Mais um ministro na mira de denúncias, agora a bola da vez é o ministro da Indústria, Fernando Pimentel (PT)

Há dois dias atrás a presidente Dilma estava resolvendo a questão da da investigação contra Carlos Lupi, até então do ministério do trabalho, que acabou se afastando do cargo de ministro após denúncias de corrupção. E hoje (6/12)  apenas 48 horas depois mais ministrodo governo Dilma esta na mira de denúncias de corrupção. A bola da vez é Fernando Pimentel do Ministério da Indústria, suspeito de tráfico de influência em licitações da prefeitura de BH.

Na tentativa de evitar a crise política chegue também ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), a presidente Dilma Rousseff ordenou  que o  ministro Fernando Pimentel fosse a Brasília e detalhasse sua atuação como consultor entre 2009 e 2010.

Pimentel compareceu a seu gabinete ainda ontem (5/12) para informar sobre o trabalho da sua empresa, a P-21 Consultoria, e os contratos assinados nos últimos dois anos, período em que ficou afastado de cargos públicos. Pimentel deixou a prefeitura de Belo Horizonte no final de 2008 e assumiu o MDIC no início deste ano, com a eleição de Dilma.

Se atingido, Pimentel seria o primeiro ministro da cota da presidente chamuscado pelas denúncias. Os demais ministros denunciados por corrupção foram herdados da gestão Lula ou impostos pelos partidos da base aliada. Pimentel disse que nos dois anos em que a consultoria funcionou prestou serviço a três empresas. Os contratos, juntos, somaram quase R$ 1,9 milhão. O ministro garante que sua atuação foi apenas na área privada.

Antes de ser prefeito, Pimentel ocupou cargos de primeiro escalão na prefeitura. Ele mostrou documento, assinado em 10 de dezembro de 2010, no qual se afasta da administração da consultoria.

Pimentel disse também que os rendimentos recebidos no período são compatíveis com cargo de executivo no País. Segundo ele, após o pagamento de tributos e custos da empresa, recebeu em torno de R$ 1,2 milhão em 24 meses. – Isso dá cerca de R$ 50 mil por mês. É uma remuneração compatível com o mercado de executivos.

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