Preço com variação de 200%

Dora Paula Paes
Foto:Tércio Teixeira

Sem tabelamento, o preço dos alimentos vem sendo aplicado de acordo com a política de cada estabelecimento. A última pesquisa do Procon-Campos mostra que o preço praticado, em maio, em cinco redes de supermercados de Campos, chega a apresentar diferença de mais de 200% entre os mesmos produtos da cesta básica. Oitenta itens foram pesquisados. Neste cenário de inflação nas alturas, o valor do feijão-carioca pegou o consumidor de surpresa. O produto está sendo comercializado a mais de R$ 10, o quilo.

No município, a Superintendência do Procon finalizou na última terça-feira a pesquisa mensal de preços dos produtos da cesta básica, quando foi identificado um aumento médio de 1,6% em relação ao mês anterior.

No acumulado do ano, os preços já chegam a 6,5 %, bem acima da inflação no período. Pelo acumulado neste início de ano já se prevê uma elevação média de 15% para o ano de 2016, o que assusta a população campista.

— A população precisa aprender a conviver com estes aumentos e buscar alternativas para encontrar os menores preços — orienta a superintendente do Procon-Campos, Rosangela Tavares, emendando que “não há tabelamento de preços”.

Dentre os produtos pesquisados, tiveram aumento o feijão preto, farinha de trigo, maisena, café e o leite. Já o tomate, a batata inglesa, a banana prata e os ovos tiveram redução de preços. “É importante destacar que foram identificadas diferenças de preços de mais de 200% entre mesmos produtos’, alerta a superintendente do Procon-Campos.

A consumidora Ana Rosa Gomes conta que está difícil ir ao supermercado e gastar menos de R$ 100. “Com esse valor volto para casa com menos de seis sacolas. Difícil saber onde vamos parar”, disse.

IPCA — A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,78% em maio, informou o IBGE. A taxa é a maior para o mês desde 2008 e ficou acima da expectativa de analistas que de 0,72%, de acordo com o boletim Focus, elaborado pelo Banco Central. Em abril, o índice subiu 0,61%.

Nos cinco primeiros meses do ano, a taxa acumula 4,05% — abaixo dos 5,34% registrados em igual período de 2015. Já no acumulado em 12 meses até maio, o IPCA ficou em 9,32%. O número ainda está acima do teto da meta definida pelo governo para este ano, de 6,5%.

Feijão-carioca subiu 41,62% em 12 meses – O feijão-carioca é o novo vilão da cesta básica dos brasileiros e ganhou vários memes nas redes sociais. O produto subiu 41,62% nos últimos 12 meses, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), enquanto a inflação foi de 9,32% no mesmo período.

O ano já começou com o preço do feijão-carioca em alta, devido à seca no Norte do país, mas a elevação foi maior nas últimas semanas. O quilo do produto chega a custar mais de R$ 10 nos supermercados e, agora, a variação tem a ver com o frio. A segunda safra de feijão está sendo completamente prejudicada pela geada no Sul.

Segundo especialista, a seca afetou a primeira safra de feijão. O país tem três safras no ano. A segunda delas está em risco devido ao frio. As áreas produtoras já foram atingidas. Como o mercado é sensível a essa ameaça, o preço do produto começa a subir e afeta diretamente o bolso do consumidor.

Salão do Imóvel: meta é superar

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Folha da Manhã

A segunda edição do Salão do Imóvel de Campos, entre os dias 24 e 26 deste mês, na avenida 28 de Março, 1148, no Parque Tamandaré, vai reunir 14 das maiores construtoras e incorporadoras da Região, sendo que uma será do Rio de Janeiro, além da Camargo Corrêa, e outra de São Paulo, que mostraram interesse em participar depois dos números alcançados na primeira edição, no ano passado, que movimentou perto de R$ 50 milhões em vendas de imóveis. A expectativa é de que o número deste ano supere essa marca.

A Briefing, realizadora do evento, estima que esse ano o Salão do Imóvei de Campos seja visitado por mais de duas mil pessoas no curso dos três dias do evento.

Além das 14 construtoras e incorporadoras, vão participar do Salão cinco das mais maiores imobiliárias de Campos que formam a UNO Rede Imobiliária: a Mello, a Ideal, Pedro Paulo Imóveis, Terreplan e Unix. Em consequência do sucesso do ano passado, a Caixa Econômica Federal irá participar do Salão com todas as suas carteiras de financiamento de imóveis.

