Pezão diz que empréstimo usando royalties como garantia ajudaria o RJ

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, comemorou nesta sexta-feira (11) as declarações do ministro da Fazenda sobre as possibilidades para o Governo Federal ajudar os estados em crise. Meirelles descartou intervenção federal, mas disse que uma das possibilidades analisadas é que o Rio de Janeiro “possa dar como garantias receitas provenientes da exploração do petróleo de anos à frente”. Os empréstimos seriam feitos por bancos privados (veja como foi a cobertura da entrevista coletiva de Pezão em tempo real).

 

RJ CONTRA A CRISE
Estado faz plano para sair da calamidade

“Eu fico muito feliz porque o compromisso nosso, que tinha sido colocado pela equipe econômica, é que nós, em contrapartida, fizéssemos a reforma do estado, fizéssemos a reforma da Previdência”, disse Pezão, que no dia 4 anunciou um pacote de medidas para equilibrar as finanças do estado.

Pezão falou que as ações propostas por Meirelles, dentro de uma cesta de produtos, são iniciativas que ele pediu há um ano e meio ao Tesouro Nacional.

“Essa é uma proposta que estamos pedindo há um ano e meio ao Tesouro Nacional, levando com pareceres de economistas e mostrando que a securitização de ativos não impactavam no déficit primário. É uma operação não só dos royalties do petróleo. Nós colocamos royalties do petróleo, dívida ativa e ações da Cedae dentro de uma mesma cesta.  Eu acho que finalmente então aceitaram a nossa proposta. É para o Rio de Janeiro fazer a travessia nesse momento, enquanto aprovam as nossas medidas. Se eu tivesse conseguido isso antes, o estado do Rio não teria passado por esse problema. Cansei de falar que nós não estávamos inventando a roda aqui porque isso já foi feito para outros estados”, completou.

Pezão concede entrevista coletiva no Palácio Guanabara (Foto: Kathia Mello/G1)Pezão concede entrevista coletiva no Palácio Guanabara (Foto: Kathia Mello/G1)

Pezão comentou também que torce para que não se tenha mais arrestos, para que possa regularizar os salários dos servidores, e reforçou que essa é a pior crise que o Estado já enfrentou.

“É pior que a Grande Depressão. Nunca na história desse país tivemos uma crise como essa.  Nunca tivemos uma crise com -7% de decréscimo. Não existiu isso no país antes e isso afeta profundamente nossas finanças”, ressaltou.

“Hoje, comecei a pagar hoje os servidores da educação, foi primeiro dia que conseguimos acessar o caixa do Tesouro. Vou ver agora com o secretário Gustavo para dar o mínimo de um calendário e torcer para não ter mais arresto”.

Pezão voltou a falar no déficit da previdência e na importancia de fazer as reformas. Segundo ele, com a retirada da medida a perda é de R$7 bilhões. “Nao dá para a gente ter 66% de aposentadorias especiais. Isso vale para o país e para todos”. Citou também as aposentadorias dos policiais militares e dos bombeiros. “Eu não posso contratar policiais, não posso pagar os que estão aí”.

Sobre o combustível para os carros da polícia ele disse que está fazendo um acordo com a BR Distribuidora. Ele também falou da apreensão de combustíveis nas barreiras fiscais. E ele já pediu a liberação desse combustível que é apreendido de distribuidoras que sonegam ao estado. São mais de 3 milhões de litros e mais de um 1,4 milhão já está liberado.

“O que eu estou pedindo ao Tesouro é para flexibilizar num momento de dificuldade do país. Não tem intervenção. Acho que a gente conseguiu sensilizar o governo com essa operação”.

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