Começa o recadastramento do Campos Cidadão para idosos

Foto: Divulgação

Começou nesta segunda-feira (9), na Fundação Municipal de Esportes (FME), antiga AABB, o recadastramento do Programa Campos Cidadão para os idosos. Estão sendo atendidos os idosos que já realizaram o pré-agendamento.

Quem ainda não agendou previamente o atendimento ainda tem tempo. O procedimento pode ser feito nos sites da Prefeitura de Campos e do Cidac. É importante lembrar que neste momento poderão fazer o pré-agendamento somente aqueles que já contavam com o benefício.

Esta semana, os portadores de deficiência não estão sendo atendidos, porque muitos fazem o agendamento, mas não levam a carteira de portador no dia agendado, o que impossibilita a ação. Deverão ser apresentados um documento de identidade com foto ou a carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e a carteira de portador de necessidade especial emitida pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT). Quem não tem deverá agendar no órgão para aguardar o laudo e apresentar.

Já idosos devem apresentar identidade com foto ou RG, CPF, comprovante de residência e carteira do idoso emitida pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), caso tenha.

CPI da Lava Jato é jogada para o “fim da fila”

Suzy Monteiro
Foto: Folha da Manhã

“Uma manobra da base do governo para evitar que a CPI da Lava Jato aconteça”. Assim reagiu o vereador Marcão Gomes (Rede), autor do pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar uma possível ligação da prefeita Rosinha Garotinho (PR) com a empreiteira Odebrecht, ao receber a informação do presidente da Câmara, Edson Batista (PTB), que há mais cinco CPIs protocoladas no Legislativo. Com isso, a CPI da “Lava Jato”, como está sendo chamada, foi para o final da fila. O pedido foi motivado pela divulgação, em março, de uma lista com mais de 300 políticos que teriam ligação com a Odebrecht. Entre os nomes, os da prefeita Rosinha, do marido Garotinho e da filha e deputada federal Clarissa. Em matéria publicada no dia 24 de abril, a Folha informou que “os vereadores governistas devem manobrar para evitar a CPI da Lava Jato, inventando outras duas e colocando-as à frente”.

Enquanto o Parlamento do município faz o que pode para retardar a investigação, o Ministério Público Estadual (MPE) em Campos conseguiu autorização para tomar depoimento do empresário Marcelo Odebrecht, proprietário da empresa que leva o nome de sua família e preso na operação Lava Jato. A informação foi divulgada em primeira mão no Blog da Coluna, hospedado na Folha Online.

A CPI da Lava Jato foi protocolada na Câmara de Campos no dia 26 de abril. O autor, vereador Marcão, obteve nove assinaturas. Na ocasião, o presidente Edson Batista confirmou os procedimentos legais para a abertura da CPI. Na última quarta-feira, após cobrança da oposição, Edson marcou reunião para a manhã de ontem com os vereadores que assinaram o pedido. Estiveram presentes Nildo Cardoso (DEM), Dayvison Miranda (PSDC), José Carlos (PSDC) e Gil Viana (PSB), além de Marcão, que representou Rafael Diniz, Fred Machado (ambos do PPS), Genásio (PSC) e Tadeu Tô Contigo (PRB), que tinham compromissos assumidos anteriormente. Esses nove assinaram o pedido de CPI. Já ao lado do presidente da Câmara estava Thiago Virgílio.

Para Marcão, as cinco CPIs (listadas no infográfico) são desconhecidas.

— Como existem cinco CPIs que os próprios vereadores desconhecem? Que a população desconhece? Tudo indica uma manobra política da base do governo com medo da planilha da Odebrecht que indica a possível utilização de caixa 2 na campanha de Rosinha e Garotinho — disse o vereador.

Já o presidente da Câmara afirmou, através de sua assessoria, que a procuradoria Legislativa da Câmara está analisando se as CPIs pleiteadas preenchem os critérios legais para sua implantação. “Caso preencham essas exigências legais, todas serão instauradas no seu tempo devido, observando-se os critérios de anterioridade, de ordem cronológica a partir de sua entrada Câmara”, afirmou.

Quatro pedidos feitos no mesmo dia

Pela resolução 8655, aprovada em junho do ano passado, enquanto estiverem em andamento duas CPIs não será instalada outra na Câmara de Campos, a não ser mediante projeto de resolução, sujeito a quórum especial de 2/3 (dois terços) para a sua aprovação. Seriam necessárias, então, 17 assinaturas.

