Prevenção ajuda reduzir dengue

Mário Sérgio Júnior
Foto: Secom/Divulgação 

Com o objetivo de diminuir ainda mais os casos de dengue, zika e chikungunya, a Prefeitura de Campos vem realizando mutirões de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor das três doenças. Depois de registrar 622 casos de dengue em janeiro, a luta contra o mosquito vem mostrando resultados. Em maio, nenhum caso da doença foi contabilizado. Segundo o vice-prefeito de Campos e coordenador das forças-tarefas, Chicão Oliveira, as ações mobilizam diversos órgãos da Prefeitura, e não apenas a secretaria de Saúde e o Centro de Controle de Zoonoses. Ao longo de 2016, toneladas de lixo foram recolhidas e centenas de imóveis vistoriados.

O último mutirão foi realizado na última quarta-feira, em Santo Eduardo. Dr. Chicão abriu a programação na Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida, com palestra sobre os sintomas da dengue, zika e chikungunya.

A psicopedagoga Karla Bichara também ministrou palestra sobre o controle do vetor. Na semana passada, a força tarefa aconteceu no distrito de Santa Maria, de onde foram recolhidas mais de 50 toneladas de entulhos e materiais inservíveis.

Chicão ainda visitou, junto aos agentes de combate a endemias, a Creche Escola da localidade, Unidade Pré-Hospitalar João da Cruz Lubanco e imóveis do distrito, intensificando o trabalho preventivo e mecânico, por meio de retirada de criadouros e orientação.

— O combate ao mosquito é uma questão imprescindível, não podemos deixar para depois. Saúde pública é prevenção. Vocês, alunos, devem colaborar na conscientização — afirmou o vice-prefeito.

Agentes da Fundação Municipal da Infância e da Juventude e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) também realizaram o trabalho de conscientização, com panfletagem e eliminação mecânica dos criadouros nas residências. Técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Superintendência de Limpeza Pública e da coordenadoria de Defesa Civil fiscalizaram ruas, terrenos baldios, depósitos e ferros-velhos.

A Prefeitura de Campos realiza mutirões todas as sextas-feiras, além do trabalho de rotina que acontece em diversos pontos da cidade diariamente. A força tarefa conta ainda, com a concessionária Águas do Paraíba, caminhão limpa-fossa, patrol, carros fumacês, bombas costais, caminhões de poda, caminhões basculantes, retroescavadeiras, viaturas da Defesa Civil e da Guarda Civil Municipal, fiscais da Superintendência de Postura Municipal e supervisores de bairro.

Além de Santo Eduardo, os mutirões já foram realizados em outros locais como Goitacazes, Jardim Carioca, Travessão, Novo Jóquei, Centro, Conselheiro Josino, Parque Aurora, Farol de São Tomé, Ribeiro do Amaro, entre outros.

“Combate ao mosquito precisa continuar”

Segundo o último balanço divulgado pela secretaria de Saúde, o mês de maio não confirmou nenhum caso de dengue em Campos. No entanto, em 2016, o município contabilizou 1.118 confirmações. Sobre a zika, 17 casos foram confirmados sendo 15 deles em gestantes. Segundo o diretor do Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI), Luiz José de Souza, seis casos de microcefalia suspeitos de zika são investigados. Sobre os casos da chikungunya confirmados, três são importados e 31 são locais.

— No mês de maio nós não tivemos nenhum caso de dengue. O que não é razão para que nós descuidemos da prevenção, da eliminação dos focos. Isso é resultado possivelmente de um subtipo da dengue que está circulando com muita imunidade. Pessoas que já tiveram no passado. Temos que continuar eliminando os focos 10 minutos por semana — disse o secretário de Saúde, Geraldo Venâncio.