— ­A presença da Caixa Econômica Federal no Salão é prova inconteste da respeitabilidade e conceito que o evento alcançou em apenas uma edição. Obviamente, o Salão ganhará muito com essa chancela, pois a marca da Caixa Econômica está presente nas principais feiras de imóveis do país. Quem ganha também é o mercado com esse poderoso agente financeiro fechando parceria com o Salão. A presença da Caixa é nitidamente o grande diferencial da edição deste ano­ — disse Thiago Bellotti, da Briefing.

As 14 incorporadoras regionais que farão parte do Salão do Imóvel de Campos são: Alphaville, Arthur Marinho, Camargo Corrêa, Concreart, Conscam, Edificar, Empreender, Engenet, Interrio, Melo Braga, Melo Teixeira, MRV, Realiza e Solo. As outras duas incorporadoras e construtoras ­ uma do Rio e outra de São Paulo­ serão anunciadas nos próximos dias pela organização do Salão.

Feira da Agricultura e artesanato vai continua no sábado

Dora Paula Paes
Foto: Michelle Richa

Segue neste sábado (11) na praça do Liceu, em Campos, a 1ª Feira da Agricultura Familiar do Norte Fluminense. O evento será das 6h às 22h, quando os consumidores poderão comprar produtos sem agrotóxicos, como frutas, legumes e verduras, diretamente com os agricultores dos assentamentos rurais de nove municípios da região, inclusive produtos processados, como farinha de mandioca, biscoitos de polvilho, araruta, bolo de milho, doces e outras delícias. A Feira é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da Secretaria Executiva do Programa Territórios da Cidadania, em parceria com a Prefeitura.

No primeiro dia do evento, o movimento na feira ainda era tímido, mas os organizadores esperam que neste último dia a população prestigie o evento “três em um”. Paralelamente à Feira da Agricultura, acontece a Feira de Artesanato Sustentável, com peças feitas em madeira, palha, cascas de árvores e sementes, além de apresentações culturais.

Para este sábado, constam na programação apresentações culturais e as bandas Crisraquel Marcolino, Graveto Oldstyle e DJs nos intervalos, das 8h às 14h. O ônibus da Justiça Itinerante também estará no evento das 8 às 18h, com a presença de advogados e juízes de prontidão.

De acordo com o coordenador do Território da Cidadania, Felipe Pipi Vasconcelos, as apresentações culturais terão participação de comunidades tradicionais como o jongo do Quilombo de Machadinha, de Quissamã, e bandas locais da região Norte Fluminense.

IBGE inscreve para mais de 7 mil vagas

Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu processo seletivo simplificado para a contratação temporária de até 7.500 agentes de pesquisas e mapeamento para atuar em 550 municípios distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal. O candidato deve ter ensino médio. A remuneração, que o edital chama de retribuição mensal, será de R$ 1.250,00. O Instituto também está oferecendo 325 vagas, sendo 300 para agente de pesquisas por telefone e 25 para supervisor de pesquisas, só para a cidade do Rio de Janeiro.

No caso dos agentes de mapeamento, o contratado terá direito ainda a auxílio-alimentação a auxílio-transporte, assim como a férias e 13º salário proporcionais. A jornada de trabalho será de 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias.

A inscrição deverá ser efetuada de 21 de junho a 19 de julho pelo site www.cesgranrio.org.br. No ato da inscrição, o candidato deverá escolher a UF/município/área de trabalho onde deseja trabalhar e, também, a UF/município/área de trabalho onde realizará a prova. A taxa de inscrição é de R$ 30.

Haverá prova objetiva constituída de 60 questões de língua portuguesa raciocínio lógico e geografia.

No outro processo seletivo simplificado, para contratação temporária de pessoal para a realização de pesquisas econômicas e sociodemográficas. São 325 vagas: 300 para agente de pesquisas por telefone e 25 para supervisor de pesquisas, nas áreas de conhecimento geral, gestão, suporte gerencial e tecnologia de informação e comunicação. No site do Diário Oficial da União, é possível ver o edital.

A remuneração para agente de pesquisas por telefone é de R$ 950. Para supervisor de pesquisas é de R$ 4.600.

Para agente de pesquisas por telefone é exigido nível médio completo e 1 ano de experiência comprovada em teleatendimento/telemarketing ativo ou receptivo nos últimos 5 anos.

