Aluna da Escola Técnica João Barcelos Martins conhece cientistas da Nasa

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Mylena Peixoto descobriu cinco asteroides que orbitam entre Marte e Júpiter

Tudo começou com o projeto Caça aos Asteroides, realizado pelo Clube de Astronomia Louis Cruls, em parceria com a Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) e a Nasa (National Aeronautics and Space Administration), em 2015. Mylena Peixoto, de 16 anos, aluna da Escola Técnica João Barcelos Martins, unidade da Faetec em Campos, descobriu cinco asteroides que orbitam entre os planetas Marte e Júpiter, feito que lhe garantiu um convite para conhecer dois grandes centros científicos americanos: a Nasa e o National Radio Astronomy Observatory (NRAO).

Ela e os outros jovens premiados com a viagem de dez dias – três universitários do Mato Grosso que venceram o desafio Cientista por um Dia – fizeram a primeira parada no Museu de Ciências de Houston, no Texas. No mesmo dia, uma surpresa: no jantar programado com diretores da Nasa, na casa de um deles, Charles Lloyd, também havia astronautas, que interagiram com o grupo.

“Foi um jantar grandioso, com pessoas importantes do mundo da Ciência, incluindo o diretor-geral de todo o complexo da Nasa. Eram todos simpáticos, perguntavam se tínhamos interesse em um dia trabalhar na Nasa e onde pretendíamos estudar”, disse a estudante.

Em seguida, a visita mais importante: a sede da Nasa, onde, segundo Mylena respira-se aprendizado, pois em todos os setores recebeu informações importantes, como no Centro de Treinamento.

A aluna ainda conheceu o Museu de Astronomia e Aeronáutica na cidade de Green Bank, no estado de Virgínia, onde está o maior Telescópio do Mundo e fica a sede da NRAO. No alojamento do centro de ciências dedicado à Astronomia, ela e estudantes de várias partes do mundo trocaram conhecimento e tiveram aulas de como identificar as ondas emitidas pelos astros. O grupo ainda fez pesquisas de análise de rádio-telescópios.

“O curso no observatório foi um dos momentos mais emocionantes, foi uma oportunidade rara fazer aquela capacitação. Outro ponto muito gratificante foi poder conversar com o pessoal da Nasa. Eles me deram conselhos e se colocaram à disposição para me orientar caso eu queira ingressar em algum centro de estudo importante. Tive certeza de que estou no caminho certo”, explicou Mylena, que sonha em ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica e, um dia, chegar à Nasa.

De volta à Terra

Mylena contou que já sente saudades do que viveu nessa viagem – mas a “vida de cientista” continua aqui no Brasil. Atualmente, ela participa do projeto Eratóstenes Internacional, um programa que reúne professores, alunos e clubes de astronomia de diversos países para a medição do raio da Terra.

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