Lei municipal prevê multa para donos de terrenos

Desde fevereiro deste ano tem vigorado uma lei que prevê multa para Os proprietários de terrenos abandonados na cidade, que vêm favorecendo a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

De acordo com a lei, os proprietários, locatários, possuidores ou responsáveis a qualquer título, de imóveis, com ou sem edificação, localizados em Campos, são obrigados a adotar as medidas necessárias à manutenção desses bens limpos, sem acúmulo de lixo, entulhos e demais materiais inservíveis, drenados e aterrados, no caso de serem pantanosos ou alagadiços, evitando condições que propiciem a instalação e a proliferação do mosquito.

A lei determina que é responsabilidade do proprietário manter tratamento adequado da água das piscinas, de forma a não permitir a presença ou a proliferação do mosquito. Quando em desuso, a piscina deverá ser protegida com tela milimétrica, evitando condições que propiciem a instalação e a proliferação do mosquito.

Bebê de dois meses em via crucis na busca por CTI

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Na cidade que vendeu, pela terceira vez o futuro e anunciou Carnaval em agosto, um bebê de dois meses cumpriu uma verdadeira via crucis, no último domingo, na busca por atendimento. A denúncia foi feita por um funcionário da área de saúde. Segundo ele, a criança deixou o HGG porque precisava de vaga no CTI. Daí, a ambulância partiu para um hospital particular, que não atendeu.

Depois, eles seguiram para o HFM, onde tiveram que subir pela escada, levando a criança em estado grave, aparelhos e oxigênio nos braços pela escada porque o elevador estava (de novo) quebrado.

Mais denúncias sobre a Saúde

Marcus Pinheiro
Foto: Tércio Teixeira

Episódios de descaso na Saúde Pública em Campos voltam a ser apontados por usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), e cenário funcional do Hospital Geral de Guarus (HGG) é comparado a uma “casa onde se pratica atos de irresponsabilidade extrema e covardia contra os pacientes”. Dentre as falhas denunciadas através do Whatsapp da Folha Online (22 99208-7368), estão a falta de organização no cronograma de alimentação dos pacientes, falta de vagas em enfermarias, ausência de macas, superlotação nos corredores, atrasos nas transferências para unidades hospitalares, além da falta de itens básicos como papéis toalha e higiênico. Enquanto isso, outros casos ainda aguardam desfechos.

De acordo com o sobrinho de um paciente de 68 anos internado no HGG desde o último domingo (22), diagnosticado com Acidente Vascular Cerebral (AVC), o tio passou as primeiras 24 horas no hospital sobre uma cadeira em um dos corredores, devido à falta de macas. Segundo ele, a maca, que foi instalada também no corredor, somente foi cedida, após insistência de familiares. O sobrinho ainda contou que durante toda segunda (23), os pacientes internados nos corredores teriam ficado sem as primeiras refeições do dia. “Eles só receberam comida às 16h. E não foi por falta de alimento, foi por falta de organização, pois segundo os funcionários as quentinhas estavam prontas, mas não foram entregues porque não houve liberação do cronograma que deveria passar pelo crivo do médico responsável e pelo diretor do setor”, disse.

No último dia 20, o blog do jornalista Alexandre Bastos, hospedado na Folha Online, abordou o drama de um senhor de 78 anos que, desde 1º de maio, aguarda por um cateterismo na Unidade de Pacientes Graves do HGG. Segundo familiares, em virtude da demora na transferência do paciente para um hospital com especialistas no procedimento, o idoso desenvolveu pneumonia e insuficiência renal.

Uma familiar afirmou ainda que o prazo de transferência de pacientes cardiopatas para unidades especializadas deveria variar entre 6 e 7 dias. No entanto, o idoso completou ontem 23 dias sem que nenhuma medida fosse tomada. Para tentar solucionar o caso, a filha do acamado procurou o Ministério Público Estadual.

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que a transferência de pacientes para leitos de hospitais contratualizados acontece de acordo com laudo médico e regulação pela Central de Regulação da secretaria de Saúde. E que, eventualmente, a demanda de atendimento na Emergência supera a capacidade da unidade, mas há o compromisso de atendimento.