Sobre o fato de que os vereadores não tinham conhecimento de outras cinco CPIs, como afirmou o vereador Marcão, o presidente da Casa, Edson Batista, disse que a Câmara ainda não tem um canal de acompanhamento online dos projetos e indicações dos vereadores, como ocorre com as demandas da sociedade civil, que contam com este serviço.

CPIs – Estão protocoladas na Casa, antes da CPI da Lava Jato, as que pretendem apurar “Irregularidades na exploração do trabalho infantil no município” (datada de 7 de março); “Denúncias na compra de votos nas eleições de 2014 no município”; “Situação da violência em Campos”, “Impactos da seca no município pela escassez de água no rio Paraíba do Sul”, “Irregularidades no cadastramento do defeso em nosso município” (todas do dia 18 de abril). Já o a CPI para “Investigar o contrato da empresa Odebrecht com o município” foi protocolada no dia 26 de abril.

Legislativo para, mas no MP continua

O Ministério Público Estadual (MPE), em Campos, vai ouvir o empresário Marcelo Odebrecht. A autorização foi dada pelo juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba, responsável pela operação Lava Jato. O depoimento do presidente da Odebrecht é para instruir Inquérito Civil Público, a respeito da contratação da Odebrecht para execução de obras do conjunto habitacional Morar Feliz. O contrato é o maior já firmado em Campos: quase R$ 1 bilhão. A autorização foi enviada ao promotor de justiça Leandro Manhães de Lima Barreto, no último dia 3. O promotor Leandro Manhães informou que não vai comentar o assunto.

Em 2009, a Odebrecht foi responsável pelo contrato para construção das casas do Morar Feliz. A Folha antecipou em maio daquele ano que a Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO), incorporada ao Grupo Odebrecht, seria a vencedora da concorrência pública. Após a denúncia, os envelopes ficaram lacrados por meses, mas, em setembro, veio a confirmação.

A lista apreendida pela Polícia Federal em que constavam os nomes de mais de 300 políticos — entre eles o clã Garotinho — estava no poder de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, presidente da Odebrecht e que assinou, com a prefeita Rosinha, o contrato do Morar Feliz.

10/05/2016 11:00

Em evento no Rio, ministro da Defesa garante segurança para as Olimpíadas

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, afirmou neste domingo (8) durante evento no Rio que a pasta fez todos os esforços para garantir a segurança nas Olimpíadas 2016. Segundo ele, o contingenciamento no governo tirou 25% do orçamento inicial da Defesa, mas o corte não impactou na preparação para os Jogos Olímpicos.

Aldo Rebelo evitou comentar impechment, mas reforçou apoio a Dilma (Foto: Nicolás Satriano/G1)
Aldo Rebelo: 25% de corte no orçamento da Defesa (Foto: Nicolás Satriano/G1)

“Houve corte no ano passado, houve corte esse ano. Um corte de cerca de 25% do orçamento inicial. Mas, mesmo assim, nós liquidamos restos a pagar, mantemos as nossas contas em dia e vamos procurar preservar aquilo que for essencial para o equipamento e a qualidade das Forças Armadas”, afirmou Rebelo.

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, afirmou neste domingo (8) durante evento no Rio que a pasta fez todos os esforços para garantir a segurança nas Olimpíadas 2016. Segundo ele, o contingenciamento no governo tirou 25% do orçamento inicial da Defesa, mas o corte não impactou na preparação para os Jogos Olímpicos.

Correspondentes estrangeiros ouvidos pelo G1apontaram a segurança como o maior desafio do Rio durante as Olimpíadas. O ministro Aldo Rebelo afirmou que o país está preparado para o evento.

“Na área de segurança e de defesa, fizemos todo o esforço, empregamos muitos recursos, preparamos 38 mil mulheres e homens das três Forças que estarão aptos a proteger não só os pontos estratégicos, mas também a infraestrutura crítica, proteger as delegações, atletas, turistas, jornalistas, chefes de estado e a própria população brasileira”, afirmou.

Sobre uma ameaça de ataque terrorista, o ministro defendeu que o Brasil já foi palco para vários eventos internacionais e, em todos eles, essa preocupação [terrorismo] esteve presente e foram tomadas as medidas necessárias.

Aldo Rebelo esteve nesta manhã no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial (Monumento aos Pracinhas), no Aterro do Flamengo, para participar de condecoração a militares das Forças Armadas e civis.

