Terapia genética para o câncer deve chegar ao Brasil em 2018

Salto estratégico na oncologia, a terapia capaz de ensinar células do sistema imune a lutar contra o tumor deve chegar ao país no ano que vem. Hospital em São Paulo já prepara infraestrutura.

A estratégia de editar geneticamente nossas células de defesa para que elas “aprendam” a combater o câncer parece não estar tão longe do alcance dos brasileiros. Aprovada nos Estados Unidos comercialmente no final de agosto, a terapia que promete ser um salto importante na oncologia está na mira de vários centros no país e um deles reuniu condições para trazer a terapia no ano que vem — depois de levar pacientes brasileiros para instituições de excelência fora do país.

Foi o que aconteceu com Márcia D’Umbra, de 50 anos, que venceu um melanoma agressivo após se submeter a este tipo de tratamento em Israel (veja sua história mais abaixo).

Enquanto o Inca (Instituto Nacional do Câncer), público, que tem estudos em cobaias com a terapia desde os anos 1990, busca financiamento para levar a terapia adiante, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, privado, anuncia que deve fazer os primeiros tratamentos experimentais no Brasil em 2018. O hospital separou uma sala especial para isso e já tem pesquisadores nos Estados Unidos em treinamento. A ideia é ser o primeiro centro de terapia genética do câncer na América Latina.

O investimento do Einstein para começar a terapia por aqui está avaliado em US$ 7 milhões (mais de R$ 22 milhões) — com US$ 2 milhões (cerca de R$ 6,3 milhões) destinados a uma sala especial de esterilização. “É uma estimativa genérica porque, mais importante que a infraestrutura, vão ser os investimentos em pesquisa”, diz Wilson Pedreira, diretor do Centro de Oncologia do Einstein. 

Fora do país, o custo dos tratamentos para os pacientes gira em torno de US$ 300 mil (cerca de R$ 945 mil), como mostra detalhamento abaixo.

G1 entrou em contato com o Hospital Sírio Libanês e com o A.C Camargo, outros centros de referência no tratamento do câncer no Brasil, e nenhum dos dois apresentou projetos a curto prazo para implementar essas novas terapias. “As barreiras são financeiras e tecnológicas”, disse Yana Novis, coordenadora de onco-hematologia do Centro de Oncologia do Hospital Sírio- Libanês.

A primeira das novas terapias para o câncer que deve chegar ao Einstein é a TIL, indicada para o melanoma. Mais para frente, serão disponibilizados protocolos de CART-CELL, imunoterapia que tem apresentado bons resultados em leucemias. Essas terapias, no entanto, ainda deverão ser regulamentadas por órgãos reguladores e comitês de pesquisa.

De qualquer modo, segundo especialistas ouvidos pela reportagem, não se trata de anunciar uma terapia longínqua, fruto de um otimismo um tanto precipitado: de fato, a imunoterapia genética, façanha que desde os anos 1980 tem sido apontada como o “sonho” da medicina no câncer, pode ser a diferença entre a remissão e a cura no tratamento de tumores no país.

Trata-se de um salto estratégico muito mais que apenas mais uma novidade em tratamentos. A medicina com a imunoterapia genética tem a possibilidade de fazer com que o corpo “aprenda” a combater o tumor caso ele volte — técnica que é bem diferente de eliminar células cancerígenas por meio de cirurgia ou quimioterapia.

“Essa é uma terapia que ficou quente nos últimos anos porque os resultados em leucemia foram muito promissores”, diz Martin Hernan Bonamino, pesquisador do Inca e coordenador do grupo de câncer da Fiocruz.

“É o mesmo conceito hoje da Aids, o câncer pode deixar de ser letal e ser controlável. As terapias estão caminhando nesse sentido”, diz Wilson Pedreira, diretor do Centro de Oncologia do Einstein.

 “São as células-soldado do sistema imune que entram em ação contra o tumor”, diz Antonio Carlos Buzaid, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, especializado em melanoma.

Não à toa o número de estudos clínicos que estão investigando a nova estratégia é alto e, se considerarmos os números de estudos ainda em andamento, a probabilidade de novas descobertas serem feitas nos próximos anos é ainda maior.

Em consulta feita no dia 20 de setembro no clinicaltrials.gov, plataforma que cadastra estudos clínicos em todo mundo, havia o registro de 382 estudos clínicos com CART-Cell, com 195 deles recrutando pacientes e 75 deles completados.

Como qualquer nova terapia, contudo, os desafios também são novos — muitos deles desconhecidos da oncologia até agora.

As principais estratégias

Disponível apenas para alguns tipos de câncer, são três as principais estratégias de terapias celulares: CART-Cell, disponível para leucemia; T CELL “Engendrado”, pesquisada para melanoma e sarcoma; e TIL, usada também para o melanoma. Confira como funciona cada uma delas:

1 – CART-Cell

A estratégia da CART-Cell consiste em habilitar linfócitos T, células de defesa do corpo, com receptores capazes de reconhecer o tumor. O ataque é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose.

Indicações até agora: Linfomas e leucemia linfoide aguda (o câncer mais comum em crianças). Nas leucemias em crianças, a taxa de sucesso dessa terapia é alta (superior a 50%, em média).