As inscrições devem ser feitas de 21 de junho a 19 de julho pelo site www.cesgranrio.org.br. As taxas são de R$ 22 para nível médio e de R$ 100 para nível superior. A prova objetiva está prevista para 4 de setembro e terá duração de 4 horas, das 13h às 17h, no município do Rio de Janeiro. (A.N.)

Feijão vai ficar mais caro e quilo pode chegar a R$ 15

feijão10A seca que está afetando os produtores de feijão deve diminuir a produção e, consequentemente, elevar o preço da semente mais popular dos pratos brasileiros. O preço do quilo nas prateleiras dos supermercados pode chegar a R$ 15 reais nos próximos meses.

De acordo com o Extra, com informações do Instituto Brasileiro de Feijão, a alta será de 50%, para o feijão carioca e o preto. “Os lugares do país que mais consomem feijão vão sofrer com a alta, que inevitavelmente será repassada aos consumidores. Os preços ficarão altos ao longo deste ano”, comentou Marcelo Luders, presidente do Instituto.

A seca prejudicou produtores do Paraná, do Centro-Oeste e do Norte de Minas Gerais, de acordo com Sandra Hetzel, analista de mercado da consultoria especializada Unifeijão. A inflação da semente, conforme medição do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 4% em abril.

“Já falta produto nos mercados, logo, o feijão fica mais caro ao consumidor. É reação em cadeia”, finaliza a analista do Unifeijão.

 

Procon-Campos orienta apaixonados

Foto: Secom/Campos

Para ajudar na compra pelo Dia dos Namorados, a superintendência do Procon-Campos orienta os consumidores sobre os cuidados que devem adotar para não terem transtornos.

No caso das cestas temáticas, os fornecedores ofertam muitas opções de cestas, como de pães, frutas, flores, entre outros. A orientação é verifique se todos os itens estão dentro do prazo de validade, se a quantidade contratada foi obedecida e exija que não haja contato direto dos produtos alimentícios com produtos químicos (cosméticos, por exemplo) ou com flores.

Flores —  Nesta época, muitos casais procuram por flores, o que acaba contribuindo para a elevação dos preços. É importante pesquisar o preço, tipo da flor e do arranjo, antes de escolher, pois dependendo do material utilizado, o preço poderá ter alterações consideráveis. Para entrega no trabalho ou na residência, não deixe de verificar o valor do frete. Solicite confirmação da entrega  e exija a nota fiscal e não se esqueça de confirmar se a pessoa recebeu tudo.

Restaurantes/casas noturnas — O pagamento da taxa de serviço (ou gorjeta) é opção do consumidor. A informação referente à taxa de serviço deve ser prestada no cardápio e na nota fiscal de forma clara e precisa. Quanto à cobrança do couvert artístico, há permissão para praticá-la quando houver música ao vivo ou outra manifestação artística no local, desde que haja informação prévia. A cobrança de consumação mínima é ilegal.

Motéis/hotéis — Ambos têm a obrigação de prestar esclarecimentos quanto à informação de preços praticados. Confira as possibilidades de acomodação, os respectivos preços, às formas de pagamento e quantas horas compreendem a diária/pernoite. Os preços dos itens contidos no frigobar também devem ser informados previamente e por escrito. (A.N.)

Construção civil está no topo da retomada

Foto: Michelle Richa

No momento em que os indicadores econômicos apontam para a retomada lenta do crescimento do país, o segmento que tende a dar a largada é o da construção civil que tem sido juntamente com o comércio, o carro-chefe da geração de postos de trabalho em todo o Brasil, números esses já divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Esse setor tem se antecipado às previsões de otimismo e dado sinais de recuperação neste fim do primeiro semestre. Alguns fatores corroboram para esse movimento de crescimento em Campos. Um deles é o Porto do Açu, em São João da Barra, a 25 quilômetros da cidade.

No caso especifico de Campos, as demandas são diversas no que diz respeito a amplitude do mercado. Com a tendência irreversível de crescimento populacional nos próximos cinco anos, o segmento habitacional em todos os seus perfis — condomínios populares, de luxo, horizontais e verticais — está em alta e vai crescer ainda mais.

O mesmo acontece no que diz respeito às construções voltadas para abrigar escritórios de profissionais liberais, prestadores de serviços, etc. Os especialistas deste mercado concordam que Campos tem outra particularidade, com imóveis prontos e em fase de tratamento final, o que permite ao investidor fazer um bom negócio antes de um crescimento em massa, quando certamente a procura irá superar a oferta.