Na solenidade, foi entregue a Medalha Vitória a 389 personalidades, civis e militares, além de 61 ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira. Instituições também foram contempladas.

O Dia da Vitória relembra o 8 de maio de 1945, quando as tropas do nazi-fascismo se renderam ao Alto Comando das Forças Aliadas e da antiga União Soviética.

Militares das três Forças participaram de cerimônia no Aterro do Flamengo (Foto: Nicolás Satriano/G1)
Militares das três Forças participaram de cerimônia no Aterro do Flamengo (Foto: Nicolás Satriano/G1)

Sem comentários sobre impeachment
O ministro evitou comentar o processo de impeachment que tramita no Senado Federal, em Brasília, e que pode ter como desfecho o afastamento da presidente Dilma Rousseff. Na próxima quarta-feira (11), caso o processo seja aprovado por 41 senadores, a presidente pode ser afastada ainda esta semana e ficar 180 dias fora do cargo.

“A data de hoje é mais propícia para celebrar os feitos dos nossos soldados, a defesa da soberania da nação e a defesa da democracia. Sobre esse assunto [impeachment], a presidente da República tem se manifestado. E a ela eu devo todo apoio e toda a solidariedade”, ponderou o ministro.

Rebelo evitou fazer qualquer análise sobre o possível afastamento de Dilma e afirmou que sua correligionária, a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B), é quem acompanha o processo no Senado. Questionado sobre cortes no orçamento da Defesa em um eventual governo do vice-presidente Michel Temer, o ministro disse que não poderia debater o assunto por entender que só teria a falar sobre o governo Dilma.

Para os Jogos 2016 Aldo Rebelo diz ter preparados 40 mil militares.
Segundo ele, Brasil está preparado para ameaça de terrorismo.

Segurança em escolas preocupa

Mário Sérgio
Foto: V Notícias 

O arrombamento de escolas em São Francisco de Itabapoana tem preocupado professores, alunos e reponsáveis ou pais de estudantes. No total, três unidades municipais e uma estadual foram alvo de bandidos nas últimas semanas, além de uma instituição que foi incendiada e o fato foi atribuído ao vandalismo.

A Prefeitura Municipal de São Francisco de Itabapoana informa que com relação a todas as invasões escolares (nas localidades de Estreito, Santa Rita e Aroeira) foram feitos os registros de ocorrência na Delegacia Legal de São Francisco. Providenciamos, também, vigias para as principais unidades escolares da zona urbana e rural de São Francisco de Itabapoana.

A equipe de reportagem tentou contato com o comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Marcos Aurélio Louzada, que é responsável pelo policiamento em São Francisco, Campos, São João da Barra e Bom Jesus do Itabapoana, mas não obteve êxito.

Na madrugada da última sexta-feira, o Colégio Estadual Pedro Cerqueira foi arrombado. O crime só foi descoberto após funcionários chegarem ao local para trabalhar. Foram levados uma televisão 32 polegadas, um notebook, um data show e algumas câmeras de monitoramento. A Secretaria Estadual de Educação foi procurada para saber o que tem sido feito para reforçar a segurança,  sem êxito.

Já no dia 30 de abril, a escola municipalizada João Paes Viana, na localidade de Aroeira, também amanheceu arrombada. Os suspeitos entraram na escola, após terem retirado a grade da parede e arrombado a porta. Em seguida, levaram gêneros alimentícios, micro-ondas, liquidificador, batedeira, computador, roteador, televisão com DVD e uma bomba hidráulica.

No dia 19 de abril, a Escola Municipalizada Josefino Barros de Menezes, localizada na Estrada entre as localidades de Santa Rita e Estreito, também foi alvo de bandidos. Uma funcionária que chegou por volta das 6h e percebeu o arrombamento. Os suspeitos levaram computador, teclado musical, violão, alimentos, micro-ondas, liquidificador, notebook, ventilador, dvd e tv 21 polegadas.

Vinte dias antes, uma outra escola também na localidade de Estreito também foi arrombada e suspeitos levaram computadores, merenda e outros materiais.

Incêndio – No dia 21 de março de 2016, Um incêndio destruiu uma das quatro salas de aula da Escola Municipalizada Grimaldo Manhães de Lima, na localidade de Santa Luzia. Na ocasião, a secretaria de Educação e Cultura disse que “a suspeita inicial é que tenha sido uma ação de vândalos”.