Onde o processo está mais avançado: Estados Unidos.

Preço: Os processos são experimentais. Nos Estados Unidos, no entanto, é possível pagar para entrar no protocolo. Por lá, a terapia sai por US$ 300 mil (cerca de R$ 945 mil) em média.

2 – T CELL ‘Engendrado’

O processo é parecido com o do CART-Cell. A diferença aqui é que, enquanto a célula de defesa reconhece antígenos (partícula que deflagra a produção de um anticorpo específico) na superfície do tumor, o T CELL engendrado é capaz de reconhecer antígenos mais profundos que são processados e apresentados na superfície da célula cancerosa. 

Onde está sendo estudado: National Institute of Health (Estados Unidos).

Indicações com mais sucesso até agora: Melanoma (câncer grave de pele) e Sarcoma sinovial (tumor das partes moles).

Estimativa de custo: Não há ainda. Os resultados são bem preliminares mas há pacientes aparentemente curados com essa técnica.

3 – Terapia ‘TIL’

O processo consiste em retirar o tumor do paciente e extrair as células de defesa (linfócitos T que infiltram o tumor), cultivá-las em laboratório, expandir em grande quantidade e depois reinjetá-las no paciente.

Ao contrário do CART-Cell, não há terapia genética e o processo tende a ser mais seguro (embora ainda seja bem mais complicado que as terapias convencionais).

Onde está sendo estudada: Israel, Holanda e Estados Unidos; no Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein planeja para o próximo ano iniciar os tratamentos dos primeiros pacientes.

Indicação: Melanoma, com taxa de cura em torno de 30% dos casos

Preço estimado: US$ 200 mil em Israel ( cerca de R$ 630 mil)

Um caso de cura

Ava Christianson já tinha passado por várias rodadas de quimioterapia e estava pronta para mais uma. Acabou se tornando um dos casos mais repercutidos de cura pela nova terapia chamada de CAR T-Cell.

O procedimento, de acordo com reportagem do “The Washington Post”, demorou cinco minutos no Centro Clínico dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) — na época, a garota tinha 8 anos e convivia com a doença desde os 4 anos. A remissão da doença começou um mês depois. 

O rápido procedimento passado por Christianson é a injeção de suas próprias células T, parte fundamental do nosso sistema imunológico. Elas foram modificadas para rastrear e matar as células tumorais.

Christianson era a paciente teste de nº de 18 do NIH, que ainda é o centro-chefe das pesquisas sobre o novo tratamento. Os resultados positivos direcionaram à aprovação pela FDA, órgão similar à Anvisa dos EUA. A Novartis, empresa que possui a patente, informa que a taxa de remissão nestes casos é, em média, de 83%.

Brasileiros buscam solução fora

Já existem pacientes brasileiros que viajaram para o exterior atrás de uma cura com a terapia. Márcia D’Umbra, de 50 anos, sobreviveu a um melanoma agressivo após se submeter ao tratamento do TIL, em Israel, há 5 anos. “Quando vou ao consultório, o médico brinca: estou quase achando que você está curada”. “Era a única chance que ela tinha”, diz Antonio Buzaid, do Einstein, que ajudou Márcia a conseguir o tratamento em Israel.

“Depois de Israel, não tinha mais o que fazer no meu caso. Era uma situação de total risco”, diz Márcia.

Antes da viagem a Israel, Márcia tentou todos os protocolos clínicos para o tratamento do melanoma no Brasil. Passou por quimioterapia e por medicamentos de ponta disponíveis para a condição, como o ipilunumab. A família também chegou a procurar um tratamento nos Estados Unidos, mas Márcia não correspondia a todos os critérios para entrar no protocolo.

Com o melanoma em metástase, Márcia chegou a ter dois tumores no sistema nervoso central. Cinco anos após a terapia em Israel, ela conta da vida normal que passou a levar, livre dos tumores que tinham se espalhado por seu corpo.

“Quando eu fiquei doente, eu tinha metástase cerebral, eu não podia mais dirigir, eu perdi todo o domínio da minha vida, de tudo. Hoje eu tenho uma vida normal”, relembra.

As dificuldades do tratamento

Apesar de já estar disponível para algumas condições e se revelar promissor, na prática, o processo do tratamento da terapia genética é bastante complexo e desafiador. Por esse motivo, poderá levar algum tempo até que o procedimento esteja disponível para mais tipos de câncer.

Veja abaixo algumas das barreiras ainda a serem vencidas:

Efeitos colaterais: estudo publicado na “Nature Review Clinical Oncology” alerta para efeitos colaterais letais da terapia — como a toxicidade neurológica e o inchaço no cérebro. Uma outra questão é a chamada “síndrome de liberação de citoquinas (SIR)”, resposta imune progressiva que causa sintomas semelhantes à gripe, mas com potencial fatal nos pacientes.