Em relação à alimentação, a FMS afirmou que ela é oferecida de acordo com prescrição médica. E reiterou que não há falta de itens alimentares e, também, não há restrição na oferta de alimentação.

24/05/2016 11:00

Mais uma suspeita de meningite

Mário Sérgio Júnior
Foto: Tércio Teixeira

As denúncias que envolvem a saúde de Campos continuam a surgir. Nesta quarta (18), a advogada Janiele Machado de Carvalho Salve relatou seu drama após seu irmão Jairo Machado de Carvalho Salve, de 21 anos, ter sido internado no Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos, com suspeita de meningite. Ela contou que desde a última quinta-feira (12) tem tentado conseguir o remédio Rifampicina líquida para profilaxia de crianças que tiveram contato com o irmão, mas na secretaria de Saúde haveria apenas o medicamento para adultos. Além de Jairo, a prima Letícia Carvalho, de 10 anos, também foi internada no HFM com dor de cabeça, após ter tido contato com Jairo. A assessoria da secretaria de Saúde de Campos informou que “o caso de Jairo trata-se de suspeita de meningite + meningococcemia, de acordo com a Direção de Vigilância em Saúde”. A suspeita surge uma semana após a morte das irmãs Ana Vitória Cândido, de 1 ano e 11 meses, e Joyci Cândido, de 6 anos, com suspeita de meningoccemia.

Segundo Jaliene, o irmão começou a se sentir mal na quinta-feira e recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas foi liberado. Depois passou pelo Posto de Urgência de Guarus e também pelo Hospital Geral de Guarus (HGG). “Ele foi medicado na UPA e foi para casa. Na manhã de sexta-feira, ele acordou um pouco pior e foi para o PU de Guarus. Lá ele foi atendido e falaram que era dengue, porém no final do dia de sexta ele piorou mais e foi levado para o HGG. No HGG informaram que ele precisava ser internado numa UTI e, depois de muita procura, conseguiram uma vaga no Ferreira Machado, mas não havia respirador na UTI e foi preciso que o único aparelho do HGG fosse cedido”, contou Janiele, que chegou a fazer um requerimento no Ministério Público Estadual para tentar conseguir o remédio.

A assessoria da secretaria de Saúde de Campos informou que vai aguardar a conclusão das investigações a respeito do caso e enviará, ainda esta semana, as amostras para laboratório especializado. A assessoria do HFM informou que o estado de saúde de Jairo é grave. Já a prima Letícia está estável, no isolamento do setor de Doenças Infecto-Parasitárias (DIP), e não apresenta nenhum sintoma de meningite.

Sobre o medicamento, a secretaria de Saúde de Campos informou que a distribuição do medicamento rifampicina é feita exclusivamente pela secretaria estadual de saúde, cujo estoque na versão líquida tem sido enviado abaixo da necessidade do município.

A equipe de reportagem entrou em contato com a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde para saber a respeito do medicamento e do atendimento realizado na UPA, mas até o fechamento da edição nenhuma resposta foi dada.

Suspeita de gripe suína em bebê

Marcus Pinheiro
Foto: Tércio Teixeira 

Seis dias após a bebê Ana Vitória, de 1 ano e 11 meses, e sua irmã Joyci Cândido de 6 anos, morrerem após passagem pelo Hospital Geral de Guarus (HGG), em Campos, a orfã Maria Vitória, de apenas 1 ano e três meses, com suspeita de H1N1, recebeu atendimento médico sem isolamento respiratório em uma enfermaria pediátrica comum. E somente após denúncia de funcionário do próprio hospital, e a indagação da Folha à Fundação Municipal de Saúde (FMS), contestando o caso, a criança foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Ferreira Machado (HFM). Enquanto isso, Marinês Cândido, mãe das irmãs que morreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), após passagem pelo HGG, voltou a questionar a secretaria de Saúde e o setor de Vigilância em Saúde da Prefeitura, que apontaram como diagnóstico preliminar das mortes a meningococcemia, alegando que os cartões de vacinação das crianças estaria desatualizado. Ainda nessa terça-feira (17), o corpo da bacharel em Direito e professora Cintia Cristina Ribeiro Alcino, 45 anos, que peregrinou pela vida por mais de sete horas, em busca de socorro médico em quatro unidades públicas de saúde de Campos e morreu em um hospital particular, foi sepultado no Campo da Paz.