Assim como Marinha, Exército tem vagas

Foto: Divulgação

As oportunidades para a carreira militar seguem em alta com salários que podem chegar a R$ 9 mil. Além de cinco editais para áreas da Marinha, o Exército também abriu as inscrições para sua Escola Preparatória de Cadetes (EsPCEx), oferecendo 440 candidatos, sendo 400 vagas masculinas e 40 femininas.

As inscrições seguem até o dia 28 de junho. Os candidatos devem ter nível médio completo, ter entre 17 e 22 anos de idade e, no mínimo, 1,60m para o sexo masculino e 1,55m para o sexo feminino. Candidatos masculinos com até 16 anos podem ter altura mínima de 1,57m, se exame especializado revelar a possibilidade de crescimento.

Os pedidos de participação são recebidos pelo site www.espcex.ensino.eb.br, mediante o preenchimento do formulário disponível na página eletrônica e pagamento da taxa de R$ 90,00, por GRU.

O curso, de nível superior, será realizado em cinco anos em regime de internato, sendo que um será cumprido nas instalações da EsPCEx, em Campinas – SP, onde o militar em formação recebe o título de aluno, e os últimos quatro anos na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende-RJ, onde a titulação será de cadete.

A seleção é composta por etapas de Exame Intelectual (EI), Verificação dos Requisitos Biográficos, Inspeção de Saúde (IS) e Exame de Aptidão Física (EAF).

Marinha – Outro concurso público também aberto recentemente é para a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). São 60 vagas nos cursos técnicos para técnico em eletrônica, técnico em eletrotécnica, técnico em estruturas navais e técnico em mecânica da Escola Técnica do Arsenal de Marinha (Etam).

Do total das oportunidades, 5% são reservadas para pessoas com deficiência. Após a conclusão e comprovação da aprovação nos cursos técnicos, os candidatos serão indicados para preenchimento de vagas na Emgepron, no cargo de técnico de projetos navais.

Os candidatos devem possuir como escolaridade mínima o ensino médio completo. As vagas são para a cidade do Rio de Janeiro. Os cursos técnicos têm duração de 18 meses, no horário das 7h30 às 15h30, de segunda a sexta-feira.

As inscrições devem ser feitas até o próximo dia 10 pelo site http://concursos.biorio.org.br. O valor da taxa de inscrição será de R$ 40. A aplicação da prova objetiva está prevista para o dia 22 deste mês, no município do Rio de Janeiro, às 9h, e terá duração de 4 horas. O início dos cursos de formação será no dia 05 de julho.

Também seguem abertas as inscrições para o ingresso no Corpo de Engenheiros da Marinha (CP-CEM) em 2016, ao Quadro Técnico do Corpo Auxiliar (CP-T) e para capelães navais do Corpo Auxiliar (CP-Capnav). Outro edital oferece 25 vagas para os quadros complementares de oficiais intendentes da Marinha (CP-QC-IM) em 2016, sendo cinco destinadas aos candidatos negros. Em aluns cragos os saláris chegam a R$ 9 mil.

Calçadão tomado por solidariedade

 

Foto: Rodrigo Silveira

O Sindicato dos Trabalhadores de Enfermagem de Campos (Sintec) abriu, no último sábado, no Boulevard Francisco de Paula Carneiro, no Centro, a Semana de Enfermagem e, ainda, fez o lançamento do Projeto Social “Ação Integrada de Assistência à Vida (AIAA) — Justiça e Fraternidade”. O projeto reúne ações de prevenção a doenças, de acordo com os organizadores, do corpo e da alma, já que este será realizado em parceria com igrejas e instituições religiosas do município.

Durante a manhã, até as 14h, o Calçadão ficou tomado por profissionais auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem, enfermeiros, nutricionistas, além de assistentes sociais, que transformaram o local em ambulatórios improvisados com tendas para aferição de pressão arterial, teste de glicemia, orientações sobre nutrição e como aproveitar melhor os alimentos, entre outras orientações.

Um pouco mais adiante do Calçadão, religiosos de diferentes igrejas chamavam a atenção das pessoas com louvores e orações. O grupo teatral Risco e Rabisco animou principalmente as crianças, com músicas evangélicas voltadas a elas. Uma tenda foi montada no local especialmente para orações.(A.N.)