Especificidade: para garantir o sucesso da terapia, os cientistas modificam o linfócito T para que ele seja capaz de reconhecer uma estrutura específica do tumor. Isso é, ao mesmo tempo, o motivo do sucesso e do eventual fracasso da terapia, pois caso essa estrutura utilizada para “ativar” o linfócito não seja de fato específica e, por algum motivo, o paciente tenha a presença desses antígenos em alguma outra parte do corpo, a terapia perde a sua especificidade. Resultado: a célula de defesa também poderá atacar células do corpo saudáveis, uma vez que o linfócito está treinado para reconhecer especificamente essa estrutura e não o tumor por inteiro.

“Esse é um processo muito complexo e é por esse motivo que a terapia não está disponível para mais condições”, diz Antonio Carlos Buzaid, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, especializado em melanoma. “Não é para todo mundo porque ela será desenhada para tumores específicos”.

“Um estudo clínico que testou a terapia para o controle de câncer de mama com antígeno HER 2 acabou não funcionando por esse motivo. Uma paciente que tinha um pouquinho desses receptores no pulmão morreu com o órgão totalmente destruído em horas”.

Precocidade: de acordo com Yana Novis, coordenadora de onco-hematologia do Centro de Oncologia do Hospital Sírio- Libanês, ainda não há tempo suficiente em testes para avaliar os efeitos do tratamento a longo prazo no corpo humano.

“Muito importante quando se mexe com engenharia genética é tentar entender o que esse tipo de terapia pode, quem sabe, trazer de impacto no futuro”, disse.

“Os estudos são todos precoces e os pacientes precisam ser acompanhados em um período de tempo mais longo. Precisamos ver se além de trazer a cura, podemos trazer algum outro impacto na vida do paciente”, explicou.

“Isso porque quando você está ativando todo um sistema imune pra combater um câncer, você não tem tanto controle sobre ele. É uma preocupação que todos têm com CAR-T. Pode ser que não aconteça nada, pode ser que esse sistema imunológico desregulado por nós de uma maneira a curar uma doença, possa causar outra no futuro”, aponta.

Logística: Atualmente, as terapias celulares estão sendo voltadas especificamente para cada paciente. “Isso é um desafio logístico importante, as células têm que viajar, ser modificadas e devolvidas. O reparo leva de 20 a 30 dias”, relata o oncologista do Inca.

Novo x convencional

Na forma convencional, o tratamento dos cânceres sanguíneos é feito com quimioterapia. Já no caso de câncer com órgãos sólidos, de acordo com o oncologista Márcio Paes, pode-se pode fazer uma cirurgia para a retirada do tumor e também usar a radioterapia.

“Realmente é um tratamento ainda muito tóxico. Cai o cabelo, causa fraqueza, náuseas. A radioterapia pode dar uma sensação de queimadura e fadiga”, explica, sobre os métodos convencionais.

Por outro lado, o médico diz que o mecanismo das novas terapias pode causar um efeito inflamatório, porque o corpo “luta” contra si mesmo.

“Para os tratamentos novos há uma expectativa muito boa de que possam causar poucos efeitos colaterais. Mas há riscos, pode haver reações graves que podem levar o paciente à UTI. O efeito é uma reação inflamatória grave, mas sem queda de cabelo, por exemplo”.

“É um tratamento menos tóxico e com uma taxa de resposta positiva maior”, completa.

Regulamentação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informa que não houve um pedido formal para o uso da terapia genética no Brasil. Com isso, as terapias celulares seriam aplicadas em caráter experimental – nesse caso, sob a supervisão do Conep (Comitê Nacional de Ética em Pesquisa), que deve aprovar o protocolo em que cada terapia será utilizada.

Para deixarem de ser experimentais, os serviços deverão pedir aprovação na Anvisa e também passar pela Comissão de Novos Procedimentos do Conselho Federal de Medicina.

Além disso, mesmo quando aprovadas, as terapias celulares só serão usadas em pacientes que não responderem aos tratamentos tradicionais, já que se trata de um processo mais invasivo e extremamente complexo.

Preços e o desafio para o SUS

Os preços para terapia celulares fora do país estão avaliados em US$ 300 mil (cerca de R$ 945 mil) em média — um valor que tem por base o preço do transplante de medula óssea.

Segundo Martin Bonamino, do Inca, apesar de aparentemente altos, os custos da terapia não estão tão fora do conjunto de terapias mais modernas para o câncer — medicamentos como o “Trastuzumabe”, por exemplo, terapia biológica usada para o tratamento do câncer de mama, tem por custo uma variaçao de preço entre R$ 20 a 30 mil mensais. O medicamento geralmente é usado por 18 meses. Já a maior parte das terapias celulares em andamento tem potencial para serem utilizadas uma única vez. 

Bonamino indica que o maior desafio será a chegada dessas terapias no sistema público. Para serem ofertados no SUS, diz ele, uma alternativa seria a fabricação dessas terapias no Biomanguinhos (laboratório público ligado à Fiocruz). “É fundamental que a gente tenha a capacidade de também produzir essa terapia por aqui”, diz.