De acordo com informações de profissionais de saúde do HGG, Maria Vitória teria dado entrada na unidade hospitalar na última segunda-feira (16). Ainda não se sabe quem realizou o encaminhamento ao hospital, pois a menina teria sido abandonada pelos pais. Segundo eles, os sintomas apresentados pela criança, com suspeita de H1N1, deveriam ter sido tratados imediatamente em ambiente sob isolamento respiratório, e não em meio a outros pacientes, como, de acordo com os profissionais, aconteceu.

A FMS confirmou o atendimento da paciente na emergência pediátrica do HGG. Entretanto, negou que Maria Vitória tenha tido contato com as outras crianças internadas na unidade hospitalar. Em nota, a FMS afirmou que a paciente, com quadro de insuficiência respiratória aguda e broncopneumonia, recebeu suporte medicamentoso e ventilatório, e foi transferida para a UTI pediátrica do HFM.

Ainda segundo a nota, houve notificação compulsória, o protocolo do Ministério da Saúde para o vírus H1N1 foi cumprido, mas não há confirmação diagnóstica. “Durante o período em que a paciente esteve no hospital houve o devido isolamento de contato”, finalizou a FMS.

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 Marcus Pinheiro e Bárbara Cabral
Foto: Tércio Teixeira e Reprodução Facebook 

Os pais das irmãs Ana Vitória, de um ano, e Joyci, de apenas 6 anos, que morreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) entre a última quarta (11) e quinta-feira (12), após terem sido atendidas com quadro de febre no Hospital Geral de Guarus (HGG) e liberadas em seguida, contestam a versão apresentada pelas autoridades da Saúde de Campos em entrevista na última sexta-feira. Na ocasião, o diagnóstico preliminar das mortes foi apontado como meningococcecemia. Marinês Cândido e Vinicius Maicon Silva mostraram os cartões de vacina das duas filhas e rebateram o diretor de Vigilância em Saúde, Charbell Kury, que chegou a dizer que os cartões das meninas estavam desatualizados, mas sem apontar a culpa para os pais. Nos documentos, a medicação contra a meningite está em dia.

O caso chegou a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ontem, quando o primeiro secretário da casa, o deputado estadual Geraldo Pudim (PMDB) protocolou três pedidos de providência, solicitando a intervenção das autoridades e investigação rigorosa no caso da morte.

Durante a entrevista, Charbell Kury apontou como diagnóstico preliminar das mortes a meningococcecemia devido aos sintomas apresentados, somado à falta do cartão de vacina atualizado, segundo ele.

— O diagnóstico preliminar é uma suspeita de que seja a bactéria meningococo, por conta da história clínica que observamos, da velocidade com que aconteceu, com o início do quadro e a morte em menos de 24 horas, associado à análise macroscópica feita no Instituto Médico Legal, pela hemorragia na região suprarrenal. E associado a isso também, a presença da falta do cartão de vacina atualizado. Esses três fatos fizeram com que nós juntássemosas peças e fizesse o diagnóstico preliminar — disse Charbell.

Marinês e Vinicius, que ainda aguardam o laudo oficial das mortes das filhas, acreditam que a medicação injetada nas meninas possa ter causado complicações.

