Funcionários da Rogil querem legalizar paralisação

Funcionários da Rogil procuraram nesta quarta-feira (06/12) o Sindicato dos Rodoviários de Campos para tentar legalizar a paralisação. Eles estão de braços cruzados desde o último dia 24 em função do atraso de salários de quase três meses. O presidente do sindicato, Roberto Virgílio, adiantou que foi marcada uma assembleia com os trabalhadores para a próxima segunda-feira (11/12).

“Os rodoviários da Rogil nos procuraram hoje com a finalidade de legalizar a paralisação deles, pois entenderam que do jeito que está, pode ser prejudicial para os próprios funcionários”, disse Virgílio, informando que não só a Rogil que está inadimplente com os rodoviários. “Outras empresas estão devendo, mas os patrões apresentaram contrapropostas de pagar os atrasados dentro das condições deles e os rodoviários aceitaram”.

Um áudio de um funcionário da Rogil viralizou nesta terça-feira (05/12) nas redes sociais confirmando a ida de um grupo de funcionários até o sindicato nesta quarta-feira (06/12). “Estamos parados sem apoio de ninguém. Estamos sendo orientados em legalizar a paralisação e voltar a trabalhar com 30% da frota”, disse o funcionário, esclarecendo aonda que ontem foi realizada uma audiência na Justiça do Trabalho e ficou acordado de a prefeitura pagar a empresa em juízo para que os funcionários possam receber os atrasados.

A Procuradoria Geral do Município informa que está apurando se há débito com os consórcios de transporte coletivo, referente à gestão passada. A Prefeitura esclarece que não há nenhum débito referente ao exercício de 2017.  Só este ano, enquanto esteve em vigor o programa de passagem social, foram repassados cerca de R$ 22,6 milhões aos consórcios.

O Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) informou que “vem tomando todas as medidas necessárias para retorno, o mais breve possível, do atendimento às linhas que são de responsabilidade da empresa Rogil. O IMTT continua cobrando a retomada de, no mínimo, 30% da frota da Rogil para suporte aos locais onde há limitação no atendimento.  Multas vêm sendo aplicadas à empresa pelo não cumprimento do contrato. O IMTT mantém a agenda de reunião com a Rogil e, nesta quinta-feira (07), se reúne com uma comissão de moradores das localidades de Lagoa de Cima, Imbé, Aleluia e adjacências”. 

Fonte: Ururau

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