Fonte: G1

 

Campos vai receber radiotransmissores da Secretaria de Estado de Segurança

O subsecretário de Comando e Controle da Secretaria de Estado de Segurança, Rodrigo Alves, e o superintendente de Comunicações Críticas, Alexandre Corval, entregam na próxima quarta-feira (18/10), novos radiotransmissores à Prefeitura de Campos. Com isso, 18 prefeituras passam a ser integradas através de radiotransmissores com o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova. Adquiridos e utilizados durante os Jogos Rio 2016, os rádios são um importante legado e permitem ainda a comunicação com outros órgãos de segurança, beneficiando diretamente a população destas áreas. Mais de 50 aparelhos serão entregues durante a cerimônia, que será realizada, às 11h30, no auditório da 6ª RISP (Região Integrada de Segurança Pública).

Desde o primeiro semestre, a Superintendência de Comunicações Críticas (SCCRIT) da Subsecretaria de Comando e Controle (SSCC) vem fazendo a entrega dos radiotransmissores em todas as regiões do Estado. As prefeituras de Niterói e São Gonçalo foram as primeiras a serem beneficiadas. Em seguida, foram alinhados convênios com os municípios do Médio Paraíba (Piraí, Barra do Piraí, Volta Redonda, Barra Mansa, Quatis, Porto Real, Resende e Itatiaia), assim como da Região Centro-Sul Fluminense (Valença e Paraíba do Sul) e outros municípios do estado e Baixada Fluminense, totalizando 29 acordos de cooperação firmados.

Do total de 12 mil aparelhos, cinco mil haviam sido cedidos pelo Estado inicialmente para a organização dos Jogos Rio 2016. Eles foram vistoriados e reconfigurados pela superintendência. Sete mil aparelhos já haviam sido incorporados à Polícia Militar e outros dois mil à Polícia Civil, enquanto duzentos estão em uso pela Secretaria de Segurança. Outros 300 foram entregues à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

Os 12 mil novos aparelhos são mais resistentes, inclusive à água, e contam com sistema digital no padrão TETRA criptografado, que garante a rápida resposta e comunicação segura entre as equipes operacionais espalhadas por todo Estado e o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Além da alta qualidade de som, os aparelhos permitem o monitoramento por GPS – com localização das equipes em campo por mapas digitais e identificação rápida do atendimento mais próximo da ocorrência – e longa autonomia da bateria. A tela dos novos aparelhos foi aprimorada e permite o envio de mensagens curtas, estilo SMS. Entre os acessórios, o rádio dispõe de sistema PTT (push to talk / aperte para falar) de lapela acoplado e fone de ouvido, itens que facilitam o uso.

Fonte: Ururau

Disponível edital para entidades de assistência a crianças

Edital traz regras para que entidades se candidatem a recursos do Fundo Municipal da Infância e Adolescência para o desenvolvimento de seus programas e projetos em 2018

Está disponível no Portal da Prefeitura Municipal de Campos o acesso ao Edital de Chamamento Público para que entidades assistenciais que trabalham com crianças e adolescentes se candidatem a recursos do Fundo Municipal da Infância e Adolescência para o desenvolvimento de seus programas e projetos em 2018. As entidades devem estar com registro ativo no Conselho Municipal de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMPDCA) e que possuam regularidade jurídico-fiscal. 

— As organizações da sociedade civil poderão apresentar suas propostas até o dia seis de novembro, na sede do CMPDCA, situada à Rua Barão de Miracema, nº 335, altos, Centro, no horário de 8h às 17h. Os formulários para apresentação das propostas poderão ser solicitados através do e-mail: equipetecnicacmpdca@gmail.com — explicou a assessora técnica do CMPDCA, Késya Paes.

As propostas serão aprovadas por deliberação do CMPDCA e os projetos contemplados de acordo com a disponibilidade orçamentária do Fundo Municipal da Infância e Adolescência no exercício para o exercício de 2018.

A reunião do CMPDCA que definiu as regras para a redação do Edital aconteceu no último dia 3, na sede do Conselho. Atualmente, sete entidades são beneficiadas pelo Fundo, perfazendo um total de nove projetos financiados.

Fonte: Comunicação PMCG 

Restituição do quinto lote do Imposto de Renda será pago hoje

Segundo o Fisco, o valor a ser restituído aos contribuintes será de R$ 3 bilhões

Nesta segunda-feira (16), a Receita Federal (RF) começa a creditar o quinto lote da restituição do Imposto de Renda de Pessoas Físicas de 2017. Ao todo, serão contemplados nesta fase 2.420.458 contribuintes e o valor a ser ressarcido pelo fisco é de R$ 3 bilhões. Nesse quinto lote ainda serão pagas valores residuais do IR de 2008 até 2016. 

Para saber se está entre os contribuintes que vão receber a restituição do Imposto de Renda, basta clicar neste  link.   Na data, os contribuintes que, por algum motivo ainda não receberam os valores em anos anteriores (ano base de 2008 até 2016) também podem consultar e verificar se a devolução será feita neste lote. Dos R$ 3 bilhões que serão ressarcidos, R$ 99,289 milhões referem-se aos contribuintes com prioridade no recebimento: 22.351 idosos e 2.849 com deficiência física, mental ou doença grave.

Como consultar

A Receita Federal informou que para saber se o valor foi disponibilizado neste quinto lote, o contribuinte deve acessar a página da instituição na internet. Aos que sentirem dificuldade na consulta online, outro canal disponibilizado foi o telefone. Pela Receitafone , no número 146, é possível verificar a situação da declaração do Imposto de Renda .

Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante a entrega de declaração retificadora .

Outra forma de consultar o lote e demais informações referentes ao IR de ano base 2017 é por meio do aplicativo da Receita Federal, disponível para smartphones e tablets. Nesse canal o contribuinte também consegue verificar a situação cadastral do CPF.

O valor da devolução fica disponível para saque durante 12 meses. Caso não ocorra o resgate do montante dentro do período estipulado pela Receita Federal, o mesmo deverá solicitar o seu direito por meio de requerimento feito pela Internet. Ele deve preencher o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Fonte: IG

Com renda menor, trabalhadores sem carteira e autônomos puxam recuperação do emprego em 2017

Quantidade de empregados com carteira assinada cai na comparação com o ano anterior, mas salário médio aumenta; entre as pessoas sem carteira e trabalhadores por conta própria o cenário é inverso.

A recuperação do mercado de trabalho brasileiro em 2017 é puxada pela expansão de vagas que tradicionalmente pagam menos e estão ligadas à economia informal: os empregos sem carteira assinada e os profissionais autônomos, os chamados trabalhadores por conta própria. E, neste ano, seus rendimentos médios estão ainda menores do que em 2016. No mercado formal, a situação é a oposta – há menos gente trabalhando com carteira assinada, mas o salário médio aumentou.

É o que apontam dados da última Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad) Contínua, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). O desemprego vem caindo mês a mês desde fevereiro.

Em agosto, último dado divulgado, o número de desempregados no Brasil caiu 4,8%. Em relação ao mesmo período de 2016, no entanto, o número de pessoas sem trabalho aumentou 9,1%.

A realidade do mercado de trabalho brasileira é bastante desigual. Enquanto a quantidade de empregados com carteira assinada caiu 2,2% no trimestre encerrado em agosto, na comparação anual, a de trabalhadores sem carteira subiu 5,4%.

Aumentou também o número de pessoas trabalhando por conta própria, com alta de 2,8%. O IBGE classifica o trabalhador por conta própria como aquele que desenvolve a própria atividade econômica e não possui empregado. A categoria abrange de camelôs a advogados.

Um dos que deixou o emprego formal na crise e voltou ao mercado de trabalho como autônomo foi Carlos Junho, de 45 anos. Depois de 8 anos trabalhando com carteira assinada na área de administração, ele ficou desempregado em 2014. Sem conseguir emprego, apelou para a informalidade. Há um ano, ele trabalha como motorista na Uber.

“A decisão foi tomada no desespero mesmo. Tendo que pagar pensão [alimentícia], eu não tinha outra fonte de renda”, conta ele.

O trabalho de motorista de Uber paga as contas, mas Carlos Junho não está confortável com a condição informal do trabalho. “O problema é você não ter garantia nenhuma. Hoje você tem, amanhã, quem sabe?”, destacou.

Renda menor

Os dados também mostram que os trabalhadores por conta própria e sem carteira assinada estão ganhando menos. Enquanto os trabalhadores com carteira tiveram aumento médio de 3% em seus rendimentos, os que não possuem carteira tiveram queda de 2,2% e os que trabalham por conta própria, de 2,4%, já considerando os efeitos da inflação. Ao mesmo tempo, o rendimento dos empregadores subiu 8%.

“Essas pessoas estão ficando para trás na recuperação da economia”, comenta o economista Everton Carneiro, analista da RC Consultores, sobre o rendimento dos trabalhadores sem carteira e por conta própria.

Ele destaca ainda que, entre os profissionais autônomos, os mais prejudicados são os informais. “A vasta maioria dessas pessoas está em situação mais difícil. A gente tem muito mais camelôs do que advogados e contadores”, ilustra Carneiro.

Segundo o IBGE, 81,6% dos trabalhadores por conta própria são informais – não tem Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) – e 70% não contribuem com a Previdência Social. Dentre os quase 13 milhões de trabalhadores sem carteira assinada, 80,6% também não contribuem com a Previdência.

Do emprego formal ao bico

Francisco Cleiton, de 38 anos, trabalhou por mais de 15 anos no ramo de construção civil. Perdeu o emprego com carteira assinada na crise em 2015, junto com outros familiares. Hoje, a família faz comida em casa e vende marmitas na rua.

Cleiton conta que a quantidade de horas trabalhadas caiu – assim como a renda familiar. “O lado positivo de trabalhar informal é que a gente chega aqui, vende e quando acaba vai embora. Não tem que cumprir horário”. O lado negativo, enfatiza ele, é a incerteza quanto ao futuro do negócio e o fato de estar desprovido de garantias trabalhistas, como férias, 13º salário e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

“Sou mais feliz seguro. A informalidade não me dá essa segurança”, lamenta Cleiton.

Situação de emergência

O crescimento do trabalho sem carteira e por conta própria, mesmo com menos garantias e rendimento menor, “é reflexo da crise acentuada que tivemos”, como explica o economista Sergio Firpo, professor do Insper. “Isso faz com que o novo trabalhador acabe, nessa situação emergencial, aceitando salários menores do que o de costume, e possivelmente no mercado informal.”