— Eles estão querendo colocar a culpa na gente, mas o cartão está aqui. Está atualizado, sim. Somos uma família pobre, mas sempre tivemos o maior cuidado com as nossas filhas — contou a mãe indignada. “Elas chegaram ao HGG com febre e mal-estar e pioraram depois das injeções”, acrescentou o pai.
Marinês, que revelou que fez uma festa em comemoração ao aniversário de uma das filhas no domingo de Dia das Mães, reafirmou a dor que sente e diz que a perda é irreparável.

— Eu nunca vou conseguir superar. Nós só pedimos justiça, mais nada. Quero saber o que realmente aconteceu com as minhas filhas — finalizou Marinês.

Mulher morre após ter atendimento negado

“Minha filha morreu por omissão total de socorro. Foi vítima de uma crueldade sem medida. Eu perdi minha filha. Perdi tudo”. As palavras são da funcionária pública Lenilda Santos Ribeiro, após morte da única filha, a bacharel em Direito e professora Cintia Cristina Ribeiro Alcino, 45 anos, que teve o atendimento negado nos hospitais Ferreira Machado (HFM) e Geral de Guarus (HGG) no último domingo (15). Cíntia ainda esteve no UPH da Saldanha Marinho e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) antes de morrer por complicações cardiorrespiratórias, às 17h45 dessa segunda (16), no Hospital da Unimed, em Campos.

De acordo com Lenilda, a filha ficou em busca de atendimento por cerca de sete horas, com sintomas de gripe e crise alérgica. Ela foi à UPA, onde recebeu medicação para o fígado e foi liberada. Cíntia não teria melhorado e procurou a UPH da Saldanha Marinho. No entanto, devido à falta de materiais básicos, os exames teriam sido suspensos.

A paciente foi encaminhada para o Hospital Ferreira Machado, onde o atendimento teria sido negado após 40 minutos de espera em uma maca no corredor por causa da falta vagas no hospital. O drama da mulher continuou. Depois de cinco horas passando mal, ela foi levada ao HGG, que também não autorizou a recepção de Cíntia em virtude da falta de vagas.

Desesperados, os familiares buscaram socorro no hospital particular da Unimed, onde, mais uma vez, a paciente teria recebido recusa no atendimento. Desta vez, segundo o primo da paciente, Isaac Ribeiro de Melo, o motivo do não acolhimento teria sido a falta de um plano de saúde.

De acordo com Isaac, a negociação com a administração do hospital teria durado cerca de uma hora e meia, enquanto a paciente aguardava na ambulância, onde já estaria desacordada. Os familiares afirmam que, após o agravamento do quadro, a administração do hospital teria exigido o pagamento imediato da quantia de R$ 1.700 referentes aos serviços de primeiros socorros como condição para transferir Cíntia à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, a mulher não resistiu à demora e morreu em menos de duas horas depois de dar entrada na Unimed.

De acordo com a família, consta no atestado de óbito que as causas da morte de Cíntia foram edema agudo pulmonar (aumento de líquido nos pulmões), miocardiopatia hipertrófica (doença genética), cardiomegalia (coração dilatado) e hepatomegalia (fígado dilatado).

O sepultamento está previsto para hoje, às 9h, no cemitério Campo da Paz.
Em nota, a Fundação Municipal de Saúde informou que devido a complexidade do caso, não houve tempo hábil para identificar como se deu o atendimento nas unidades e se de fato aconteceu. As direções dos hospitais municipais, segundo a nota, vão apurar e posteriormente se manifestarão.
Procurados pela Folha, a secretaria municipal de Saúde e o Hospital Unimed não se manifestaram até o fechamento desta edição.

Pudim vai à polícia civil e Alerj para apurar mortes

O deputado estadual Geraldo Pudim (PMDB), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), protocolou ontem três pedidos de providência ao procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, à presidente da comissão de Segurança da Alerj, Martha Rocha, e ao Chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, respectivamente. Os pedidos solicitam intervenção das autoridades e investigação rigorosa no caso da morte das irmãs Ana Vitória Cândido Silva e Joyci Cândido da Silva, após serem atendidas no Hospital Geral de Guarus (HGG), em Campos.

