públicos, empresários e políticos envolvidos em corrupção acabam minando nossa confiança na Justiça e nas instituições. Então passamos a ficar apático e achando caos já esta instaurado e pior passamos então a ficar indiferente (tanto faz tanto fez) que irá nos governar. É com esta indiferença que muitos acabam vendendo seu voto e ajudando a colocar um corrupto no governo. Depois que sobre na pele a falta do dinheiro na saúde, na educação, nas melhorias das estradas…., pois é, a corrupção é uma erva- daninha, que nasce e gera danos indesejados e incalculáveis para a população.

Bem, mensurar a corrupção é uma tarefa complexa. As informações mais divulgadas são rankings que indicam a percepção que os cidadãos têm da corrupção. Este é o caso da ONG Transparência Internacional, que posiciona o Brasil em 69º lugar em um universo de 178 países.

É necessário combinar ações de prevenção e de repressão à corrupção. Os corruptos não podem sentir que há um ambiente favorável à impunidade. É preciso acabar com a impunidade, tratando o corrupto como um criminoso comum, que se apropriou de bens públicos. O movimento popular pela Lei da Ficha Limpa no Brasil é um exemplo claro do papel decisivo que a sociedade pode ter no controle da corrupção. Com quase 2 milhões de assinaturas, o movimento conseguiu encaminhar e apressar a votação do projeto de lei que impediu que candidatos que já haviam sido condenados judicialmente em 2ª instância concorressem a cargos no Senado e na Câmara do Deputados. O movimento é, pois, um exemplo da força que o exercício da cidadania pode ter no controle dos Poderes, e em que o cidadão chama para si a responsabilidade de combater a corrupção.  É nesse sentido que o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou uma campanha global. Se todos percebermos a importância de dizer “não” a pequenos atos de corrupção, seremos capazes de mudar a sociedade. Vamos começar a mudança em cada um de nós, pois um povo corrupto, cria e elege em grande escala políticos igualmente corruptos.

Como podemos acusar políticos que praticam corrupção se corrompemos um guarda no trânsito?

Como podemos acusar a Polícia de corrupta de corrompemos o fiscal da prefeitura ao visitar nosso estabelecimento comercial?

O Brasil não é um país de 1° mundo porque a corrupção está arraigada em nossa sociedade. Nós temos que ter em mente que precisamos deixar de ser “espertos” não por ameaça de ser preso ou de outra punição, mas por ética, por honestidade e por consciência de estar contribuindo para um país melhor e mais justo. Afinal a ocasião não faz o ladrão e sim a falta de bom caráter!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Um abraço, Fabrício Lírio.

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