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, diz que a condição de informalidade “não é boa no médio e longo prazo”. 

“Quando essas pessoas não estão amparadas pelo emprego formal, elas não têm acesso ao crédito, por exemplo. Isso é prejudicial tanto para o trabalhador quanto para o próprio país, já que você tem menos gente contribuindo com a Previdência e menos gente tendo acesso ao consumo”, diz Azeredo.

Novos postos: salários menores e menos qualificação

As vagas formais criadas neste ano oferecem salários menores que os postos que foram fechados. Firpo, do Insper, aponta que aqueles que perderam o emprego no segundo trimestre de 2017 tinham uma renda 9,7% maior, em média, do que os que foram contratados no mesmo período.

Mas a diferença de valores já foi maior em 2016, de cerca de 12,6%, e vem diminuindo. Firpo explica que, em um movimento de recuperação de crise como o de agora, o mercado de trabalho formal geralmente reabsorve primeiro os empregados de menor custo para as empresas – ou seja, os menos qualificados são os primeiros a se reposicionar. “As pessoas com menos experiência, mais jovens, têm um custo menor para a empresa empregar”, aponta o economista.

Francisco Cleiton sentiu isso pessoalmente enquanto procurava emprego. “No auge da construção tinham vagas de encarregado de obras de R$ 4 mil. Agora a oferta é de R$ 1,8 mil”, diz ele, que mesmo fazendo “quentinhas” para vender, segue tentando uma vaga com carteira assinada na área em que atuava antes. 

Isso não tem acontecido só na construção civil. A analista financeira Luíza Baeta, de 28 anos, procura emprego desde julho, quando a empresa na qual trabalhava informou aos funcionários que iria encerrar as atividades em setembro. Em três meses de procura, não conseguiu outro trabalho.

“Já fiz umas dez entrevistas. Em todas elas, os salários oferecidos estão, em média, 20% a 30% mais baixos e nem sempre oferecem todos os benefícios. O que estão oferecendo hoje é menos do que eu ganhava há dois anos”, conta Luíza.

Os economistas explicam que a oferta de salários menores é comum num momento de retomada da economia. “Você está diante de uma recessão, onde as empresas estão tentando reduzir gastos de todas as formas. É natural que isso se reflita, também, na oferta salarial”, aponta Azeredo.

Não é só teoria, como mostra a experiência de Cleiton. “Recentemente eu perdi uma vaga de pintor porque a empresa disse que minha capacitação era maior do que podiam pagar.”

Fonte: G1

Ponte da Integração ainda longe

A saga da ponte continua. A tão sonhada estrutura sobre o rio Paraíba do Sul, de 1,3 quilômetros de extensão e 16,2 metros de largura, que ligará os municípios de São João da Barra e São Francisco de Itabapoana ainda está longe de ser concretizada. Iniciada na década de 80, a obra prevê a solução para a acessibilidade entre os dois municípios. São Francisco, no lado norte, foi emancipado em 1996, quando foi iniciado um movimento pela retomada das obras, sem efeito. Quase quatro décadas após início das obras, o percurso é o mesmo, de barco ou pela estrada, dando a volta por Campos. As prefeituras lutam pela retomada das obras e o Governo do Estado apresenta novo prazo.

A estrutura, avaliada inicialmente em cerca de R$ 105 milhões, está sendo erguida na RJ 196, no trecho entre as interseções com a BR 356, na fazenda São Domingos, em SJB, e a RJ 194 na localidade de Campo Novo. Segundo o deputado estadual João Peixoto (PSDC), a previsão é de que as obras, paralisadas desde janeiro de 2016, sejam retomadas no próximo mês. “Estou cobrando porque, essa é uma promessa muito antiga de quando o governador ainda era vice. Na nossa última conversa, retomei esse assunto e ele se comprometeu com essa resposta”, ressaltou o deputado.

O superintendente do Departamento de Estradas e Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ), Ivan Figueiredo, afirma não ter confirmação do retorno. O órgão é responsável pela execução do projeto pela construtora Premag. A reportagem da Folha tentou contato com a Secretaria Estadual de Obras, mas não obteve retorno.

Para os municípios envolvidos, o atraso afeta o desenvolvimento. “Além de reduzir o tempo de viagem entre as duas cidades para apenas 20 minutos (atualmente é de quase duas horas), permitirá o melhor escoamento da produção agrícola, facilitará o acesso dos moradores de SFI para trabalhar no Porto do Açu, em SJB, e ainda fomentará o turismo, já que o município sanfranciscano tem 62 quilômetros de litoral, dos quais 80% deles de praias nativas, além de outras belezas naturais”, considerou a prefeita de São Francisco, Francimara. 

Prefeituras unidas em busca de solução

Desde a última paralisação, as prefeituras de SJB e SFI vêm tentando encaminhar a questão. No início de fevereiro, a prefeita Carla Machado, se reuniu com o secretário de Estado de Obras, José Iran Peixoto e solicitou o reinício das obras da ponte. Mesmo mês que o deputado estadual, João Peixoto protocolou uma indicação legislativa.