O caso gerou grande comoção na cidade e levantou suspeita sobre a malversação de medicamentos por agentes de Saúde. “Embora não seja nossa intenção acusar ninguém levianamente, é necessário que todas as suspeitas sejam apuradas com a mais absoluta isenção, seja pelo esclarecimento acerca das reais causas dos óbitos, seja pela identificação do responsável por esta tragédia, caso haja um. A família e a sociedade cobram celeridade e muita correção na elucidação das causas destes trágicos acontecimentos. Eu, como pai de 6 filhos e avô de 4 netos não podia ficar calado diante de um caso desse”, afirmou o parlamentar.

Comprovada a influência do vírus Zika na má formação de fetos

 Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) comprovaram, por meio de um experimento, a capacidade do vírus Zika de atravessar a placenta e infectar bebês no útero da mãe. O trabalho que foi publicado nessa quarta-feira (11) na revista Nature, explana sobre como o vírus afeta o sistema nervoso central dos embriões.

O surto do vírus causou pânico em muitos brasileiros no início do ano. Atualmente, todos os estados do país têm casos da doença. O Aedes aegypti, mais uma vez vilão, transmite a doença de maneira rápida, ainda mais rápida que o chikungunya. Os sintomas do vírus Zika são leves, logo, a maior parte das pessoas não percebe a doença rapidamente. Com isso, diversas pesquisas começaram a ser desenvolvidas a fim de solucionar o problema.
A pesquisa da USP, no entanto, foi a primeira a comprovar o que antes só se especulava. “Esse é o primeiro modelo experimental comprovado que mostra que o vírus é capaz de passar a barreira placentária, atingir o feto, ser albergado no sistema nervoso e, a partir de então, todas as outras repercussões foram observadas”, disse Jean Pierre Schatzmann Peron, professor do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Para se descobrir o modo como o vírus age no corpo, foram usados camundongos e os chamados minicérebros, modelos do órgão humano elaborados a partir de culturas de células-tronco. Os animais permitiram que os cientistas observassem o comportamento do Zika em relação à gestante e o filho. Já os minicérebros, a ação sobre as células que vão formar o sistema nervoso.

O resultado da pesquisa afirma que o vírus Zika tem preferência por atacar as células que formam o cérebro e o sistema nervoso. Essa ação, que denigre os tecidos, causa as más formações que resultam em problemas como a microcefalia.

Novas regras para planos de saúde entram em vigor

  Começam a vigorar nesse domingo (15) as novas regras de atendimento prestado por operadoras de planos de saúde nas solicitações de procedimentos e serviços de cobertura assistencial. As medidas, definidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por meio da Resolução Normativa 395, foram anunciadas em janeiro deste ano. A multa em casos de descumprimento das normas varia de R$ 30 mil a R$ 250 mil.
Uma das principais mudanças é a implantação, por parte das operadoras, de uma unidade de atendimento presencial, em horário comercial, durante todos os dias úteis nas capitais ou regiões de maior atuação dos planos. Ficam isentas as operadoras de pequeno porte, as exclusivamente odontológicas, as filantrópicas e as autogestões.

As empresas de grande porte também terão que oferecer atendimento telefônico 24 horas nos sete dias da semana. As de médio e pequeno porte, as exclusivamente odontológicas e as filantrópicas deverão ter canal telefônico para atendimento em horário comercial durante dias úteis.

Além disso, as operadoras, quando demandadas, deverão prestar imediatamente informações e orientações sobre o procedimento ou serviço assistencial solicitado pelo beneficiário, esclarecendo se há cobertura prevista no rol da ANS ou no contrato.