Risco de mercado — Segundo os especialistas em avaliação de riscos de mercado, isso acontece pelo fato de o imóvel se manter no topo da cadeia de investimento mais segura, oferecendo maior rentabilidade em comparação com qualquer papel de operações financeiras em curto, médio e longo prazo. Isso ganha mais visibilidade nas cidades de porte médio, como Campos, onde o setor ainda tem grande espaço para crescer.

Existe, na avaliação destes especialistas, uma grande demanda em Campos a ser atendida na área habitacional, acrescentando que ao mesmo tempo isso potencializa o caráter de investimento dos imóveis.

Porto movimenta todo setor de habitação

O que tem impulsionado essa expectativa em Campos, que tem a maior indústria de construção civil do interior do estado do Rio de Janeiro tem sido o Porto do Açu, em São João da Barra, a 25 quilômetros da cidade. A transferência de várias atividades da Petrobras localizadas em Vitória (ES) e em Macaé para o Porto do Açu mexe de forma sensível neste mercado.

Até 2018 a expectativa é de que mais de 40% de todas as operações da Petrobras na Bacia de Campos estejam concentradas no Porto do Açu. E que até 2020, 60% destas operações estejam definitivamente aqui, o que realmente vai demandar a construção de novos empreendimentos principalmente em habitação. (A.N.)

Feira da Agricultura na praça do Liceu


Foto: Divulgação

A 1ª Feira da Agricultura Familiar do Norte Fluminense que será realizada nesta sexta-feira (10) e neste sábado (11) na praça do Liceu, em Campos, será um evento “três em um”. No local, entre 6h e 18h de sexta-feira e até às 22h de sábado, os consumidores poderão comprar produtos sem agrotóxicos, como frutas, legumes e verduras, diretamente com os agricultores dos assentamentos rurais de nove municípios da região, inclusive produtos processados, como farinha de mandioca, biscoitos de polvilho, araruta, bolo de milho, doces e outras delícias.

O superintendente de Agricultura e Pecuária de Campos, Eduardo Augusto Alves, informa que “paralelamente à Feira da Agricultura, acontece a Feira de Artesanato Sustentável, com peças feitas em madeira, palha, cascas de árvores e sementes”.

Eduardo acrescenta que advogados e juízes vão fazer plantão na Feira para atender aos agricultores familiares.

“Campos tem avançado na produção de alimentos, e para isso, temos desenvolvido parcerias importantes em favor dos agricultores por meio do Sebrae, Uenf, Pesagro e UFR-RJ. Tem sido relevante por exemplo os trabalhos de técnicos do Sebrae, como a agrônoma, Gleiciane Pimentel, que inclusive tem contribuído para que tenhamos ampliado o número de famílias dos assentamentos produzindo com qualidade, e incluídas no cadastro de fornecedores do Programa Merenda Escolar”, destaca o superintendente.

Campos foi escolhida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da Secretaria Executiva do Programa Territórios da Cidadania, para sediar a Feira Regional, que reunirá agricultores familiares quilombolas, pescadores e assentados.

De acordo com o coordenador do Território da Cidadania, Felipe Pipi Vasconcelos, as apresentações culturais terão participação de comunidades tradicionais como o Jongo do Quilombo de Machadinha de Quissamã e bandas locais da região Norte Fluminense.

“Os agricultores vão estar no local a partir das seis horas nos dois dias, com diversas barracas oferecendo aos consumidores diversos produtos, trazidos diretamente do campo. São produtos de qualidade, a preços de custo, como legumes, verduras, frutas, doces caseiros, biscoitos, bolos, salgadinhos, peixes frescos, quitutes de peixes, mel, própolis, plantas medicinais, tapioca feita na hora e artesanatos bastante diversificado”, destaca Felipe Vasconcelos.

Os agricultores familiares são dos municípios de Campos, Ca- rapebus, Quissamã, Conceição de Macabu, São João da Barra, São Fidélis, Cardoso Moreira e Italva. (A.N.) (D.P.P.)