Em maio, o assunto foi debatido na Câmara de Vereadores de São João da Barra, por sugestão do Comitê de Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul (CBH-BPSI). No encontro, uma reunião com o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) foi acordada e realizada no mês seguinte.

Na ocasião, o governador afirmou vir à região entre a segunda quinzena de agosto e a primeira de setembro.

Até o momento, a certeza era que a retomada das obras envolvia a liberação de uma cota de R$ 10 milhões repassados pelo governo.

Em julho, a prefeita de SFI, Francimara Barbosa Lemos, informou, por meio de nota, que conversou diretamente com o governador, Pezão, além de ter participado de audiências com deputados estaduais solicitando o empenho dos parlamentares junto ao governo estadual para o retorno e a conclusão das obras.

Fonte: Campos24h

Concurso: Correios com 88 vagas abertas

Até o dia 20 de outubro seguem as inscrições para o concurso dos Correios. A seleção é para o preenchimento de 88 vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de níveis médio/ técnico e superior. Os salários vão de R$ 1.876,43 a R$ 4.903,05. O Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) é a organizadora responsável pela seleção.

Os cargos de nível superior são para enfermeiro do trabalho júnior, engenheiro de segurança do trabalho e médico do trabalho júnior. As vagas de nível médio são para auxiliar de enfermagem do trabalho e técnico de segurança do trabalho.

Do total das oportunidades, 10% são reservadas para pessoas com deficiência e 20% para negros. As inscrições devem ser feitas pelo site www.iades.com.br. A taxa é de R$ 50 para nível médio e R$ 70 para nível superior.

As oportunidades são para Rio de Janeiro, Brasília, Rio Branco, Maceió, Manaus, Macapá, Salvador, Fortaleza, Vitória, Goiânia, São Luís, Belo Horizonte, Campo Grande, Belém, João Pessoa, Recife, Teresina, Curitiba, Natal, Porto Velho, Boa Vista, Porto Alegre, São José (SC), Aracaju, Bauru (SP), São Paulo e Palmas. Não há vagas para o estado do Mato Grosso.

A prova está prevista para o dia 26 de novembro, no turno da tarde, e terão duração de quatro horas.

Segundo os Correios, a seleção tem como objetivo repor o quadro de profissionais técnico-especializados, em cumprimento às exigências de norma regulamentadora do Ministério do Trabalho. Essa norma estabelece, dentre outros critérios, a exigência legal mínima de um quantitativo de cargos para compor o SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho) da empresa. 

Fonte: Folha da Manhã

Seca: municípios da região vão a Brasília

Os municípios do Norte/Noroeste Fluminense têm até o início da próxima semana para fazer um levantamento dos prejuízos com a longa estiagem que castiga a região e fundamentar a edição de decretos de emergência a serem encaminhados ao governo federal a fim de amenizar os prejuízos. Nesta terça-feira, prefeitos e secretários estiveram reunidos, em Miracema, com o secretário Estadual de Agricultura e Pecuária, Jair Bitencourt, para encaminhar pedido de socorro a Brasília. 

Bitencourt viaja para a capital federal na próxima quarta-feira. Até lá, espera que os municípios tenham concluído toda a documentação para a formalização dos decretos e o reconhecimento formal da situação através da Secretaria de Desenvolvimento do Ministério da Integração Nacional. Itaperuna, Natividade, Aperibé, Porciúncula, Varre-Sai, Italva, Itaocara, São José de Ubá e Laje do Muriaé preparam o decreto.

Outros cinco municípios já fizeram o mesmo, casos de Bom Jesus de Itabapoana, Santo Antônio de Pádua, São Fidelis, Miracema, São Francisco de Itabapoana e Itaocara. Campos, Cardoso Moreira e Cambuci ainda não definiram se irão decretar emergência. Na preparação dos documentos, os municípios contarão com o suporte da Emater.

Na região, já são mais de quatro meses sem chuva. Só em São Fidélis, segundo a secretaria de Defesa Civil, são mais de 100 animais mortos e queda de 50% na produção de leite. Em alguns municípios, os moradores recorreram a carros-pipa.

Fonte: Campos24h

Transporte em Campos: Problemas se arrastam há anos

De um lado patrões que não pagam, do outro empregados parados por falta de dinheiro; no meio a população

Os problemas dos transporte coletivo são conhecidos, e tudo indica que vão continuar se arrastando por muito tempo. Essa semana a população de Campos foi surpreendida por mais uma greve dos rodoviários, fato que há anos vem se repetindo e com freqüência no município. O motivo principal tem sido o não pagamento mensal dos trabalhadores em dia, este ano, inclusive, a maioria das empresas chegou a atrasar até três meses de salários. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários de Campos, cerca de mil trabalhadores, entre motoristas e cobradores, compõem o quadro de funcionários das sete empresas de ônibus locais, além de fiscais e despachantes. 

A maior empresa de transporte do município e que cobre um maior número de linhas na cidade é a São João, hoje com cerca de 350 funcionários. Para a diretoria da empresa, o que dificulta ainda mais a crise nacional atual é o mesmo fator que há tempos vem agravando cada vez para a situação: o transporte irregular, as chamadas lotadas, entre outros problemas. E aí começa o impasse, já que a própria população afirma que não existem coletivos suficientes nas linhas para atendimento, a partir daí, abrindo brecha para as lotadas.

