Combate à violência contra a mulher passa pela mudança cultural

O evento, organizado pela superintendência de Justiça e Assistência Judiciária, foi realizado na manhã desta terça-feira (10), no Teatro de Bolso Procópio Ferreira

A mudança cultural na sociedade e a necessidade de realização de políticas públicas foram os pontos centrais das palestras durante o fórum em comemoração ao Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher”. O evento, organizado pela superintendência de Justiça e Assistência Judiciária, foi realizado na manhã desta terça-feira (10), no Teatro de Bolso Procópio Ferreira. 

A secretária de Desenvolvimento Humano e Social (SMDHS), Sana Gimenes, destacou que a educação da sociedade é fundamental para que o quadro se reverta.

— Vivemos em uma sociedade violenta, porém as mulheres sofrem esse tipo específico atrelado à sua condição de gênero, que se manifesta em diversas práticas. Precisamos mudar esse discurso de dominação, e repensar a naturalização de algumas práticas contra a mulher, que foram se criando na sociedade, e se criando até mesmo nas vítimas. Para combater essa violência, além das leis que já temos, devemos focar na educação, a questão é educacional — disse Sana.

Para a presidente da Fundação Municipal da Infância e da Juventude (FMIJ), Suellen André de Souza, existe a necessidade do trabalho de empoderamento da mulher no município.

— A mulher sofre violência, através de preconceito, em espaços públicos quando tenta buscar novos espaços e desafios e, mais ainda, quando dão publicidade às violências que sofrem.  Mulheres sofrem diferenciação, com relação ao papel social que desenvolvem. Precisamos que seja compreendido que a violência contra a mulher é real e precisa ser enfrentada e combatida, e que direitos precisam ser respeitados às mulheres. Nada justifica a violência contra a mulher, nem contra qualquer ser humano — afirmou Suellen.

A deputada federal Cristiane Brasil destacou que, atualmente, mulheres são chefes de família em 40% dos lares brasileiros e recebem em média 25% menos que os homens. Ela frisou ainda a importância de políticas públicas para mudar o cenário de violência.

— Não há como uma sociedade moderna que pretende se desenvolver, suportar uma diferenciação dessas. Somos um país culturalmente paternalista e acostumado a reduzir a importância da mulher. Temos que brigar para mudar isso, e precisamos de mulheres mais atuantes, até mesmo politicamente, para que possamos lutar com mais força para virar esse jogo — concluiu Cristiane.

O fórum contou ainda com a participação de vereadores de representantes de municípios como São Francisco e São João da Barra.,

Fonte: Comunicação PMCG 

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