Professores do Liceu em ato no Centro

Fotos: Bárbara Cabral

Segurando cartazes e distribuindo panfletos, pelo menos 10 professores do Liceu de Humanidades de Campos realizaram um ato na manhã desta terça-feira (10), no Centro de Campos. A ação, em apoio à greve nas unidades escolares estaduais, teve início às 8h30, no Boulevard Francisco de Paula Carneiro, de onde os professores seguiram para a praça do Santíssimo Salvador. O principal objetivo do ato, segundo o professor de Geografia Rafael Neves, é “esclarecer a população sobre o real motivo da greve”. Cerca de 20 alunos ainda ocupam o Liceu de Humanidades em sistema de rodízio.

Segundo Rafael, os professores estão lutando por melhores condições de trabalho para beneficiar os estudantes. “Queremos deixar claro que o ato de hoje é separado do movimento de ocupações, apesar de também o apoiarmos. Existe uma parcela da população achando que a greve é só uma questão salarial. Queremos sim que o governador resolva a situação dos salários atrasados, a contribuição do Previ-Rio, entre outros assuntos, mas existem questões urgentes que a coordenadoria já poderia ter resolvido, como as questões estruturais, que interferem no dia a dia escolar e estão deixando passar batido”, esclareceu o professor.

Os professores informaram que as escolas estão sem condições de funcionar, tanto para os professores, quanto para os alunos, devido às condições precárias e à falta de segurança. “O Liceu de Humanidades de Campos é uma unidade com um total de 2.500 alunos. Como controlamos a entrada de pessoas e garantimos a segurança deles se não há porteiro? Como os professores aplicam provas e atividades, se não há papel? Além disso, também não temos mais funcionários de limpeza. Até o ano passado, mesmo com salários atrasados, eles trabalhavam em sistema de rodízio. Este ano, o contrato foi encerrado, e agora? Quem faz a limpeza? O Liceu é uma unidade grande, que funciona de manhã, tarde e noite. Não há condições de trabalhar em um ambiente completamente sujo”, disse.

Em Campos, oito escolas seguem ocupadas: Escola Técnica Estadual João Barcelos Martins e Instituto Superior de Educação Professor Aldo Muylaert (Isepam), ambas da rede Faetec, Escola Estadual Nelson Pereira Rebel, Colégio Estadual José do Patrocínio (Cejopa), Liceu de Humanidades de Campos, Colégio Estadual Thieres Cardoso, Colégio Paula Barroso e Colégio Estadual General Dutra.

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