A resolução exige ainda que, sempre que houver solicitação de procedimento ou serviço, independentemente do canal pelo qual seja feita, deverá ser fornecido número de protocolo no início do atendimento ou logo que o atendente identifique tratar-se de demanda que envolva cobertura assistencial. Nos casos em que não for possível fornecer resposta imediata à solicitação, as operadoras terão prazo de até cinco dias úteis para responder diretamente aos beneficiários. Se a resposta apresentada negar a realização de procedimentos ou serviços, devem ser informados detalhadamente o motivo e o dispositivo legal que o justifique.

Nas solicitações de procedimentos de alta complexidade ou de atendimento em regime de internação eletiva, o prazo para resposta das operadoras é de até dez dias úteis. Para procedimentos de urgência e emergência, a resposta deve ser imediata.

O consumidor também poderá pedir o envio das informações por escrito em até 24 horas e requerer a reanálise da solicitação, que será avaliada pela ouvidoria da empresa. “Se a empresa dificultar ou tentar impedir essa reanálise, será configurada infração por não observância às regras sobre atendimento aos beneficiários nas solicitações de cobertura assistencial”, informou a ANS. (A.N.)

Semana de enfermagem é aberta no HFM

photos (27)O Hospital Ferreira Machado (HFM) abriu a programação especial da Semana de Enfermagem para os profissionais, nesta quinta-feira (12), com palestras pautadas pelo Protocolo Nacional de Segurança do Paciente.

Participaram da cerimônia de abertura, o diretor geral do HFM, Salvador Calomeni, e o diretor da Divisão de Enfermagem do hospital, Washington Luís de Oliveira. “Nos reunimos para celebrar nosso trabalho, mas focamos na aprendizagem continuada. Por isso, as palestras com diversos temas relevantes para o exercício da profissão”, disse Washington.

O tema “Gratidão” foi abordado pelo pastor Carlos Elias e pela enfermeira Dolores Meirelles. A programação, que se estende até a próxima semana, será retomada na segunda-feira (16), às 16h, com a palestra “Segurança do Paciente”, ministrada pelo enfermeiro Jaldecy Jr.

Na terça-feira (17) e na quarta (18), também às 16h, acontecem as palestras, respectivamente, Prevenção de UPP – lesão de pele causada pela interrupção sanguínea, com a enfermeira Angela Carlos do Amaral, e encerrando o ciclo, “Responsabilidade do Profissional da Enfermagem”, com a doutora em enfermagem, Paula Alvarenga de Figueiredo.

No dia 12 de maio comemora-se mundialmente o Dia do Enfermeiro, em referência a Florence Nightingale, um marco da enfermagem moderna no mundo. Já no Brasil, a data também marca o início da Semana da Enfermagem, que foi instituída pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren), em 1960.

Campos Vacinação contra a gripe prossegue até o dia 20

vacinação12A Campanha de Vacinação contra a Gripe prossegue até o próximo dia 20. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Geraldo Venâncio, a expectativa é imunizar cerca de 100 mil pessoas no município.

A colombiana Luz Maridza, 35 anos, levou sua filha de 2 anos e meio, Ana Sophia, para tomar a vacina contra a gripe, no Centro de Referência e Tratamento da Criança e do Adolescente (CRTCA2). A criança faz parte das mais de 64 mil pessoas que já receberam a dose da vacina em Campos, contra os três subtipos do vírus da gripe A/H1N1, A/H3N2 e influenza B.

– Aqui em Campos, o sistema de saúde funciona bem, chego e logo sou atendida, não demora. No meu país não é assim – disse a estudante da Colômbia, que está no Brasil e é aluna da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). A Campanha de Vacinação foi aberta, no Estado do Rio de Janeiro, em 25 de abril.

Portadora de cirrose hepática, a dona de casa Patrícia Dinelli, 52 anos, também recebeu a dose da vacina. “É importante. Não tem filas aqui e foi bem rápido”, contou.