Presidente interino da Câmara tenta anular impeachment. Senado ignora

Waldir Maranhão

Waldir Maranhão

 

Mesmo aliado do governo Dilma Rouseff (PT), o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB/AL), vai ignorar (aqui) a decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que acolheu recurso da advocacia geral da União para anular três sessões da Câmara Federal que resultaram na autorização da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Assim, no lugar de devolver o processo à Câmara, como pediu Maranhão, em decisão noticiada (aqui) em primeira mão pela Folha de São Paulo, Renan vai manter o calendário do impeachment no Senado, com a leitura do relatório favorável ao afastamento da presidente nesta tarde.

Investigado na operação Lava Jato, Waldir Maranhão viajou no último domingo (08) para São Luís (MA), tentando costurar apoio político para permanecer na presidência da Câmara. No domingo (08), o deputado retornou a Brasília no início da noite, no jatinho da FAB destinado ao deslocamento das autoridades federais. A bordo também estava o governador maranhense Flavio Dino (PCdoB), aliado do governo Dilma. A coluna do Lauro Jardim informou (aqui) que quem também estaria por trás da decisão seria o ex-presidente da Câmara e aliado de Maranhão, Eduardo Cunha (PMDB), afastado (aqui) em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última quinta (05).

Depois da sua decisão, Maranhão (o deputado, não o Estado) já enfrenta ameaça de expulsão do PP e de ser derrubado da presidência pela bancada pró-impeachment na Câmara. A OAB nacional considerou a tentativa de anulação “um vale tudo à margem da Constituição”.

 

Atualização às 12h13: Aqui, a jornalista Suzy Monteiro foi a primeira a noticiar o fato na blogosfera goitacá.

 

Atualização às 12h32: Deputados pró-impeachment, entre eles os integrantes da Mesa-Diretora, estão correndo para a Câmara. Vão se reunir e tentar encontrar uma maneira de derrubar a decisão de Waldir Maranhão. Os técnicos da Câmara já estão trabalhando numa solução e os integrantes da Mesa avaliam até mesmo a possibilidade de um ato da direção da Casa invalidar a decisão de Maranhão.

 

Atualização às 12h40: Técnicos da Câmara dizem que, como o processo de impeachment já está no Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB/AL), poderia simplesmente ignorar a decisão de Waldir Maranhão que cancelou a votação do impeachment. O corpo técnico disse ainda que o presidente da Câmara não pode, numa canetada, anular uma decisão soberana do plenário. Apesar da fragilidade da decisão de Maranhão, caso Renan diga que precisa esperar uma resolução da Câmara antes de tocar o impeachment, pode ser preciso que algum deputado levante uma questão de ordem em plenário para derrubar a canetada de Maranhão.

 

Atualização às 12h44: Antes mesmo de Waldir Maranhão anunciar a decisão de anular o impeachment de Dilma, aliados do governador maranhense Flavio Dino  já ventilavam a possibilidade. Dino teve papel importante em obter o voto do então vice-presidente da Câmara contra o impeachment. O governador esteve em Brasília no domingo e se reuniu com o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Depois, conversou com o presidente interino da Câmara.

 

Atualização às 12h50: O presidente da OAB nacional, Claudio Lamachia, divulgará nota à imprensa criticando a decisão de Waldir Maranhão que cancelou a votação do impeachment. Segundo ele, a votação que aprovou o envio do processo para o Senado foi legítima e a canetada de Maranhão “atende a interesses momentâneos de alguns grupos políticos” e representa um “vale-tudo à margem” da Constituição.

 

Atualização às 13h14: A assessoria jurídica da Câmara Federal prepara um parecer em que dirá que a sessão que aprovou a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff foi um ato jurídico perfeito, não passível de anulação por decisão monocrática do presidente da Casa. Segundo os advogados da Casa, não existe previsão no regimento interno para o presidente responder a um recurso da Advocacia-Geral da União. O artigo 17 do regimento prevê apenas que ele responda a questões de ordem dos deputados, feitas em plenário. A assessoria jurídica da Câmara está reunida. O clima é de perplexidade com a decisão de Waldir Maranhão.

 

Atualização às 13h23: Como o jornalista Arnaldo Neto adiantou aqui na blogosfera goitacá, Waldir Maranhão emitiu nota oficial com seis motivos para anular três sessões da Câmara sobre o impeachment de Dilma:

“1. O Presidente da Comissão Especial do Impeachment do Senado Federal, Senador Raimundo Lira, no dia 27 de abril do corrente ano, encaminhou à Câmara dos Deputados, ofício em que indagava sobre o andamento de recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União contra a decisão que autorizou a instauração de processo de impeachment contra a Sra. Presidente da República, Dilma Rousseff.