Desenvolvimento: Firjan mostra mapa

Foto: Renata Mello

O presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, entregou nesta segunda-feira (30), o Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro 2016/2025 ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao governador do Rio em exercício, Francisco Dornelles. O documento, elaborado por mais de mil empresários fluminenses, propõe medidas para a melhoria do ambiente de negócios e a retomada do crescimento econômico do estado do Rio e também do país, já que quase metade das ações se refere a questões estruturais, como a tributária. O lançamento aconteceu no evento em comemoração ao Dia da Indústria e contou com a participação de mais de 350 empresários.

“O Mapa foi construído a partir de debates, que envolveram todas as regiões do Rio. O objetivo é fazer do estado do Rio o melhor ambiente de negócios do Brasil”, afirmou Eduardo Eugenio.

Para Dornelles, “a Firjan tem feito um trabalho pioneiro para o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro”.

Nesta segunda edição do Mapa do Desenvolvimento estão listadas 46 propostas e 158 ações distribuídas em cinco pilares: Sistema Tributário, Mercado de Trabalho, Infraestrutura, Gestão e Políticas Públicas e Gestão Empresarial. Algumas ações serão diretamente executadas pelo Sistema Firjan. Para aquelas que dependem da atuação junto ao Legislativo ou ao Executivo federal, estadual ou municipal, a Federação irá atuar, por exemplo, com a elaboração de projetos, estudos e indicadores. Na primeira edição do Mapa, referente ao período 2006-2015, 74% das ações foram concluídas ou avançaram. Um dos destaques deste trabalho foi a implantação do Arco Metropolitano, em 2014.

O ministro Henrique Meirelles destacou a importância de se restabelecer a confiança do mercado. “Temos que criar condições macroeconômicas para que vocês, empresários, tenham capacidade de investir, produzir, trabalhar. A finalidade de qualquer política econômica será promover o crescimento econômico”, reforçou o ministro.

Na área de infraestrutura, as demandas estão focadas na melhoria no setor de transportes. Dentre elas está a construção do acesso rodoviário prioritário ao Distrito Industrial de São João da Barra, onde fica o Porto do Açu.

Ganhando a vida com as pipas

Fotos: César Ferreira/Divulgação

Pipa, papagaio, pandorga, raia, quadrado, tapioca ou balde, depende da região do Brasil. Mas o nome tanto faz, o importante é que de geração em geração, a brincadeira segue firme. E tem quem viu nas pipas uma forma de um faturamento extra, caso de Georgiano de Souza Araújo, 42 anos, que montou uma empresa de pipas em Travessão, após três financiamentos do Programa de Microcrédito do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), que totalizaram R$ 14 mil.

“Com o recurso investi na aquisição de matéria prima para a confecção das pipas. O Fundecam me deu a possibilidade de ter o meu próprio negócio”, diz o micro empresário que também vende rabiola ou fitas, linha e pote. A cada temporada, ele, vende em torno de 10 mil pipas, mas planeja expandir, por isso, pensa em ir atrás de mais recurso no Fundecam. “O último que peguei quitei. Os juros são baixíssimos”, diz.

A temporada das pipas vai de maio a julho, período em que a comercialização chega mais do que triplica. Os preços dependem do tamanho da brincadeira, as pipas podem ser pequena, média, grande e gigante, a mais barata sai por R$ 0,80 e a mais cara R$ 2. “Comecei saltando pipas. Aliás, o primeiro presente que pedi a meu pai foi pipa e linha”, recorda-se ele.

Conta à história que a primeira pipa foi criada na China, uns 200 anos antes de Cristo, ideia de um general que pretendia medir a distância de uma obra a ser construída. Com o tempo, as pipas ganharam fins militares e depois, viraram peças artísticas. No Brasil, as pipas chegaram pelas mãos dos portugueses durante a colonização.

Em junho, Fundecam itinerante nas ruas

Desde julho de 2015, o Fundecam Solidário já atendeu, com o Programa de Microcrédito, 207 empreendedores campistas, tendo sido depositado, neste período, o valor de R$ 392.561,00.

O Programa de Microcrédito funciona na Praça São Salvador, 21, Edifício Cidade de Campos. Além do atendimento na agência, o programa também realiza ações itinerantes, como aconteceu no último dia 20, quando foram distribuídos cerca de 190 panfletos, com o atendimento individual de 15 novos empreendedores. As próximas edições do Fundecam Itinerante serão realizadas a partir de julho.

O objetivo deste trabalho, que acontece mensalmente, é orientar os interessados que buscam informações sobre o funcionamento do programa. (A.N.)