– O principal problema do transporte coletivo em Campos, que se arrasta há anos e se intensifica a cada dia, é a atuação de lotadas. Uma atividade ilegal, que compromete o serviço prestado à população e não traz qualquer benefício ao município. Além dos veículos ilegais, há as irregularidades na atuação de veículos permissionados, a falta de um projeto para o setor que otimize a atuação das empresas e a defasagem da tarifa, que ficou sete anos sem reajuste e não acompanhou o crescimento das despesas para a manutenção do funcionamento das empresas de ônibus – afirma a assessoria de comunicação da empresa São João.

PAGAMENTOS DEVIDOS

Discussões à parte, na última quarta-feira (11), em meio à greve dos rodoviários, a prefeitura se reuniu com representantes dos patrões e empregados, exigindo o retorno imediato dos ônibus, além da promessa de repasse do valor devido pela prefeitura aos consórcios, referente ao fechamento de setembro, na próxima segunda-feira (16) e que será consignado em juízo, para que seja repassado diretamente aos funcionários. Nesta sexta-feira (13), o Campos 24 Horas entrou em contato com a Superintendência de Comunicação da prefeitura para questionamentos junto ao IMTT e não obteve respostas.

No caso da São João, como forma de deixar as contas dos funcionários em ordem, a empresa está liberando dinheiro diariamente, até quitar o que está atrasado. A partir de então, afirma a assessoria da São João, eles passarão novamente a receber o salário integral mensalmente. “Em relação ao valor restante do mês de agosto (já havia sido dado um adiantamento), a São João irá quitar assim que a Prefeitura fizer o repasse referente a setembro, o que está previsto para acontecer na próxima semana”, disse.

Atualmente, das sete empresas de ônibus que circulam no município, somente duas estão com os salários dos rodoviários em dia, as empresas Cordeiro e a Jacarandá. As demais devem de dois a três meses e meio de salários aos empregados.

SOFRIMENTO DIÁRIO

A moradora do distrito de Ururaí, Tereza Cristina, 37 anos, disse que ela, particularmente, gosta mais de andar de ônibus, no entanto, com a falta constante dele, é obrigada a apanhar van. Ela sente falta do tempo em que os ônibus passavam nos bairros de meia em meia hora. Esse tempo vai muito longe.

– Durante a semana a gente fica uma hora ou mais no ponto esperando ônibus. E no domingo então, a situação é pior ainda. Eu tenho que ir para a estrada para conseguir apanhar um, porque dentro dos bairros não passa de jeito nenhum. Uma tristeza – disse Tereza Cristina.

O estudante e estagiário de empresa, Pedro Henrique, 18 anos, residente no parque Aurora, explica que no seu bairro até o meio dia a situação ainda é normal, mas, a partir deste horário e, principalmente, à noite, a situação é precária. Para ele as vans ajudam muito no transporte diário em seu bairro.

– A partir do meio dia a gente fica uma hora e, às vezes, até mais no ponto esperando ônibus. À noite piora ainda mais e a gente sempre tem que sair de casa bem antes, porque não sabe nunca quanto tempo vai ficar no ponto de ônibus – afirma Pedro Henrique.

Lenilda Rodrigues da Silva, do bairro Novo Jóquei, tem que constantemente vir ao Centro com seu filho que é especial e, para isso, muitas vezes espera até duas horas da sua casa ao Centro. Segundo ela, as autoridades deveriam dar mais atenção ao setor de transporte, já que milhares de pessoas dependem dele no ir e vir diário.

– Eu acho que devia aumentar a quantidade de ônibus, porque aumenta a passagem mas a gente não vê aumentar o número de ônibus. De meia em meia hora ficaria bom pra todo mundo – analisa Lenilda Rodrigues.

Fonte: Campos24h

Como frascos de xampu, água e tubos de plástico podem salvar milhares de bebês no mundo

Equipamento custa cerca de R$ 4 e permite a bebês com pneumonia respirar melhor; teste mostrou que aparato foi capaz de reduzir mortes em até 75%.

Cerca de 920 mil crianças morrem anualmente de pneumonia, doença que faz com que seus pulmões parem de absorver oxigênio. (Assista ao vídeo)

Diante desse problema, o médico Mohammod Jobayer Chisti, de Bangladesh, criou um equipamento que usa frascos de xampu e tubos de plástico para ajudar crianças com pneumonia a respirarem.

Um ventilador mecânico convencional custa cerca de R$ 47 mil, mas o desenvolvido pelo médico custa menos de R$ 4.

Bolhas que se formam na água armazenada no equipamento de baixo custo aumentam a absorção de oxigênio pelos pacientes. Dessa forma, ampliam as chances de sobrevivência em casos de pneumonia aguda.

O aparelho de Jobayer Christi já ajudou mais de 600 crianças. Um teste mostrou que ele é capaz de reduzir mortes em até 75%.

O médico espera que o equipamento salve outras milhares de vidas.

Fonte: G1