2.Ao tomar conhecimento desse ofício, tomei ciência da existência de petição dirigida pela Sra. Presidente da República, por meio da Advocacia-Geral da União, em que pleiteava a anulação da Sessão realizada pela Câmara dos Deputados, nos dias 15, 16 e 17 de abril. Nessa sessão, como todos sabem, o Plenário desta Casa aprovou parecer encaminhado pela Comissão Especial que propunha fosse encaminhada ao Senado Federal para a eventual abertura de processo contra a Sra. Presidente da República, Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade.

3. Como a petição não havia ainda sido decidida, eu a examinei e decidi acolher em parte as ponderações nela contidas. Desacolhi a arguição de nulidade feita em relação aos motivos apresentados pelos Srs. Deputados no momento de votação, por entender que não ocorreram quaisquer vícios naquelas declarações de votos. Todavia, acolhi as demais arguições, por entender que efetivamente ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão. Não poderiam os partidos políticos ter fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente. Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente os seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da Sra. Presidente da República ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo.

4. Também considero que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por Resolução, por ser o que dispõe o Regimento Interno da Câmara dos Deputados e o que estava originalmente previsto no processamento do impeachment do Presidente Collor, tomado como paradigma pelo STF para o processamento do presente pedido de impeachment.

5. Por estas razões, anulei a sessão realizada nos dias 15, 16 e 17 e determinei que uma nova sessão seja realizada para deliberar sobre a matéria no prazo de 5 sessões contados da data em que o processo for devolvido pelo Senado à Câmara dos Deputados.

6. Para cumprimento da minha decisão, encaminhei ofício ao Presidente do Senado para que os autos do processo de impeachment sejam devolvidos à Câmara dos Deputados.

Atenciosamente,
Deputado Waldir Maranhão
Presidente em exercício da Câmara dos Deputados”

 

Atualização às 13h33: Aqui o jornalista Guilherme Amado, divulgou que a decisão de Waldir Maranhão de anular a tramitação do impeachment de Dilma Rousseff foi uma orientação do seu aliado e antecessor na presidência da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Os dois se encontraram na última sexta-feira (06) em Brasília, quando Cunha tocou no assunto com ele. O objetivo de Cunha seria tentar retomar o controle do processo de impeachment, recuperando sua ascendência sobre o fim do governo Dilma e/ou o começo do governo Michel Temer (PMDB).

 

Atualização às 13h40: Aqui, o site “O Antagonista” denuncia que a anulação do processo de impeachment na Câmara foi redigido pelo advogado geral da União, José Eduardo Cardoso.

 

Atualização às 13h45:  Após a decisão de anular a sessão que do impeachment da presidente Dilma na Câmara, o presidente em exercício da Casa, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), deve ser expulso do partido. Um grupo de deputados do PP já acionou a Executiva da legenda para pedir sua imediata expulsão. Com isto, o partido deve também pedir o afastamento de Maranhão da presidência da Câmara, já que a vaga de vice é de indicação do PP. O argumento é que ele já havia contrariado a decisão do PP de fechar questão a favor do impeachment e, agora, voltou a confrontar o partido:

— Ele é um incapaz e vamos ainda hoje pedir a expulsão dele do partido. Tem que saber como foi essa articulação, que é criminosa. Ele não tem nenhuma capacidade mental de um golpe dessa envergadura. Precisa apurar quem mais está envolvido nesse golpe — afirmou o deputado Júlio Lopes (PP-RJ).

 

Atualização às 13h50: Nos minutos seguintes à divulgação da decisão de Maranhão de anular o impeachment de Dilma, divulgada em primeira mão pela Folha de São Paulo (aqui) às 11h51, a Bolsa de Valores foi para a mínima do dia, aos 49.907 pontos, enquanto o contrato futuro do dólar, com vencimento para maio, saltou para sua máxima, a R$ 3,700. A decisão inesperada puxou as ações preferenciais da Petrobras para queda de 12,30%, a R$ 8,84, na mínima do dia. Os papéis ordinários chegaram a cair 9,98%, a R$ 11,64.

 

Atualização às 13h58: Renan Calheiros vai ignorar a decisão de Maranhão pela nulidade do processo e manterá calendário do impeachment de Dilma no Senado. Confira aqui no furo da rádio CBN.

Por Aluysio, em 09-05-2016 – 12h10